| Já
foi comprovado pela medicina que consumir vinho com moderação,
especialmente o tinto, pode fazer bem para a saúde. Todos nós apreciamos
uma boa taça, principalmente acompanhada de uma boa refeição. Porém,
muitos evitam o seu consumo por se tratar de uma bebida alcoólica e
também para evitar as calorias. De fato, se você exagerar na dose, pode
ter problemas e também aumento de peso, mas você vai se surpreender com
este estudo que mostra o que o consumo de vinho à noite pode fazer pelo
seu organismo. |
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Tomar vinho antes de dormir ajuda você a perder peso. |
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É isso mesmo! Imagine unir o
útil ao agradável. Um estudo realizado em julho de 2015 pela
Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, descobriu que é
possível perder peso tomando vinho graças ao resveratrol, um
maravilhoso componente da bebida que traz muitos benefícios à saúde,
inclusive o emagrecimento. Este composto, encontrado no vinho tinto,
transforma o tecido adiposo branco em tecido adiposo marrom. Para
esclarecer, o tecido branco causa sérios problemas à saúde, como
diabetes e doenças do coração. Já a gordura marrom é considerada
saudável pois ajuda a queimar calorias, eliminando as células brancas de
gordura do organismo. Em 2012, outro estudo concluiu que consumir uma taça de vinho à noite sacia a vontade de "atacar" aqueles lanchinhos noturnos, ou comer demais, pois a bebida confere sensação de saciedade, o que colabora na perda de peso. O estudo, porém, foi realizado em laboratório com insetos, mas sua eficácia é comprovada. Vale ressaltar que todos esses estudos foram realizados com vinho tinto, pois as uvas brancas não têm resveratrol. Além da perda de peso, tomar uma taça de vinho tinto pode ser um grande elixir para a saúde. Mas, mais uma vez, ressaltamos aqui a importância da moderação - apesar de saudável, trata-se de uma bebida alcoólica! |
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Veja aqui os benefícios do vinho tinto |
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1. Vida longa: Os
habitantes de Icária, uma pequena ilha da Grécia, descobriram o segredo
de uma vida longa e saudável. Além do bom clima e da alimentação da
culinária grega (com muitos vegetais), eles tomam pequenas doses de
vinho durante o dia. Habitantes das ilhas de Creta e Sardenha também
seguem o mesmo hábito, e consequentemente vivem mais e melhor. Um estudo realizado em 2007 mostrou que um composto encontrado no tanino do vinho tinto chamado procianidina estimula o funcionamento do sistema cardiovascular. Também foi comprovado que vinhos produzidos na Sardenha e no Sul da França (duas regiões onde grande parte dos moradores têm vida longa) têm alta concentração de procianidina. Além disso, pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que o resveratrol ativa uma proteína que melhora a saúde e prolonga a vida. E tem mais: o resveratrol atua na atividade das sirtuínas, enzimas que fortalecem o organismo e combatem doenças relacionadas ao envelhecimento. |
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2. Estimula o cérebro:
Pesquisadores mostraram que o resveratrol pode melhorar a memória no
curto prazo. Em um experimento, participantes tiveram melhora
significativa da memória 30 minutos após ingerirem o composto, pois
assimilaram e memorizaram uma série de palavras em menos tempo comparado
aos que não consumiram resveratrol. Isso ocorre porque a substância age
diretamente na parte do cérebro responsável pela memória, aprendizado e
sentimentos. |
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3. Combate sintomas depressivos:
Estudos conduzidos na Espanha mostraram que homens e mulheres que
consumiam entre duas e sete taças de vinho tinto por semana tinham
riscos muito menores de ter depressão. Outros fatores também contribuem,
como estilo de vida e alimentação, mas mesmo assim foi comprovada a
eficácia da bebida para evitar sintomas depressivos. |
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4. Melhora a saúde dos olhos:
Segundo pesquisadores da Washington University School of Medicine, nos
Estados Unidos, o resveratrol controla o crescimento das veias
sanguíneas nos olhos, evitando principalmente a degeneração macular, que
ocorre em muitos portadores de diabetes, quando a doença se agrava.
Porém, o estudo foi realizado em animais de laboratório, mas já é um
grande início. |
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5. Protege os dentes:
Tomar vinho tinto pode proteger seus dentes contra diversas bactérias,
pois a bebida tem efeitos bactericidas. Essa descoberta foi feita em um
experimento no qual cientistas aplicaram a bebida na formação de placa
dental, eliminando-a. |
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6. Previne contra alguns tipos de câncer:
Cientistas descobriram que uvas tintas ajudam a combater a aromatase,
uma perigosa enzima que produz estrogênio e aumenta a formação de
células cancerosas em caso de câncer de mama. Tanto a uva tinta
(incluindo as sementes) como o vinho são inibidores de aromatase,
diminuindo consideravelmente o risco desta tão temida doença para as
mulheres. Já foi comprovado pela medicina que o resveratrol ajuda a combater outros tipos de câncer. O consumo de vinho tinto pode reduzir em até 50% o risco de câncer de cólon. O Harvard Men's Health Watch, um órgão da Universidade de Harvard que estuda a saúde do homem, comprovou que homens que tomam entre quatro e sete taças de vinho por semana diminuem em até 52% o risco de câncer de próstata comparado aos que não tomam. Além do resveratrol, a bebida contém flavonoides, poderosos antioxidantes que contrabalançam o andrógeno, hormônio masculino que estimula a próstata. |
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7. Reduz o risco de diabetes:
O resveratrol também é saudável para os diabéticos. Homens e mulheres
que consumirem vinho tinto moderadamente diminuíram em até 30% o risco
de desenvolver o tipo 2 da doença. O resveratrol aumenta a sensibilidade
do organismo à temida insulina, que ocasiona o diabetes tipo 2. |
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8. Evita resfriados:
Um estudo condizido por cinco universidade na Espanha com 4 mil
voluntários mostrou que pessoas que tomam vinho tinto tem menor
probabilidade de ter gripes e resfriados comparado àqueles que tomam
cerveja ou outros tipos de destilado. Os pesquisadores comprovaram que
os antioxidantes da bebida diminuem as inflamações no organismo,
fortalecendo-o contra doenças como resfriados. |
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Um adendo: Você pode
ter todos esses benefícios na sua vida se manter uma garrafa de vinho
tinto ao lado da cama - mas, como diz o antigo ditado, nada de ir com
muita sede ao pote. Apesar de fazem bem a saúde, trata-se de uma bebida alcoólica e deve ser consumida com moderação,
pois o álcool em excesso pode causar efeito contrário. E caso você não
queria ou não goste de vinho, há outras formas de consumir resveratrol. A
própria uva tinta contém a substância, assim como mirtilos e morangos. (retirado do site www.tudoporemail.com.br) |
Sejam bem vindos a este espaço!!! A casa é sua, entre, fique a vontade, visite todos os cantinhos, cada um é um pedaço de mim....
segunda-feira, 7 de março de 2016
Conheça os Benefícios do Vinho Tinto!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
QUEM SEMEIA EXPECTATIVAS COLHE DESILUSÕES
Desde crianças, criamos expectativas de que nossas necessidades sejam
aliviadas e de que nossos desejos sejam atendidos por quem nos rodeia.
Parece fazer parte de nossa natureza acalentar a esperança de que tudo
vai dar certo, de que as pessoas nos farão felizes, de que o amor
perfeito virá até nós e completará o que nos falta. Infelizmente, a vida
tende a nos lembrar de que teremos um longo caminho de tombos e de
decepções pela frente, pois nada é fácil, nada vem fácil. Cabe-nos não
esperar muito dos outros e agirmos por conta própria.
Não semeie expectativas exageradas em relação aos caminhos que percorre. Diariamente, nossa jornada estará sujeita a ventos e trovoadas, a descaminhos escuros que nos derrubarão, arrefecendo-nos os ânimos. Problemas fazem parte da vida de todos nós e sua resolução dependerá da lucidez de nossos sentimentos em relação ao que deve ser feito, repensado e mudado. Deveremos estar preparados para os reveses que nos adentrarão todos os espaços, combatendo-os com equilíbrio, sempre junto aos nossos queridos.
Não acalente esperanças de que as pessoas serão gratas pelo que você faz por elas, de que será reconhecido pela sua dedicação, sua fidelidade, ou seu empenho em deixar o outro feliz. Muitas delas simplesmente esquecerão tudo isso num piscar de olhos, outras lhe cobrarão ainda mais, enquanto algumas o trocarão por novas amizades, novos companheiros. Cada um dá o que tem, já diz o senso comum, por isso devemos fazer o bem sem condições e sem esperar nada em troca.
Não espere que o outro vá mudar, que um dia ele irá acordar do jeito que você quer - isso não existe longe dos enredos de ficção. Ou aceitamos as pessoas como elas são, valorizando em cada uma delas aquilo que têm de melhor e abrindo concessões que não firam nossos princípios e nossa dignidade, para aceitá-las em nossas vidas, ou entraremos em relacionamentos desgastantes e permeados por frustrações e discussões inúteis.
Não aguarde que a vida traga até você as oportunidades que contribuirão aos seus avanços pessoais e profissionais. Nada costuma cair no nosso colo assim, como num passe de mágica. Aja em favor de si mesmo, correndo atrás daquilo que você quer, estudando, projetando, atualizando-se, relacionando-se com as pessoas, harmonizando-se com o mundo à sua volta, de forma que os ambientes por onde transitar sejam repletos de portas a serem abertas e de gente que torce por você.
Não nutra desejos de ser aceito por todos, de poder viver a seu modo, de acordo com o que quiser, sem ser mal interpretado ou incompreendido. Encontraremos muita intolerância pela frente, estaremos sujeitos a julgamentos alheios o tempo todo, muitos deles vindos de pessoas que pautam seus argumentos sobre pontos de vista unilaterais, preconceituosos e cruéis. Conserve a fidelidade à essência de suas verdades, dê importância a quem tem importância e caminhe junto a quem estiver ao seu lado com afeto sincero.
