Um
homem e uma mulher estavam casados por mais de 60 anos. Eles
tinham compartilhado tudo um com o outro. Eles tinham conversado sobre
tudo. Eles
não tinham segredo entre eles afora uma caixa de sapato que a mulher
guardava em cima de um armário e tinha avisado ao marido que nunca
abrisse aquela caixa e nem perguntasse o que havia nela. Assim
por todos aqueles anos ele nunca nem pensou sobre o que estaria naquela
caixa de sapato. Mas um dia a velhinha ficou muito doente e o médico
falou que ela não sobreviveria. Visto isso o velhinho tirou a caixa de
cima do armário e a levou pra perto da cama da mulher. Ela concordou que
era a hora dele saber o que havia naquela caixa. Quando ele abriu a tal
caixa, viu 2 bonecas de crochê e um pacote de dinheiro que totalizava
95 mil dólares.
Ele perguntou a ela o que aquilo significava, ela explicou;
- Q uando
nós nos casamos minha avó me disse que o segredo de um casamento feliz é
nunca argumentar/brigar por nada. E se alguma vez eu ficasse com raiva
de você que eu ficasse quieta e fizesse uma boneca de crochê.
O velhinho ficou tão emocionado que teve que conter as lágrimas enquanto pensava 'Somente 2 bonecas preciosas estavam na caixa. Ela ficou com raiva de mim somente 2 vezes por todos esses anos de vida e amor.'
- Querida!!! - ele falou - Você me explicou sobre as bonecas, mas e esse dinheiro todo de onde veio?
- Ah!!! - ela disse - Esse é o dinheiro que eu fiz com a venda das bonecas.
Sejam bem vindos a este espaço!!! A casa é sua, entre, fique a vontade, visite todos os cantinhos, cada um é um pedaço de mim....
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
A paz perfeita
Havia um rei que
ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar numa
pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram.
O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A
primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho
perfeito onde se refletiam umas plácidas montanhas que o rodeavam.
Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com tênues nuvens brancas.
Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela refletia a paz
perfeita.
A
segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e
estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do
qual se precipitava um forte aguaceiro com faíscas e trovões. Montanha
abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se
revelava nada pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente,
reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na
rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da
violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no
seu ninho.
Paz perfeita. Qual você pensa que foi a pintura ganhadora?
O rei escolheu a segunda. Sabe por quê?
Porque,
explicou o rei, paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem
problemas, sem trabalho árduo ou sem dor. Paz significa que, apesar de
se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração.
Este é o verdadeiro significado da paz.
"O primeiro dos bens, depois da saúde, é a paz interior."
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
IGNORAR AS FOFOCAS É UMA DAS MELHORES MANEIRAS DE SER FELIZ
É normal e esperado que pais, familiares e amigos íntimos
preocupem-se conosco e perguntem sobre nossas vidas. Nesses casos,
trata-se de afeto e consideração, pois quem nos ama nos dá atenção com
intenções sinceras. Porém, há quem pareça saber tudo sobre nossas vidas,
até mais do que nós mesmos sabemos, e pior, indivíduos que mal
conhecemos, pois não fazem parte de nosso caminhar.
Existem pessoas que têm mania de falar da vida alheia para quem quiser ouvir e onde estiver. De longe, controlam a hora em que chegamos e saímos, o que almoçamos e com quem, se repetimos ou não a roupa, se trabalhamos direito, com quem estamos nos relacionando, enfim, são os biógrafos de plantão. Temos a sensação de que estamos sendo observados por câmeras escondidas, tamanha é a convicção com que essas pessoas fazem afirmações sobre nossas vidas.
Se os biógrafos de vidas alheias se limitassem a nos pesquisar para si só, seria menos irritante. Mas não, eles fazem questão de falar sobre nós para os outros, na maioria das vezes denegrindo nossa imagem, destacando em nós aquilo que eles julgam inadequado. Têm a necessidade de apagar qualquer brilho que possa vir a ofuscar a sua suposta superioridade, no trabalho e na vida lá fora, fazendo de tudo, de forma perigosamente velada, para que chefes e colegas vejam em nós alguém não confiável.
Tentar controlar a vida do outro é tão inútil quanto varrer as folhas enquanto venta. As pessoas são o que são e não mudarão para simplesmente atender aos caprichos de outrem. Mudamos nossos comportamentos quando nos conscientizamos verdadeiramente de que estejam nos prejudicando e somente se quisermos. Controlar o parceiro excessivamente não vai impedi-lo de trair. Controlar o trabalho do colega não o fará deixar de entrar atrasado ou de enrolar o dia todo. Ninguém tem poder sobre a vida alheia, felizmente ou infelizmente que seja. Ser pressionado e acuado muitas vezes nos incita à revolta e à tentação de agirmos exatamente de forma contrária às expectativas do outro. Nossa natureza é rebelde e reage negativamente ao controle externo – a vida, libertadora em sua essência, odeia amarras de quaisquer tipos.
Pessoas que se comprazem em querer saber tudo da vida do outro parecem ser indivíduos vazios e infelizes, pois não conseguem achar nada de bom em si mesmos, ou seja, não enxergam nada que valha a pena dentro de si e necessitam se preencher com algo de fora. Tentar diminuir o outro com maledicências, além de ser uma atitude covarde, denota fraqueza emocional e de caráter. O vazio interior e o desprezo de si mesmo devem ser tão insuportáveis, que passam então a ser combatidos com a exposição venenosa da vida alheia. Quem é infeliz consigo mesmo não suporta ver ninguém esboçando sorrisos e tenta atrair tudo à sua volta para sua escuridão miserável – inutilmente, na maioria das vezes, pois quem brilha por si só não se abala com miudezas como essas.