Obviamente, devemos idealizar um futuro de realizações que nos levem à satisfação pessoal e profissional, para que tenhamos sempre algo por que lutar diariamente, ou então permaneceremos presos ao comodismo incômodo, ao amortecimento de nossos sentidos. No entanto, é preciso que adotemos uma postura ativa, impulsionada por idealizações passíveis de serem alcançadas de acordo com o que temos e somos, sem abrir mão de nossas verdades.
Porque esperar do outro aquilo que está dentro de nós fatalmente nos trará uma série de decepções que em nada nos acrescentarão. Na verdade, nós é que somos os responsáveis pela nossa vida, pelas nossas dores e alegrias, ou seja, podemos esperar, sim, mas de ninguém mais do que de nós mesmos.
Marcelo Camargo
Não semeie expectativas exageradas em relação aos caminhos que percorre. Diariamente, nossa jornada estará sujeita a ventos e trovoadas, a descaminhos escuros que nos derrubarão, arrefecendo-nos os ânimos. Problemas fazem parte da vida de todos nós e sua resolução dependerá da lucidez de nossos sentimentos em relação ao que deve ser feito, repensado e mudado. Deveremos estar preparados para os reveses que nos adentrarão todos os espaços, combatendo-os com equilíbrio, sempre junto aos nossos queridos.
Não acalente esperanças de que as pessoas serão gratas pelo que você faz por elas, de que será reconhecido pela sua dedicação, sua fidelidade, ou seu empenho em deixar o outro feliz. Muitas delas simplesmente esquecerão tudo isso num piscar de olhos, outras lhe cobrarão ainda mais, enquanto algumas o trocarão por novas amizades, novos companheiros. Cada um dá o que tem, já diz o senso comum, por isso devemos fazer o bem sem condições e sem esperar nada em troca.
Não espere que o outro vá mudar, que um dia ele irá acordar do jeito que você quer - isso não existe longe dos enredos de ficção. Ou aceitamos as pessoas como elas são, valorizando em cada uma delas aquilo que têm de melhor e abrindo concessões que não firam nossos princípios e nossa dignidade, para aceitá-las em nossas vidas, ou entraremos em relacionamentos desgastantes e permeados por frustrações e discussões inúteis.
Não aguarde que a vida traga até você as oportunidades que contribuirão aos seus avanços pessoais e profissionais. Nada costuma cair no nosso colo assim, como num passe de mágica. Aja em favor de si mesmo, correndo atrás daquilo que você quer, estudando, projetando, atualizando-se, relacionando-se com as pessoas, harmonizando-se com o mundo à sua volta, de forma que os ambientes por onde transitar sejam repletos de portas a serem abertas e de gente que torce por você.
Não nutra desejos de ser aceito por todos, de poder viver a seu modo, de acordo com o que quiser, sem ser mal interpretado ou incompreendido. Encontraremos muita intolerância pela frente, estaremos sujeitos a julgamentos alheios o tempo todo, muitos deles vindos de pessoas que pautam seus argumentos sobre pontos de vista unilaterais, preconceituosos e cruéis. Conserve a fidelidade à essência de suas verdades, dê importância a quem tem importância e caminhe junto a quem estiver ao seu lado com afeto sincero.
Obviamente, devemos idealizar um futuro de realizações que nos levem à satisfação pessoal e profissional, para que tenhamos sempre algo por que lutar diariamente, ou então permaneceremos presos ao comodismo incômodo, ao amortecimento de nossos sentidos. No entanto, é preciso que adotemos uma postura ativa, impulsionada por idealizações passíveis de serem alcançadas de acordo com o que temos e somos, sem abrir mão de nossas verdades.
Porque esperar do outro aquilo que está dentro de nós fatalmente nos trará uma série de decepções que em nada nos acrescentarão. Na verdade, nós é que somos os responsáveis pela nossa vida, pelas nossas dores e alegrias, ou seja, podemos esperar, sim, mas de ninguém mais do que de nós mesmos.
Marcelo Camargo
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Dicas
· Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria.
· Decore seu poema favorito.
· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.
· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
· Acredite em amor à primeira vista.
· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
· Ame profundamente e com paixão.
· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
· Fale devagar mas pense com rapidez.
· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".
· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
· Ligue para sua mãe.
· Diga "saúde" quando alguém espirrar.
· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
· Quando você perder, não perca a lição.
· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
· Passe mais tempo sozinho.
· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
· Leia mais livros e assista menos TV.
· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
· Confie em Deus, mas tranque o carro.
· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
· Não fale do passado.
· Leia o que está nas entrelinhas.
· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
· Seja gentil com o planeta.
· Reze. Há um poder incomensurável nisso.
· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
· Cuide da sua própria vida.
· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.
· Decore seu poema favorito.
· Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira.
· Quando disser "Eu te amo" olhe as pessoas nos olhos.
· Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar.
· Acredite em amor à primeira vista.
· Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
· Ame profundamente e com paixão.
· Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
· Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
· Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
· Fale devagar mas pense com rapidez.
· Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Porque você quer saber?".
· Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
· Ligue para sua mãe.
· Diga "saúde" quando alguém espirrar.
· Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
· Quando você perder, não perca a lição.
· Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações.
· Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
· Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
· Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
· Passe mais tempo sozinho.
· Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
· Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
· Leia mais livros e assista menos TV.
· Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
· Confie em Deus, mas tranque o carro.
· Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
· Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual.
· Não fale do passado.
· Leia o que está nas entrelinhas.
· Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
· Seja gentil com o planeta.
· Reze. Há um poder incomensurável nisso.
· Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado.
· Cuide da sua própria vida.
· Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
· Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
· Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza.
· Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
· Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir.
· Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
· Usufrua o amor e a culinária com abandono total.
Dalai Lama
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Vampiros
Eu não acredito em gnomos ou
duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala
de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um
shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem
seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você
menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este
"mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.
Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.
Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.
Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.
Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.
Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.
Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.
Martha Medeiros
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
O que é Felicidade?
Felicidade é coisa que não tem nome. É silêncio que perpassa os dias
tornando-os mais belos e falantes. Felicidade é carinho de mãe em
situação de desespero. É olhar de amigo em horas de abandono. É fala
calmante em instantes de desconsolo.
Felicidade é palavra pouca que diz muito. É frase dita na hora certa e
que vale por livros inteiros.
Padre Fábio de Melo
Padre Fábio de Melo
Como ser uma avó ou avô incrível
Ser um avô ou uma avó sensacional é o sonho de todo mundo, mas para
ganhar esse tipo de título é preciso tempo e, especialmente, esforço.
Veja, então, as dicas que o BabyCenter preparou para você chegar lá e se
tornar uma pessoa fundamental na vida do seu neto.
É um impulso muito natural, e pode fazer todo o sentido na hora. Mas, acredite, esse tipo de mentalidade é receita para um desastre.
"Por mais duro que seja, você precisa aceitar que é a vez deles de criarem os filhos. Os avós não podem interferir em tudo", afirma a terapeuta Sharon O'Neill.
Segundo ela, ao dar palpites e sugestões, por mais bem intencionados que sejam, os avós acabam arriscando deixar os pais de primeira viagem ainda mais ansiosos ou com aquela sensação de que não sabem o que estão fazendo. Em vez disso, o melhor que você tem a fazer é expressar interesse e curiosidade pelo neto.
Pergunte sobre o bebê, novas gracinhas, momentos surpreendentes. Cuidado com os sempre polêmicos temas da alimentação, sono ou vestuário. Evite parecer a avó intrometida e mostre, por outro lado, o quanto adora o neto e deseja ajudar os pais no que for preciso para vê-lo saudável e feliz.
Claro que nem sempre é assim, porque tem muitos avós que pegam pesado nos cuidados do dia a dia. Mas, de modo geral, sua função é mesmo aproveitar.
Brinque no chão, passeie com o bebê, conte histórias engraçadas da família e permita-se voltar a fazer caretas e vozes infantis. Estabeleça momentos especiais só seus e da criança. Solte a imaginação.
Pense só nos seus netos e considere que não existe excesso de amor. Ou seja, um relacionamento próximo com um casal de avós não vai eliminar a importância do outro -- a menos que você se afaste ou dê motivo.
Uma alternativa é escolher partes da sua casa para a bagunça da criançada e partes somente para o uso dos adultos. Já que você não vai querer ficar seguindo o neto o dia todo com uma vassoura para limpar sujeira, coloque-o para comer em uma área onde as migalhas caídas poderão ser facilmente catadas.
Se for o caso, proteja também sua mesa com uma toalha plástica, e as cadeiras ou outras áreas de piso ou tecido mais delicados com toalhas ou panos.
Confira um artigo de como manter o local em que mora segura para crianças.
Em nome desse tipo de recordação, muitos avós apostam em viagens de final de semana ou em férias com toda a família. Longe dos compromissos do dia a dia fica mais fácil de aproveitar a companhia e se dedicar integralmente aos netos. Passar um dia que seja fora já faz toda a diferença.
Não se esqueça de documentar os passeios e viagens em fotos e em pequenas anotações explicando os momentos únicos que viveram. Dizer, por exemplo, que foi naquele passeio à praia que o bebê colocou os pés pela primeira vez no mar é o tipo de informação para guardar para sempre.
A especialista Amy Goyer relata que ouve muitas queixas de avós que não recebem tantos convites quanto gostariam para visitar os filhos e netos, mas, por outro lado, parecem não ter ideia de que só sua presença já gera certo nível de trabalho e de preocupação.
Já que o objetivo definitivamente não é ser estorvo para os outros, procure formas de estar com as crianças que sejam de ajuda. Isso inclui se voluntariar para ficar com elas para que os pais possam dar uma saída à noite ou no fim de semana.
Outra possibilidade é pensar em um bloco de tempo durante a semana (duas tardes por semana, por exemplo) em que você as leve para a sua casa (veja aqui como equipar a casa para receber os netos.)
A vantagem de estabelecer dias específicos para ficar com o neto é que os pais podem se programar para sair ou resolver problemas nesse dia, e não ficam tímidos de pedir ajuda. Você, por outro lado, tem a garantia de um delicioso encontro semanal com o netinho.
Toda criança passa por bons e maus períodos e é fundamental que saiba que é amada mesmo quando não está se comportando muito bem.
E é claro que existem afinidades pessoais que podem ser maiores ou menores com determinado neto, mas você precisa guardá-la para você.
O melhor jeito de combater o que às vezes pode parecer favoritismo de avó é sempre dedicar atenção especial e individual a cada uma das crianças. Elas costumam se comportar melhor quando não estão sentindo competição de irmão ou primo por perto. Além disso, você assim terá uma chance de criar uma relação com cada uma delas.
"É normal que não passe pela cabeça de uma criança ligar para alguém. Você é quem deve fazer o trabalho braçal para o relacionamento se desenvolver", observa a psicóloga Sharon O'Neill.
Além das ocasiões especiais e formais de família, procure seus netos com frequência e mostre o quanto deseja ser parte da vida deles, começando desde a fase de bebê. Aproveite para tirar muitas fotos para depois mostrar a ele quantas coisas fizeram juntos ao longo do tempo.
Se ouvir dos pais que o neto alcançou um novo marco do desenvolvimento, como sentar, engatinhar ou andar, peça para vê-lo o quanto antes para conferir a novidade (esse tipo de demonstração de interesse pelo filho sempre encanta os pais, loucos para mostrar toda e qualquer nova graça do bebê).
Quando chegar a fase, ouça com carinho tudo o que eles têm para contar e incentive que conversem com você sobre qualquer assunto. Procure não se escandalizar ou julgar comportamentos diferentes dos da sua época.
Não espere por datas específicas para saber como foi o dia, o que tem acontecido de bom ou de ruim. Até a ida à casa de um amiguinho já vale como desculpa para bater um papo, mesmo que seja à distância, por meios eletrônicos.
Se você morar longe, esse tipo de contato fica ainda mais importante para manter os vínculos e até a lembrança viva da sua presença. A conversa não precisa ser longa -- pelo contrário, já que crianças costumam ter pouca paciência para responder a muitas perguntas.
Procure guardar o nome de amigos, brinquedos, bonecas ou jogos favoritos e vá perguntando como anda cada coisinha que gera interesse no neto.
Tenha orgulho do seu papel de historiadora da família. Pense nele como a forma de ligar passado, presente e futuro e de dar continuidade a acontecimentos de gerações de ancestrais.
Na hora de contar os eventos do passado, seja breve e, quando possível, tempere as histórias com bom-humor e uma dose de aventura. As crianças certamente vão ficar curiosas.
Fale sobre a sua vida de jovem, assim como a dos pais das crianças. À medida que crescerem, vão adorar ouvir como o papai ou a mamãe aprontavam, davam trabalho ou faziam coisas curiosas.
E, se você gostar de escrever, considere deixar por escrito histórias da família. Outra alternativa boa é gravar vídeos contando os relatos.
Agora que seus netos são pequenos eles podem não muita paciência nem interesse para essas informações do passado, mas quando crescerem vão considerá-la um tesouro de valor incalculável -- e talvez sua memória e sua disposição já não sejam as mesmas quando esse momento chegar, daqui a algumas décadas.
(Melanie Haiken)
Pergunte em vez de responder
Porque você é a avó, já conta com muito mais experiência no quesito criação de filhos. E isso pode levá-la a se ver como a única especialista no assunto e responsável por orientar os novos pais.É um impulso muito natural, e pode fazer todo o sentido na hora. Mas, acredite, esse tipo de mentalidade é receita para um desastre.
"Por mais duro que seja, você precisa aceitar que é a vez deles de criarem os filhos. Os avós não podem interferir em tudo", afirma a terapeuta Sharon O'Neill.
Segundo ela, ao dar palpites e sugestões, por mais bem intencionados que sejam, os avós acabam arriscando deixar os pais de primeira viagem ainda mais ansiosos ou com aquela sensação de que não sabem o que estão fazendo. Em vez disso, o melhor que você tem a fazer é expressar interesse e curiosidade pelo neto.
Pergunte sobre o bebê, novas gracinhas, momentos surpreendentes. Cuidado com os sempre polêmicos temas da alimentação, sono ou vestuário. Evite parecer a avó intrometida e mostre, por outro lado, o quanto adora o neto e deseja ajudar os pais no que for preciso para vê-lo saudável e feliz.
Brinque e se divirta
Você já deve ouvido falar que a vovó fica com toda a diversão, mas depois entrega o bebê de volta para os pais ficarem com a parte das responsabilidades.Claro que nem sempre é assim, porque tem muitos avós que pegam pesado nos cuidados do dia a dia. Mas, de modo geral, sua função é mesmo aproveitar.
Brinque no chão, passeie com o bebê, conte histórias engraçadas da família e permita-se voltar a fazer caretas e vozes infantis. Estabeleça momentos especiais só seus e da criança. Solte a imaginação.
Fuja das rivalidades
Evite a todo custo competir com a "vó Sônia e o vô Alberto", já que isso sempre acaba provocando mágoas. É praticamente inevitável que as crianças acabem convivendo mais com um lado da família do que o outro, o que não quer dizer que amem mais esse ou aquele.Pense só nos seus netos e considere que não existe excesso de amor. Ou seja, um relacionamento próximo com um casal de avós não vai eliminar a importância do outro -- a menos que você se afaste ou dê motivo.
Espere bagunça
Falando sinceramente, crianças são bagunceiras, não tem jeito. A melhor forma de lidar com o que vem pela frente é se preparar psicologicamente para a bagunça, assim você não corre o risco de perder a paciência a cada grão de comida que cair no chão branquinho da cozinha.Uma alternativa é escolher partes da sua casa para a bagunça da criançada e partes somente para o uso dos adultos. Já que você não vai querer ficar seguindo o neto o dia todo com uma vassoura para limpar sujeira, coloque-o para comer em uma área onde as migalhas caídas poderão ser facilmente catadas.
Se for o caso, proteja também sua mesa com uma toalha plástica, e as cadeiras ou outras áreas de piso ou tecido mais delicados com toalhas ou panos.
Confira um artigo de como manter o local em que mora segura para crianças.
Valorize as experiências
É tentador comprar um brinquedo ou uma novidade eletrônica só para ver a alegria no rosto do seu neto. Não há nada de errado com isso. A longo prazo, no entanto, as experiências conjuntas tendem a ser mais significativas e a criar lembranças para a vida toda, mais do que momentos passageiros de alegria.Em nome desse tipo de recordação, muitos avós apostam em viagens de final de semana ou em férias com toda a família. Longe dos compromissos do dia a dia fica mais fácil de aproveitar a companhia e se dedicar integralmente aos netos. Passar um dia que seja fora já faz toda a diferença.
Não se esqueça de documentar os passeios e viagens em fotos e em pequenas anotações explicando os momentos únicos que viveram. Dizer, por exemplo, que foi naquele passeio à praia que o bebê colocou os pés pela primeira vez no mar é o tipo de informação para guardar para sempre.
Não seja um problema
Às vezes, excesso de entusiasmo por parte dos avós acaba criando mais trabalho para os pais.A especialista Amy Goyer relata que ouve muitas queixas de avós que não recebem tantos convites quanto gostariam para visitar os filhos e netos, mas, por outro lado, parecem não ter ideia de que só sua presença já gera certo nível de trabalho e de preocupação.
Já que o objetivo definitivamente não é ser estorvo para os outros, procure formas de estar com as crianças que sejam de ajuda. Isso inclui se voluntariar para ficar com elas para que os pais possam dar uma saída à noite ou no fim de semana.
Outra possibilidade é pensar em um bloco de tempo durante a semana (duas tardes por semana, por exemplo) em que você as leve para a sua casa (veja aqui como equipar a casa para receber os netos.)
A vantagem de estabelecer dias específicos para ficar com o neto é que os pais podem se programar para sair ou resolver problemas nesse dia, e não ficam tímidos de pedir ajuda. Você, por outro lado, tem a garantia de um delicioso encontro semanal com o netinho.
Não demonstre favoritismo
Derreter-se sobre o bebê enquanto ignora ou dá uma bronca no danadinho do irmão de 3 anos que está tendo um ataque de ciúmes ou de birra é um erro clássico, e você vai precisar se policiar muito para não cometer.Toda criança passa por bons e maus períodos e é fundamental que saiba que é amada mesmo quando não está se comportando muito bem.
E é claro que existem afinidades pessoais que podem ser maiores ou menores com determinado neto, mas você precisa guardá-la para você.
O melhor jeito de combater o que às vezes pode parecer favoritismo de avó é sempre dedicar atenção especial e individual a cada uma das crianças. Elas costumam se comportar melhor quando não estão sentindo competição de irmão ou primo por perto. Além disso, você assim terá uma chance de criar uma relação com cada uma delas.
Tome a iniciativa do contato
Você é a pessoa mais velha e mais madura da relação com o neto ou a neta, portanto deve assumir a responsabilidade por procurar e manter contato. Se ficar esperando por iniciativa da parte de uma criança, vai acabar se decepcionando quase sempre."É normal que não passe pela cabeça de uma criança ligar para alguém. Você é quem deve fazer o trabalho braçal para o relacionamento se desenvolver", observa a psicóloga Sharon O'Neill.
Além das ocasiões especiais e formais de família, procure seus netos com frequência e mostre o quanto deseja ser parte da vida deles, começando desde a fase de bebê. Aproveite para tirar muitas fotos para depois mostrar a ele quantas coisas fizeram juntos ao longo do tempo.
Se ouvir dos pais que o neto alcançou um novo marco do desenvolvimento, como sentar, engatinhar ou andar, peça para vê-lo o quanto antes para conferir a novidade (esse tipo de demonstração de interesse pelo filho sempre encanta os pais, loucos para mostrar toda e qualquer nova graça do bebê).
Vire o ombro amigo
Avós são um ponto de apoio importante para os netos, por oferecer uma perspectiva diferente da dos pais.Quando chegar a fase, ouça com carinho tudo o que eles têm para contar e incentive que conversem com você sobre qualquer assunto. Procure não se escandalizar ou julgar comportamentos diferentes dos da sua época.
Não espere por datas específicas para saber como foi o dia, o que tem acontecido de bom ou de ruim. Até a ida à casa de um amiguinho já vale como desculpa para bater um papo, mesmo que seja à distância, por meios eletrônicos.
Se você morar longe, esse tipo de contato fica ainda mais importante para manter os vínculos e até a lembrança viva da sua presença. A conversa não precisa ser longa -- pelo contrário, já que crianças costumam ter pouca paciência para responder a muitas perguntas.
Procure guardar o nome de amigos, brinquedos, bonecas ou jogos favoritos e vá perguntando como anda cada coisinha que gera interesse no neto.
Preserve as memórias de família
O medo de parecer aquela avó chata que está sempre falando sobre o passado muitas vezes pode acabar inibindo você de compartilhar histórias incríveis, engraçadas ou mesmo tristes. E isso acaba sendo uma grande perda para todos.Tenha orgulho do seu papel de historiadora da família. Pense nele como a forma de ligar passado, presente e futuro e de dar continuidade a acontecimentos de gerações de ancestrais.
Na hora de contar os eventos do passado, seja breve e, quando possível, tempere as histórias com bom-humor e uma dose de aventura. As crianças certamente vão ficar curiosas.
Fale sobre a sua vida de jovem, assim como a dos pais das crianças. À medida que crescerem, vão adorar ouvir como o papai ou a mamãe aprontavam, davam trabalho ou faziam coisas curiosas.
E, se você gostar de escrever, considere deixar por escrito histórias da família. Outra alternativa boa é gravar vídeos contando os relatos.
Agora que seus netos são pequenos eles podem não muita paciência nem interesse para essas informações do passado, mas quando crescerem vão considerá-la um tesouro de valor incalculável -- e talvez sua memória e sua disposição já não sejam as mesmas quando esse momento chegar, daqui a algumas décadas.
(Melanie Haiken)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Olhos que sorriem
Quando era pequena e meu irmão nasceu, não demorou muito para eu
perceber que tinha algo diferente nele. Sempre que ele sorria, mesmo não
sabendo que sorria através das poucas habilidades cognitivas de um
recém-nascido, ele franzia os olhinhos. Lembro que um dia, intrigada e
curiosa como toda criança com uma novidade, perguntei para minha mãe se
meu irmãozinho era japonês. A minha mãe gargalhou com a minha teoria, e
me explicou que era o jeito dele sorrir. Que ele sorria com os olhos.
“Como assim ‘sorri com os olhos’, mamãe, se a gente sorri com a boca?”
instiguei-a. “Algumas pessoas sorriem com os olhos” ela explicou.
De fato meu irmão cresceu e nunca perdeu aquele jeito peculiar de sorrir. Cada vez que gargalhava ou ficava feliz, suas bolotas negras, antes grandes, se reduziam em forma de gotinhas. Era como se sorrir com a boca não bastasse. Não podia envolver apenas as linhas inferiores do rosto, queixo, lábios e dentes. Precisava contorcer também as janelas da alma. E ao modificar seus olhos, ele modificava os meus. Não tem como não se manter indiferente frente a alguém que sorri com os olhos.
Crescendo, percebi que o que mais me atraia nas pessoas era a maneira como elas sorriam. Passei a dividir o mundo entre pessoas que sorriem ou não com os olhos. Desconfiava de quem se resumia a mostrar-me os dentes. Tratando-se de afeição, carinho ou paixão, todo tipo de grandeza para mim definia-se nos desenhos emoldurados por cílios e sobrancelhas. Eu procurava as gotinhas sorridentes nos rostos conhecidos ou recém-chegados. Contava as linhas de expressão ao redor dos olhos, provas do tempo de que aquele alguém contabilizou sorrisos oculares. Admirava aquela musculatura exercitada pela alegria da vida. Tornei-me meio Machado de Assis, “gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram”. Mas veja, tudo começa nos olhos.
A coisa evoluiu de tal forma que hoje nada me desconcentra mais que um lindo par de olhos a sorrir. Falando de sedução, não existe miragem mais atraente que acordar do lado de alguém que te entrega o “bom dia” com os olhos. Podem ser remelentos. É como se a manhã se ressignificasse e sair da cama passasse a não fazer mais sentido. A capacidade de sorrir com os olhos, além do apelo visual, é também muito prática- ora, se não precisas da boca pra sorrir, porque não usá-la para beijar enquanto os olhos se comunicam? Eu caí poucas vezes em uma paixão à primeira vista. Todas foram tropeçando pra dentro destes redemoinhos que são os olhos sorridentes. Sugando-me para profundezas desconhecidas, enquanto entregava-me deliberadamente na vontade de me afogar. Olhos que sorriem são meu fraco, falam diretamente com minhas entranhas, enfraquecem minhas pernas e causam maremotos na parte mais sensata do meu cérebro. Para resistir um crush que sorri com os olhos, somente fechando os meus – não tem outro jeito.
Pessoas que gozam desta sensibilidade são mais bonitas, me arrisco a dizer. É como se a melhor parte delas não pudesse ser contida e transbordassem pelas pupilas. Tyra Banks chamou esse fenômeno de “smize” em American Next Top Model, dizendo que apenas as melhores modelos dominavam este know-how. Não acredito que algo tão lindo quanto especial possa ser resumido a uma palavra, ou deva ser usado simplesmente para conseguir o melhor click de um fotógrafo. Sorrir com os olhos vem de dentro. Tem propósitos mais dignos, como risadas com as amigas, uma conexão entre duas paixões, a realização de um sonho, o reconhecimento do amor fraternal no irmão recém-chegado. A gente não abre a alma para qualquer um ou qualquer coisa. Essas janelas especiais tem manha. E olhar pra dentro delas, não é apenas um prazer, é um privilégio. Então da próxima vez que você estiver frente a alguém que sorri com os olhos, pare. Observe. Algo espetacular está prestes a acontecer.
De fato meu irmão cresceu e nunca perdeu aquele jeito peculiar de sorrir. Cada vez que gargalhava ou ficava feliz, suas bolotas negras, antes grandes, se reduziam em forma de gotinhas. Era como se sorrir com a boca não bastasse. Não podia envolver apenas as linhas inferiores do rosto, queixo, lábios e dentes. Precisava contorcer também as janelas da alma. E ao modificar seus olhos, ele modificava os meus. Não tem como não se manter indiferente frente a alguém que sorri com os olhos.
Crescendo, percebi que o que mais me atraia nas pessoas era a maneira como elas sorriam. Passei a dividir o mundo entre pessoas que sorriem ou não com os olhos. Desconfiava de quem se resumia a mostrar-me os dentes. Tratando-se de afeição, carinho ou paixão, todo tipo de grandeza para mim definia-se nos desenhos emoldurados por cílios e sobrancelhas. Eu procurava as gotinhas sorridentes nos rostos conhecidos ou recém-chegados. Contava as linhas de expressão ao redor dos olhos, provas do tempo de que aquele alguém contabilizou sorrisos oculares. Admirava aquela musculatura exercitada pela alegria da vida. Tornei-me meio Machado de Assis, “gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram”. Mas veja, tudo começa nos olhos.
A coisa evoluiu de tal forma que hoje nada me desconcentra mais que um lindo par de olhos a sorrir. Falando de sedução, não existe miragem mais atraente que acordar do lado de alguém que te entrega o “bom dia” com os olhos. Podem ser remelentos. É como se a manhã se ressignificasse e sair da cama passasse a não fazer mais sentido. A capacidade de sorrir com os olhos, além do apelo visual, é também muito prática- ora, se não precisas da boca pra sorrir, porque não usá-la para beijar enquanto os olhos se comunicam? Eu caí poucas vezes em uma paixão à primeira vista. Todas foram tropeçando pra dentro destes redemoinhos que são os olhos sorridentes. Sugando-me para profundezas desconhecidas, enquanto entregava-me deliberadamente na vontade de me afogar. Olhos que sorriem são meu fraco, falam diretamente com minhas entranhas, enfraquecem minhas pernas e causam maremotos na parte mais sensata do meu cérebro. Para resistir um crush que sorri com os olhos, somente fechando os meus – não tem outro jeito.
Pessoas que gozam desta sensibilidade são mais bonitas, me arrisco a dizer. É como se a melhor parte delas não pudesse ser contida e transbordassem pelas pupilas. Tyra Banks chamou esse fenômeno de “smize” em American Next Top Model, dizendo que apenas as melhores modelos dominavam este know-how. Não acredito que algo tão lindo quanto especial possa ser resumido a uma palavra, ou deva ser usado simplesmente para conseguir o melhor click de um fotógrafo. Sorrir com os olhos vem de dentro. Tem propósitos mais dignos, como risadas com as amigas, uma conexão entre duas paixões, a realização de um sonho, o reconhecimento do amor fraternal no irmão recém-chegado. A gente não abre a alma para qualquer um ou qualquer coisa. Essas janelas especiais tem manha. E olhar pra dentro delas, não é apenas um prazer, é um privilégio. Então da próxima vez que você estiver frente a alguém que sorri com os olhos, pare. Observe. Algo espetacular está prestes a acontecer.
Antônia Macchi
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
BONECA DE CROCHÊ
Um
homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos. Eles
tinham compartilhado tudo um com o outro. Eles tinham conversado sobre
tudo. Eles
não tinham segredo entre eles afora uma caixa de sapato que a mulher
guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca
abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela. Assim
por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela
caixa de sapato. Mas um dia a velhinha ficou muito doente e o médico
falou que ela não sobreviveria. Visto isso o velhinho tirou a caixa de
cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher. Ela concordou que
era a hora dele saber o que havia naquela caixa. Quando ele abriu a tal
caixa, viu 2 bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava
95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou;
- Q uando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
- Querida!!! - ele falou - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - ela disse - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou;
- Q uando nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
- Querida!!! - ele falou - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - ela disse - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
A paz perfeita
Havia um rei que
ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa
pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A
primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho
perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam.
Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz
perfeita.
A
segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e
estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do
qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha
abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se
revelava nada pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente,
reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na
rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da
violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no
seu ninho.
Paz perfeita. Qual você pensa que foi a pintura ganhadora?
O rei escolheu a segunda. Sabe por quê?
Porque,
explicou o rei, paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem
problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de
se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração.
Este é o verdadeiro significado da paz.
"O primeiro dos bens, depois da saúde, é a paz interior."
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
IGNORAR AS FOFOCAS É UMA DAS MELHORES MANEIRAS DE SER FELIZ
É normal e esperado que pais, familiares e amigos íntimos
preocupem-se conosco e perguntem sobre nossas vidas. Nesses casos,
trata-se de afeto e consideração, pois quem nos ama nos dá atenção com
intenções sinceras. Porém, há quem pareça saber tudo sobre nossas vidas,
até mais do que nós mesmos sabemos, e pior, indivíduos que mal
conhecemos, pois não fazem parte de nosso caminhar.
Existem pessoas que têm mania de falar da vida alheia para quem quiser ouvir e onde estiver. De longe, controlam a hora em que chegamos e saímos, o que almoçamos e com quem, se repetimos ou não a roupa, se trabalhamos direito, com quem estamos nos relacionando, enfim, são os biógrafos de plantão. Temos a sensação de que estamos sendo observados por câmeras escondidas, tamanha é a convicção com que essas pessoas fazem afirmações sobre nossas vidas.
Se os biógrafos de vidas alheias se limitassem a nos pesquisar para si só, seria menos irritante. Mas não, eles fazem questão de falar sobre nós para os outros, na maioria das vezes denegrindo nossa imagem, destacando em nós aquilo que eles julgam inadequado. Têm a necessidade de apagar qualquer brilho que possa vir a ofuscar a sua suposta superioridade, no trabalho e na vida lá fora, fazendo de tudo, de forma perigosamente velada, para que chefes e colegas vejam em nós alguém não confiável.
Tentar controlar a vida do outro é tão inútil quanto varrer as folhas enquanto venta. As pessoas são o que são e não mudarão para simplesmente atender aos caprichos de outrem. Mudamos nossos comportamentos quando nos conscientizamos verdadeiramente de que estejam nos prejudicando e somente se quisermos. Controlar o parceiro excessivamente não vai impedi-lo de trair. Controlar o trabalho do colega não o fará deixar de entrar atrasado ou de enrolar o dia todo. Ninguém tem poder sobre a vida alheia, felizmente ou infelizmente que seja. Ser pressionado e acuado muitas vezes nos incita à revolta e à tentação de agirmos exatamente de forma contrária às expectativas do outro. Nossa natureza é rebelde e reage negativamente ao controle externo – a vida, libertadora em sua essência, odeia amarras de quaisquer tipos.
Pessoas que se comprazem em querer saber tudo da vida do outro parecem ser indivíduos vazios e infelizes, pois não conseguem achar nada de bom em si mesmos, ou seja, não enxergam nada que valha a pena dentro de si e necessitam se preencher com algo de fora. Tentar diminuir o outro com maledicências, além de ser uma atitude covarde, denota fraqueza emocional e de caráter. O vazio interior e o desprezo de si mesmo devem ser tão insuportáveis, que passam então a ser combatidos com a exposição venenosa da vida alheia. Quem é infeliz consigo mesmo não suporta ver ninguém esboçando sorrisos e tenta atrair tudo à sua volta para sua escuridão miserável – inutilmente, na maioria das vezes, pois quem brilha por si só não se abala com miudezas como essas.
A preocupação dos pais com as andanças dos filhos, dos amigos com nossa saúde física e emocional, do chefe com nossas tarefas, do professor com nosso aprendizado são bem vindas e necessárias, pois servem como motivação e ordenação de aspectos importantes de nossas vidas. No entanto, sermos observados e comentados negativamente por pessoas que não nos dizem respeito, que não se importam minimamente com o nosso bem, é perturbador e desagradável. Podemos até tentar deixar claro, aos enxeridos de plantão, que estamos incomodados e que procurem algo mais proveitoso para si próprios com o que se ocupar, mas dificilmente nos ouvirão, pois seu caráter é surdo.
Ignoremos simplesmente, pois não suportam desprezo de ninguém, além de serem indignos de que percamos um segundo de nossas vidas com eles. Lembremos que a verdade sempre aparece, a despeito de toda fofoca e toda maldade que nos cerca, pois o bem, assim como na ficção, haverá de ser mais poderoso do que o mal na trama de nossas vidas. Porque não somos celebridades, então não somos obrigados.
Marcel Camargo
Existem pessoas que têm mania de falar da vida alheia para quem quiser ouvir e onde estiver. De longe, controlam a hora em que chegamos e saímos, o que almoçamos e com quem, se repetimos ou não a roupa, se trabalhamos direito, com quem estamos nos relacionando, enfim, são os biógrafos de plantão. Temos a sensação de que estamos sendo observados por câmeras escondidas, tamanha é a convicção com que essas pessoas fazem afirmações sobre nossas vidas.
Se os biógrafos de vidas alheias se limitassem a nos pesquisar para si só, seria menos irritante. Mas não, eles fazem questão de falar sobre nós para os outros, na maioria das vezes denegrindo nossa imagem, destacando em nós aquilo que eles julgam inadequado. Têm a necessidade de apagar qualquer brilho que possa vir a ofuscar a sua suposta superioridade, no trabalho e na vida lá fora, fazendo de tudo, de forma perigosamente velada, para que chefes e colegas vejam em nós alguém não confiável.
Tentar controlar a vida do outro é tão inútil quanto varrer as folhas enquanto venta. As pessoas são o que são e não mudarão para simplesmente atender aos caprichos de outrem. Mudamos nossos comportamentos quando nos conscientizamos verdadeiramente de que estejam nos prejudicando e somente se quisermos. Controlar o parceiro excessivamente não vai impedi-lo de trair. Controlar o trabalho do colega não o fará deixar de entrar atrasado ou de enrolar o dia todo. Ninguém tem poder sobre a vida alheia, felizmente ou infelizmente que seja. Ser pressionado e acuado muitas vezes nos incita à revolta e à tentação de agirmos exatamente de forma contrária às expectativas do outro. Nossa natureza é rebelde e reage negativamente ao controle externo – a vida, libertadora em sua essência, odeia amarras de quaisquer tipos.
Pessoas que se comprazem em querer saber tudo da vida do outro parecem ser indivíduos vazios e infelizes, pois não conseguem achar nada de bom em si mesmos, ou seja, não enxergam nada que valha a pena dentro de si e necessitam se preencher com algo de fora. Tentar diminuir o outro com maledicências, além de ser uma atitude covarde, denota fraqueza emocional e de caráter. O vazio interior e o desprezo de si mesmo devem ser tão insuportáveis, que passam então a ser combatidos com a exposição venenosa da vida alheia. Quem é infeliz consigo mesmo não suporta ver ninguém esboçando sorrisos e tenta atrair tudo à sua volta para sua escuridão miserável – inutilmente, na maioria das vezes, pois quem brilha por si só não se abala com miudezas como essas.
A preocupação dos pais com as andanças dos filhos, dos amigos com nossa saúde física e emocional, do chefe com nossas tarefas, do professor com nosso aprendizado são bem vindas e necessárias, pois servem como motivação e ordenação de aspectos importantes de nossas vidas. No entanto, sermos observados e comentados negativamente por pessoas que não nos dizem respeito, que não se importam minimamente com o nosso bem, é perturbador e desagradável. Podemos até tentar deixar claro, aos enxeridos de plantão, que estamos incomodados e que procurem algo mais proveitoso para si próprios com o que se ocupar, mas dificilmente nos ouvirão, pois seu caráter é surdo.
Ignoremos simplesmente, pois não suportam desprezo de ninguém, além de serem indignos de que percamos um segundo de nossas vidas com eles. Lembremos que a verdade sempre aparece, a despeito de toda fofoca e toda maldade que nos cerca, pois o bem, assim como na ficção, haverá de ser mais poderoso do que o mal na trama de nossas vidas. Porque não somos celebridades, então não somos obrigados.
Marcel Camargo
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Nas despedidas, aprendi a dizer "Até logo!"
Se despedir não é fácil. Nunca foi e nunca vai ser. Pelo menos para mim não, eu nunca soube lidar. Eu que sempre fui pela vida forçada a me despedir, tive que compreender que não estará mais próximo a mim aquela pessoa de quem eu tanto me cativei.
Eu tentei gravar com meus dedos cada curva e sinais que o corpo dele tinha, para de alguma forma arquivá-lo dentro de mim, mas só isso não foi o bastante. Enquanto ele dormia bonito, eu o admirava como criança quando avista o seu super herói. Como é engraçado o meu benzinho, sabe?! Como foi ruim dizer "tchau!"
Posso recordar o primeiro dia em que o vi, posso recordar cada sorriso tímido que ele dava ao rir de alguma bobagem que me dizia. Que sorriso lindo! Que olhos lindos! Tenho certeza absoluta, que mesmo que eu perdesse a memória, eu me apaixonaria por eles mil e uma vez.
Não é fácil conhecer um alguém, conviver com esse alguém, criar emoções e momentos e como um corte umbilical, ter que se ver despedindo dessa pessoa. Eu tive vontade de permanecer ali o abraçando por toda minha vida. Mas a vida, essa moleca, sempre nos prepara situações como essa, em que o nó na garganta trava as palavras, parece que as lágrimas vão nos afogar e a vista já embaçada, a vista por reflexo a pessoa indo embora.
Eu quis gritar com todas as minhas forças "FICA", mas me calei por compreender as circunstâncias que a vida tem.
Quisera eu ter o poder de controlar as coisas, mas graças a Deus é Ele o dono de todas as coisas, Ele bem sabe o que cada qual deve passar, vivenciar, enfrentar. Você pode esperar... Vai ter sempre um momento da sua vida que você vai desejar se desligar de tudo. Vai haver um momento que seu coração vai vibrar de tanta alegria.
Ninguém passa por nossas vidas por acaso, cabe nós mesmos compreendermos ou não essa chegada, essa partida. Deus sabe o que cada um precisa quando cruza as vidas.
E por não termos o controle, é que com o passar do tempo as coisas vão se acalmando, os dias, os anos, os acontecimentos vai dando novos rumos as vidas que um dia se cruzaram. A vida continua. As vidas são distintas. Ele de um lado e eu do outro.
E sabe por quê a gente sente tanta saudade de um alguém? Porque essa pessoa conseguiu tocar o mais intimo do nosso ser, do nosso sentimento. Ela nos torna especial diante de seus olhos, nos trata como ninguém jamais tratou. Há um encantamento.
A pessoa passa e deixa um pouco de si, mas também leva um pouco de nós. O que fazer com o que ficou? Só o tempo irá dizer. Como Saint Exupéry disse no livro O Pequeno Príncipe, "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." E é verdade! Não tem como apagar o que aconteceu, só mesmo armazenar, se assim ambos não conseguiram concilhar uma reciprocidade.
Não importa o tempo que a pessoa permaneceu junto, mas sim a intensidade. Não há regras quando se trata de sentimentos.
Desapegar faz parte do entender de que ninguém é dono de ninguém, que cada um tem de seguir seu caminho, juntos ou não. Foi o destino quem decidiu que nesse momento a vida segue. As barreiras foram mais fortes. A despedida falou mais alto. Mas faz parte da vida os "olá" e os "até logo!"
Uma certa vez conversando com Deus eu somente pude agradecer por ter conhecido um alguém tão maravilhoso, um alguém que pode me afetar tanto positivamente. Que trouxe a primavera no inverno. Que me proporcionou momentos muito especias. Ele vai, e junto com ele um pedaço de mim. Sim, porque ele se fez parte da minha vida. Vá! Vai com Deus. Obrigada por tudo!
Até logo! Volte sempre!
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Felicidade Silenciosa
“Felicidade é discreta, silenciosa e frágil, como a bolha de sabão. Vai-se muito rápido, mas sempre se podem assoprar outras.” Rubem Alves
Certa vez viajei para um paraíso na costa da Austrália, e após alguns dias sem dar notícias, uma amiga me escreveu preocupada: “E aí, não está gostando da viagem?” – não entendendo a pergunta, respondi prontamente, “Poxa, é claro que estou. Da onde você tirou essa ideia?”. Ela então, concluiu sua lógica – “ah, é que você não postou nada a respeito, achei que não estivesse se divertindo”. A lógica dela, que é a lógica da maioria (incluindo a minha), me fez pensar. Estaríamos tão acostumados a propagar nossa alegria, que desaprendemos a reconhecer a felicidade silenciosa?
Felicidade silenciosa. É assim que eu chamo aqueles momentos da vida em que não faz a menor diferença se o celular tem bateria ou não. Sabe? A turma certa, a beira de praia perfeita, o boteco no meio da semana, o sítio com os irmãos, os lençóis cheios de delícias, o livro novo, o dia de ser boa companhia pra si mesma(o). Momentos onde a beleza de ser e estar é tão sublime, que ninguém fora destes pequenos universos precisa ficar sabendo. Talvez ela aconteça por medo de que os holofotes ofusquem quem enxerga estas maravilhas. Ou ainda por conta de quem teme o olho gordo. A minha teoria reina na simplicidade da distração. Felicidade silenciosa ocorre por pura distração. Algo do tipo, “opa, esqueci de viver o online pros outros, enquanto vivia o offline pra mim”.
“Ora, ora, não seja hipócrita!”. Sim. É claro que as fotos da minha viagem estão no meu perfil, obvio que eu faço check-in em lugares bacanas e divido meus momentos de emoção com minha audiência preferida em inúmeras ocasiões. Sem dúvidas sou uma daquelas pessoas que gosta de compartilhar onde foi, o que viu, como viveu. Todo mundo é um pouco assim. Entretanto, verdade também é que nada me distrai mais que a felicidade silenciosa. Eu adoro me perder em ruas que desconheço mundo afora e memorizar os cheiros e as sensações. Eu deixo o celular fora do quarto pra me perder nas curvas de alguém que me tira a atenção. Amo e prefiro contar minhas aventuras pessoalmente, pra aqueles que gostam de me ouvir vendo a emoção nos meus olhos e não no brilho de uma tela. Quando não me encontram no celular, quem me conhece já sabe e canta a pedra “está por aí aprontando alegria e sendo feliz!”. E estão certos.
Felicidade silenciosa para os outros, mas que clama dentro da alma. Eu sei que quando a gente está feliz, quer gritar essa condição aos quatro cantos do mundo e que nos dias de hoje a tarefa de fazê-lo realmente é possível. Preste atenção, entretanto, que a felicidade silenciosa se basta em existir. Sobrevive dos sussurros de amor e juras menos dramáticas. É propagado em grupos menores, entre abraços que falam mais que palavras. Não precisa de conexão wi-fi. Não é transmitida em um tweet e certamente não tem filtros. Ela é pura. Sincera e por vezes tão rara. Então não se deixe distrair pelos gritos de euforia no mainstream da felicidade pública. Preste atenção na felicidade silenciosa. O resto é só barulho.
Antônia Macchi
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Recomeçar
Dar o primeiro passo para começar mais uma vez não é fácil. É querer se reerguer e estar disposto ao novo. Levantar depois da tempestade, é para quem se impõe diante da dor, do desassossego, enquanto que, os menos capazes, nem sequer tentarão dar um passo adiante, apenas lamentarão os seus desesperos.
O recomeço é o caminho árduo para aqueles que perderam tudo ou parte de suas vidas. Não é nada fácil superar o choro, a tristeza. Não é fácil enxugar as lágrimas, tentar um sorriso com vontade e seguir adiante. Não é fácil deixar para trás, se as memórias insistem caminhar com o presente. Nada é fácil, mas se faz possível quando decidimos não perder mais tempo com o que deu errado, nos machucou ou nos tirou o chão.
Devemos insistir que precisamos ser melhores, mais amados, mais acreditados e mais respeitados, mesmo que seja doído demais deixar para trás. A vontade de vencer os problemas, a dignidade e o sofrimento nos ensinam lições de vida. O recomeço não está apenas no levantar e seguir, não! O recomeço está na mudança de dentro para fora, quando o coração implora menos desatino e a alma grita por libertação.
Recomeçar implica em mudança, é um refletir libertador em tentar uma vida melhor. Recomeçar é ter olhar crítico sobre o passado e ir. É olhar com liberdade e dignidade o que partiu deixando saudade ou não. O passado, segue com nós, para nos lembrarmos dos sucessos e derrotas; do que foi bom ou não, e o que não devia ser...
Cometemos enganos, nos machucamos, mas não devemos permitir que, as lembranças de um passado marcante, bem resolvido ou de sofreguidão seja um martírio. Devemos recomeçar para não ficarmos trancados no quarto escuro da escravidão, em que, as limitações e os insucessos, impedem a vontade de seguirmos.
Os recomeços felizes também existem: ir morar sozinha, o novo emprego, a casa nova, mudar de cidade, ir para outro país... Recomeços felizes exigem de nós: disciplina, dedicação, controle e discernimento. Recomeçar a vida é dar bom dia para mais uma perspectiva, é viver a novidade de um novo caminho. Não podemos nos entregar a miséria de permanecermos na dor, na apatia, na tristeza, pois, é preciso audácia para viver a vida, e vontade de querer um mundo melhor todos os dias.
Ninguém deve aceitar a derrota como a última opção, mas que seja um impulso para se levantar e mudar, mais uma vez, o script das próximas cenas da vida. Que recomeçamos quantas vezes forem necessárias. E, a cada tentativa, que vou ser mais feliz desta vez, seja uma promessa sem cair na tentação da frustração.
Que possamos comungar nossos recomeços diários, quando abrimos nossos olhos pela manhã e, o sol lá fora, tímido ou não, possa iluminar nossa existência, mesmo que os nossos corações estejam chorando desamores, dores, insucessos e insensatezes.
Que possamos ter uma vida cheios da vontade de sermos felizes, porque recomeçamos mais uma vez, todos os dias.
Simone Guerra
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Auxílio mútuo
Em
zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos
amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra
os golpes do ar gelado e de intensa tempestade, quando foram
surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao sabor da
ventania de inverno.
Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço:
- Não perderei tempo! A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.
O outro, porém, mais piedoso, considerou:
- Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade.
-
Não posso, disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente.
Este desconhecido seria um peso insuportável. Precisamos chegar à
aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para adiante em largas
passadas.
O
viajante de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino
estendido, demorou-se alguns minutos, colando-o paternalmente ao próprio
peito, e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora mais
lentamente.
A
chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando o
valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado
que buscava.
Com enorme surpresa, porém, não encontrou o colega que havia seguido na frente.
Somente no dia seguinte, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.
Seguindo
a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu a
onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos
com que pudesse fazer face ao congelamento.
Enquanto
que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança que
sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite
frígida, salvando-se de semelhante desastre.
Descobrira
a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado, ajudara a
si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira
triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação
recíproca.
"O auxílio ao próximo sempre será o seu melhor investimento."
Alex Cardoso de Melo
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Desatando nós
Em
uma reunião de pais, numa escola de periferia, a diretora falava sobre
o apoio que devia ser dado aos filhos e pedia para que os pais se
esforçassem em se fazer presentes, mesmo trabalhando fora.
Então,
um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não
tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana.
Quando saía para trabalhar, era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava, o garoto já tinha ido para a cama.
Mas
ele continuou dizendo que todas as noites ia ao quarto onde o filho
dormia, dava um beijo nele e, para que o menino soubesse da sua
presença, dava um nó na ponta do lençol.
Isso acontecia, religiosamente, todas as noites.
Quando o filho acordava e via o nó, sabia que o pai tinha estado ali.
O nó era o meio de comunicação entre eles.
A
diretora ficou emocionada com aquela história singela e constatou,
surpresa, que o filho daquele homem era um dos melhores alunos da
escola.
Essa
história nos faz refletir sobre as muitas maneiras pelas quais podemos
demonstrar carinho e amor, nos fazer presentes, nos comunicar com
aqueles que amamos, mas que nem sempre podemos estar perto.
Aquele pai encontrou a sua maneira simples, mas eficiente.
E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo.
E você? Já deu algum "nó no lençol" de quem você quer demonstrar carinho?
Um nó de afeto mesmo na ausência?
Você pode encontrar a sua própria maneira de garantir a sua presença.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
TUDO TEM SEU TEMPO
O tempo é mágico, cura feridas, amortiza as dores, traz conhecimento e
sabedoria, fortalece o que sentimos, enterra o que deixamos de sentir e
traz as verdades por que tanto ansiamos. Um dos maiores favores que
podemos fazer a nós mesmos é saber aguardar a passagem do tempo -
enquanto agimos, jamais passivamente -, pois sempre haveremos de colher
de acordo com o que plantamos, e na hora certa.
Há tempo para falar. Para expressarmos nossos sentimentos a quem amamos, colocarmos nossos pontos de vista, ensinarmos nossos filhos, discutirmos nossos relacionamentos. Acumular sentimentos dentro de nós o tempo todo adoecerá nossa alma e nosso corpo. É necessário dizermos o que e como nos sentimos, com as pessoas certas, nos momentos apropriados. Temos sempre muito a dizer, por menos que acreditemos nisso, pois somos únicos e especiais à nossa própria maneira.
Há tempo para silenciar. Encontrarmos os momentos adequados para nos expressarmos vai fazer toda a diferença em nossas vidas. É preciso que o outro esteja aberto a receber o que temos a oferecer; caso contrário, estaremos fadados a ecoar no vazio inútil do qual ninguém sai fortalecido, muito pelo contrário. No calor das emoções, por exemplo, tendemos a proferir palavras ofensivas, rancorosas e, muitas vezes, não correspondentes às nossas verdades. Nada disso vale a pena nesses momentos, apenas o silêncio.
Há tempo para plantar. É preciso cultivar e cativar as pessoas que nos amam verdadeiramente, dia após dia, pois com elas poderemos contar quando precisarmos de mãos amigas nos afastando dos fantasmas de dentro de nós. Discernir entre quem precisa do que somos e quem apenas precisa nos usar em proveito próprio nos ajudará a caminhar mais tranquilamente por caminhos mais transparentes. Somente assim conseguiremos preencher os vazios de nossa essência, de forma a que não nos percamos na solidão da amargura e do arrependimento.
Há tempo para colher. Ninguém fugirá ao enfrentamento das conseqüências de tudo o que fez ao longo do caminho. Todos colheremos exatamente o que plantamos. Todos estaremos rodeados pelo tipo de gente com quem priorizamos conviver enquanto caminhávamos. Todos nos encontraremos no lugar que fizemos por merecer. Diariamente, temos de escolher, dentre as muitas opções que se nos descortinam, e essas escolhas determinarão o tipo de vida que viveremos e que nós mesmos escolhemos viver. Vale lembrar que, como diz o ditado, quem semeia ventos colhe tempestades. Semeie paz.
Há tempo para ser. Temos que ser crianças, adolescentes, jovens e idosos na idade certa. Não adianta querer correr contra o tempo ou lamentar-se sem parar pelo que não fizemos, não dissemos. Vestir-se tal qual um adolescente, quando na meia idade, por exemplo, partindo em busca de um tempo perdido que não volta mais, não trará felicidade, tampouco compensará o que se perdeu pelo caminho. Certas coisas podem ser obtidas, não importando a idade que se tenha, porém, algumas delas terão que ser esquecidas - é necessário saber do que abrir mão para sempre.
Há tempo para sofrer. Inevitavelmente, passaremos por muitos momentos de dor, decepções, perdas e sofrimentos enquanto construímos nossos caminhos. Teremos que nos permitir sofrer a dor de nossas angústias, o frio das escuridões que nos rodeiam, enfrentando os dissabores desnudados de simulacros, para que possamos recolher nossos cacos e nos reerguer com dignidade, a cada amanhecer. Estaremos cada vez mais fortes e certos de nossas verdades após os reveses que avassalam, mas não matam. Enquanto houver vida, nossos sonhos nos alimentarão.
Há tempo para falar. Para expressarmos nossos sentimentos a quem amamos, colocarmos nossos pontos de vista, ensinarmos nossos filhos, discutirmos nossos relacionamentos. Acumular sentimentos dentro de nós o tempo todo adoecerá nossa alma e nosso corpo. É necessário dizermos o que e como nos sentimos, com as pessoas certas, nos momentos apropriados. Temos sempre muito a dizer, por menos que acreditemos nisso, pois somos únicos e especiais à nossa própria maneira.
Há tempo para silenciar. Encontrarmos os momentos adequados para nos expressarmos vai fazer toda a diferença em nossas vidas. É preciso que o outro esteja aberto a receber o que temos a oferecer; caso contrário, estaremos fadados a ecoar no vazio inútil do qual ninguém sai fortalecido, muito pelo contrário. No calor das emoções, por exemplo, tendemos a proferir palavras ofensivas, rancorosas e, muitas vezes, não correspondentes às nossas verdades. Nada disso vale a pena nesses momentos, apenas o silêncio.
Há tempo para plantar. É preciso cultivar e cativar as pessoas que nos amam verdadeiramente, dia após dia, pois com elas poderemos contar quando precisarmos de mãos amigas nos afastando dos fantasmas de dentro de nós. Discernir entre quem precisa do que somos e quem apenas precisa nos usar em proveito próprio nos ajudará a caminhar mais tranquilamente por caminhos mais transparentes. Somente assim conseguiremos preencher os vazios de nossa essência, de forma a que não nos percamos na solidão da amargura e do arrependimento.
Há tempo para colher. Ninguém fugirá ao enfrentamento das conseqüências de tudo o que fez ao longo do caminho. Todos colheremos exatamente o que plantamos. Todos estaremos rodeados pelo tipo de gente com quem priorizamos conviver enquanto caminhávamos. Todos nos encontraremos no lugar que fizemos por merecer. Diariamente, temos de escolher, dentre as muitas opções que se nos descortinam, e essas escolhas determinarão o tipo de vida que viveremos e que nós mesmos escolhemos viver. Vale lembrar que, como diz o ditado, quem semeia ventos colhe tempestades. Semeie paz.
Há tempo para ser. Temos que ser crianças, adolescentes, jovens e idosos na idade certa. Não adianta querer correr contra o tempo ou lamentar-se sem parar pelo que não fizemos, não dissemos. Vestir-se tal qual um adolescente, quando na meia idade, por exemplo, partindo em busca de um tempo perdido que não volta mais, não trará felicidade, tampouco compensará o que se perdeu pelo caminho. Certas coisas podem ser obtidas, não importando a idade que se tenha, porém, algumas delas terão que ser esquecidas - é necessário saber do que abrir mão para sempre.
Há tempo para sofrer. Inevitavelmente, passaremos por muitos momentos de dor, decepções, perdas e sofrimentos enquanto construímos nossos caminhos. Teremos que nos permitir sofrer a dor de nossas angústias, o frio das escuridões que nos rodeiam, enfrentando os dissabores desnudados de simulacros, para que possamos recolher nossos cacos e nos reerguer com dignidade, a cada amanhecer. Estaremos cada vez mais fortes e certos de nossas verdades após os reveses que avassalam, mas não matam. Enquanto houver vida, nossos sonhos nos alimentarão.
Há tempo para sorrir. Ninguém será feliz o tempo todo, sobretudo
porque nossa felicidade é uma meta a ser buscada continuamente,
portanto, não deverá nunca estar completa. Do contrário, estacionaríamos
no tédio, pois nada mais teríamos a alcançar em nossas vidas. Somos
felizes exatamente enquanto buscamos satisfazer nossas necessidades e
sonhos; somos felizes enquanto o raio de nossas boas ações alcançam
várias pessoas. Porque a felicidade é contagiosa e se espalha
rapidamente.
Há tempo para se entregar. Não poderemos nos doar o tempo todo,
incondicionalmente, ou nos perderemos de nós mesmos e daquilo que nos
define. É preciso saber o que e quem merece nossa entrega, de forma a
que nos lancemos a relacionamentos que nos tornem melhores e mais
humanos. Sempre precisaremos estar atentos ao nosso bem estar, pois dele
dependerá estarmos felizes em nossos compartilhamentos de vidas. Certos
momentos nos pedirão distanciamento do outro, pois estaremos bens e
completos sozinhos, nos preparando para receber novamente alguém em
nossas vidas, na hora certa. Unir-se deve implicar sempre ganhos e soma,
jamais perdas ou subtração.
Há tempo para adeus. É preciso despedir-se de pessoas, de coisas, de momentos, de sentimentos. Veremos muitos que amamos partindo, para outra cidade, para novas amizades, novos amores, para outro país, ou mesmo partindo de sua existência aqui na terra. Teremos que estar preparados para as separações, sempre acreditando em novos recomeços e guardando, em nossa memória, momentos especiais junto àqueles que nos são importantes - tais lembranças ajudarão a acalmar nosso coração em meio à dor da saudade, bem como também estaremos presentes e perpetuados nas memórias de quem nos amou, quando partirmos.
Como se vê, o tempo é o mestre de nossas vidas, pois nos disponibiliza infinitas possibilidades de nos aprimorarmos e de nos reinventarmos, aprendendo com os erros e crescendo com os acertos. Embora ele também seja impiedoso e não nos poupe das inevitáveis colheitas, por mais dolorosas que possam ser, possui uma capacidade consoladora e reconfortante que nos é deveras útil na sobrevivência após os maremotos emocionais. Caso estejamos agindo de acordo com propósitos honestos, sem atropelar a dignidade alheia, e nos cercando de pessoas com amor recíproco e sincero, o tempo sempre correrá em nosso favor, tornando-nos, dia após dia, mais sábios, verdadeiros e prontos para buscar a felicidade, cheios de esperança e de amor para dar e receber.
Marcel Camargo
Há tempo para adeus. É preciso despedir-se de pessoas, de coisas, de momentos, de sentimentos. Veremos muitos que amamos partindo, para outra cidade, para novas amizades, novos amores, para outro país, ou mesmo partindo de sua existência aqui na terra. Teremos que estar preparados para as separações, sempre acreditando em novos recomeços e guardando, em nossa memória, momentos especiais junto àqueles que nos são importantes - tais lembranças ajudarão a acalmar nosso coração em meio à dor da saudade, bem como também estaremos presentes e perpetuados nas memórias de quem nos amou, quando partirmos.
Como se vê, o tempo é o mestre de nossas vidas, pois nos disponibiliza infinitas possibilidades de nos aprimorarmos e de nos reinventarmos, aprendendo com os erros e crescendo com os acertos. Embora ele também seja impiedoso e não nos poupe das inevitáveis colheitas, por mais dolorosas que possam ser, possui uma capacidade consoladora e reconfortante que nos é deveras útil na sobrevivência após os maremotos emocionais. Caso estejamos agindo de acordo com propósitos honestos, sem atropelar a dignidade alheia, e nos cercando de pessoas com amor recíproco e sincero, o tempo sempre correrá em nosso favor, tornando-nos, dia após dia, mais sábios, verdadeiros e prontos para buscar a felicidade, cheios de esperança e de amor para dar e receber.
Marcel Camargo
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
CUIDE DOS SEUS ACHADOS E APRENDA COM OS PERDIDOS
"Valorizar os ganhos e aprender com as perdas, no sentido de
reconstruirmos o nosso caminho, mesmo que às duras penas, eternizará em
nossas lembranças tudo aquilo que deverá ser o alicerce de nossos
pensamentos e ações enquanto estivermos dispostos a encontrar a
felicidade."
Viver implica inevitáveis perdas e ganhos, tendo ambos uma importância extrema ao nosso amadurecimento pessoal. No entanto, é muito difícil aprendermos a lidar com os aspectos negativos e que incomodam o nosso caminho, pois eles parecem se fixar em nossas memórias de forma indelével, perseguindo-nos enquanto vivermos. E, enquanto não conseguirmos digerir os obstáculos com lucidez e maturidade, não estaremos preparados para sorver todo o prazer inerente aos aspectos positivos que nos circundam diariamente.
Teimamos em nos prender ao que se foi, ao que já não tem mais razão de ser, ao que poderia ter sido e, enquanto isso, a vida passa lá fora, com todas as novas oportunidades que sempre traz consigo, muitas delas nos estendendo as mãos inutilmente. Sem que nos desapeguemos daquilo que já cheira a mofo, é impossível que abracemos o novinho em folha. Caso fiquemos lamentando aquilo que não deu certo, não teremos forças para fazer algo dar certo. Lágrimas excessivas acabam cegando nossos sentidos, enganando nossa percepção de mundo, retirando todo o colorido da vida de nosso olhar.
Existem tragédias cujas consequências são por demais dolorosas e inevitavelmente nos marcarão tão fundo, que jamais seremos os mesmos após o ocorrido, como, por exemplo, a perda de um filho, um acidente que nos limita fisicamente, um fenômeno natural que destrói tudo o que lutamos para obter. São os divisores de água que demarcam o antes e o depois em nossas vidas, são os alarmes necessários a que acordemos frente à finitude da vida, à pequenez de cada um de nós diante da força do universo, à insensatez do acúmulo de bens em desfavor do sentir e do compartilhar.
Viver implica inevitáveis perdas e ganhos, tendo ambos uma importância extrema ao nosso amadurecimento pessoal. No entanto, é muito difícil aprendermos a lidar com os aspectos negativos e que incomodam o nosso caminho, pois eles parecem se fixar em nossas memórias de forma indelével, perseguindo-nos enquanto vivermos. E, enquanto não conseguirmos digerir os obstáculos com lucidez e maturidade, não estaremos preparados para sorver todo o prazer inerente aos aspectos positivos que nos circundam diariamente.
Teimamos em nos prender ao que se foi, ao que já não tem mais razão de ser, ao que poderia ter sido e, enquanto isso, a vida passa lá fora, com todas as novas oportunidades que sempre traz consigo, muitas delas nos estendendo as mãos inutilmente. Sem que nos desapeguemos daquilo que já cheira a mofo, é impossível que abracemos o novinho em folha. Caso fiquemos lamentando aquilo que não deu certo, não teremos forças para fazer algo dar certo. Lágrimas excessivas acabam cegando nossos sentidos, enganando nossa percepção de mundo, retirando todo o colorido da vida de nosso olhar.
Existem tragédias cujas consequências são por demais dolorosas e inevitavelmente nos marcarão tão fundo, que jamais seremos os mesmos após o ocorrido, como, por exemplo, a perda de um filho, um acidente que nos limita fisicamente, um fenômeno natural que destrói tudo o que lutamos para obter. São os divisores de água que demarcam o antes e o depois em nossas vidas, são os alarmes necessários a que acordemos frente à finitude da vida, à pequenez de cada um de nós diante da força do universo, à insensatez do acúmulo de bens em desfavor do sentir e do compartilhar.
Para que possamos passar por tudo o que a vida nos reserva, no melhor
e no pior, sem nos perdermos em meio a uma noite eterna, vale nos
prepararmos enquanto há luz do dia. Nos momentos de calmaria, é preciso
aproveitar os momentos, desfrutando-os junto com amigos e familiares,
cultivando nossos relacionamentos com as pessoas que serão nosso arrimo,
nosso porto-seguro, sempre que precisarmos. Vale acolhermos com
amabilidade a todos que convivem conosco, pois a ajuda muitas vezes vem
exatamente de quem menos esperávamos, de alguém em quem nem prestávamos
atenção.
Temos que nos permitir sermos eternos aprendizes, a estarmos inacabados, em formação, abertos à reorganização dos pensamentos, à desestruturação de paradigmas, ao enfrentamento de verdades. É necessário criar uma consciência elástica, flexível frente às mudanças que abalarão tudo o que pensávamos saber a respeito das coisas, das pessoas, dos sentimentos. Compreender a própria finitude e a certeza de que nada nesta vida é certo nos ajudará a atravessarmos a nossa lida com mais sobriedade, segurança e capacidade de nos reinventarmos a cada abalo sísmico de nossos sentidos.
Valorizar os ganhos e aprender com as perdas, no sentido de reconstruirmos o nosso caminho, mesmo que às duras penas, eternizará em nossas lembranças tudo aquilo que deverá ser o alicerce de nossos pensamentos e ações enquanto estivermos dispostos a encontrar a felicidade. E sabermos que essa felicidade é um caminho de busca nem sempre prazeroso determinará, enfim, a qualidade de nossa vida junto de quem nos provoca sorrisos sinceros, pois, tendo conhecido a escuridão, os caminhos de luz serão ainda mais mágicos e especiais.
Temos que nos permitir sermos eternos aprendizes, a estarmos inacabados, em formação, abertos à reorganização dos pensamentos, à desestruturação de paradigmas, ao enfrentamento de verdades. É necessário criar uma consciência elástica, flexível frente às mudanças que abalarão tudo o que pensávamos saber a respeito das coisas, das pessoas, dos sentimentos. Compreender a própria finitude e a certeza de que nada nesta vida é certo nos ajudará a atravessarmos a nossa lida com mais sobriedade, segurança e capacidade de nos reinventarmos a cada abalo sísmico de nossos sentidos.
Valorizar os ganhos e aprender com as perdas, no sentido de reconstruirmos o nosso caminho, mesmo que às duras penas, eternizará em nossas lembranças tudo aquilo que deverá ser o alicerce de nossos pensamentos e ações enquanto estivermos dispostos a encontrar a felicidade. E sabermos que essa felicidade é um caminho de busca nem sempre prazeroso determinará, enfim, a qualidade de nossa vida junto de quem nos provoca sorrisos sinceros, pois, tendo conhecido a escuridão, os caminhos de luz serão ainda mais mágicos e especiais.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
AMOR PRÓPRIO
Ontem encarei o espelho, me acomodei na poltrona de braços largos e fiquei ali namorando os meus detalhes. O tamanho dos meus olhos, o formato da minha boca, a minha cintura não tão fina e até as pontas duplas do meu cabelo. Fiquei ali por horas, me amando. Repetindo sem cessar: Moça, como você é linda. Por favor, não confunda o meu amor próprio com o egocentrismo. Não, antes de conhecer a minha história. Eu passei a minha vida inteira vestida de patinho feio, fugindo do espelho e o tratando como o meu pior inimigo. Eu o odiava por me mostrar tudo o que eu não queria ver. A celulite espalhada por toda a minha bunda e a longa distância entre a minha nuca e o meu glúteo. As estrias nos seios. A barriga nada chapada. O cabelo ressecado. As espinhas no queixo. As três linhas desenhadas na minha testa. O braço de maria-mole. Toda vez que ele escancarava minuciosamente tudo o que eu lutava para esquecer, discutíamos por horas. Eu chorava, desabafava e o culpava por tudo. Pelos relacionamentos fracassados, pelos foras que recebi e até pelos olhares que nunca consegui atrair. Eu não aceitava minhas imperfeições. Elas gritavam o tempo inteiro aqui dentro, me cegavam e não me deixavam reparar no belo par de pernas que tenho. Nem no pequeno nariz que mora no centro do meu rosto ou na mulher inteligente, determinada e engraçada que sou – capaz de seduzir qualquer pessoa. A cada término, despedida e batida de porta eu me detestava mais. Sentia-me rejeitada, feia e incapaz de despertar qualquer interesse num homem. Já pedinchei muito amor, supliquei cafuné, me humilhei por elogios simplórios e me odiei por não ser ‘bonita’ – loira, magra e dentes branquíssimos igual as bailarinas do Faustão . Deixei inúmeras vezes o meu amor-próprio de lado para manter alguém do meu lado, e todas às vezes saí com o ego ainda mais ferido e com o coração na mão. Foi numa dessas decepções, com o rímel preto escorrendo pelas bochechas e o peito sangrando que decidi mudar. Aos poucos fui mudando. De dentro para fora. Vesti a minha alma de amor, expulsei o rancor do meu peito e propus paz ao espelho. Hoje eu não me maltrato mais. Eu aprendi a amar os meus defeitos, o meu cabelo bagunçado, o sorriso torto, as olheiras profundas, a meia e o chinelo. Os dois quilos a mais, as falhas na sobrancelha e a coluna levemente curvada. Parei de me cobrar tanto e comecei a cobrar mais dos outros. Quem gosta de verdade, fica com você de vestido e pijama. Com defeitos e qualidades. Com ou sem maquiagem. Hoje o meu peito sorri, quando vê a mulher linda que reflete no espelho, porque a alma reflete aquilo que o coração guarda. E o meu coração guarda amor. Amor próprio.
Escrito por Kauane Mello e Kimbelly Gomes – Via Suspiros & Desatinos
domingo, 8 de novembro de 2015
MUDANÇA
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!
Clarisse Lispector
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!
Clarisse Lispector
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