A preocupação dos pais com as andanças dos filhos, dos amigos com nossa saúde física e emocional, do chefe com nossas tarefas, do professor com nosso aprendizado são bem vindas e necessárias, pois servem como motivação e ordenação de aspectos importantes de nossas vidas. No entanto, sermos observados e comentados negativamente por pessoas que não nos dizem respeito, que não se importam minimamente com o nosso bem, é perturbador e desagradável. Podemos até tentar deixar claro, aos enxeridos de plantão, que estamos incomodados e que procurem algo mais proveitoso para si próprios com o que se ocupar, mas dificilmente nos ouvirão, pois seu caráter é surdo.
Ignoremos simplesmente, pois não suportam desprezo de ninguém, além de serem indignos de que percamos um segundo de nossas vidas com eles. Lembremos que a verdade sempre aparece, a despeito de toda fofoca e toda maldade que nos cerca, pois o bem, assim como na ficção, haverá de ser mais poderoso do que o mal na trama de nossas vidas. Porque não somos celebridades, então não somos obrigados.
Marcel Camargo
Existem pessoas que têm mania de falar da vida alheia para quem quiser ouvir e onde estiver. De longe, controlam a hora em que chegamos e saímos, o que almoçamos e com quem, se repetimos ou não a roupa, se trabalhamos direito, com quem estamos nos relacionando, enfim, são os biógrafos de plantão. Temos a sensação de que estamos sendo observados por câmeras escondidas, tamanha é a convicção com que essas pessoas fazem afirmações sobre nossas vidas.
Se os biógrafos de vidas alheias se limitassem a nos pesquisar para si só, seria menos irritante. Mas não, eles fazem questão de falar sobre nós para os outros, na maioria das vezes denegrindo nossa imagem, destacando em nós aquilo que eles julgam inadequado. Têm a necessidade de apagar qualquer brilho que possa vir a ofuscar a sua suposta superioridade, no trabalho e na vida lá fora, fazendo de tudo, de forma perigosamente velada, para que chefes e colegas vejam em nós alguém não confiável.
Tentar controlar a vida do outro é tão inútil quanto varrer as folhas enquanto venta. As pessoas são o que são e não mudarão para simplesmente atender aos caprichos de outrem. Mudamos nossos comportamentos quando nos conscientizamos verdadeiramente de que estejam nos prejudicando e somente se quisermos. Controlar o parceiro excessivamente não vai impedi-lo de trair. Controlar o trabalho do colega não o fará deixar de entrar atrasado ou de enrolar o dia todo. Ninguém tem poder sobre a vida alheia, felizmente ou infelizmente que seja. Ser pressionado e acuado muitas vezes nos incita à revolta e à tentação de agirmos exatamente de forma contrária às expectativas do outro. Nossa natureza é rebelde e reage negativamente ao controle externo – a vida, libertadora em sua essência, odeia amarras de quaisquer tipos.
Pessoas que se comprazem em querer saber tudo da vida do outro parecem ser indivíduos vazios e infelizes, pois não conseguem achar nada de bom em si mesmos, ou seja, não enxergam nada que valha a pena dentro de si e necessitam se preencher com algo de fora. Tentar diminuir o outro com maledicências, além de ser uma atitude covarde, denota fraqueza emocional e de caráter. O vazio interior e o desprezo de si mesmo devem ser tão insuportáveis, que passam então a ser combatidos com a exposição venenosa da vida alheia. Quem é infeliz consigo mesmo não suporta ver ninguém esboçando sorrisos e tenta atrair tudo à sua volta para sua escuridão miserável – inutilmente, na maioria das vezes, pois quem brilha por si só não se abala com miudezas como essas.
A preocupação dos pais com as andanças dos filhos, dos amigos com nossa saúde física e emocional, do chefe com nossas tarefas, do professor com nosso aprendizado são bem vindas e necessárias, pois servem como motivação e ordenação de aspectos importantes de nossas vidas. No entanto, sermos observados e comentados negativamente por pessoas que não nos dizem respeito, que não se importam minimamente com o nosso bem, é perturbador e desagradável. Podemos até tentar deixar claro, aos enxeridos de plantão, que estamos incomodados e que procurem algo mais proveitoso para si próprios com o que se ocupar, mas dificilmente nos ouvirão, pois seu caráter é surdo.
Ignoremos simplesmente, pois não suportam desprezo de ninguém, além de serem indignos de que percamos um segundo de nossas vidas com eles. Lembremos que a verdade sempre aparece, a despeito de toda fofoca e toda maldade que nos cerca, pois o bem, assim como na ficção, haverá de ser mais poderoso do que o mal na trama de nossas vidas. Porque não somos celebridades, então não somos obrigados.
Marcel Camargo
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Nas despedidas, aprendi a dizer "Até logo!"
Se despedir não é fácil. Nunca foi e nunca vai ser. Pelo menos para mim não, eu nunca soube lidar. Eu que sempre fui pela vida forçada a me despedir, tive que compreender que não estará mais próximo a mim aquela pessoa de quem eu tanto me cativei.
Eu tentei gravar com meus dedos cada curva e sinais que o corpo dele tinha, para de alguma forma arquivá-lo dentro de mim, mas só isso não foi o bastante. Enquanto ele dormia bonito, eu o admirava como criança quando avista o seu super herói. Como é engraçado o meu benzinho, sabe?! Como foi ruim dizer "tchau!"
Posso recordar o primeiro dia em que o vi, posso recordar cada sorriso tímido que ele dava ao rir de alguma bobagem que me dizia. Que sorriso lindo! Que olhos lindos! Tenho certeza absoluta, que mesmo que eu perdesse a memória, eu me apaixonaria por eles mil e uma vez.
Não é fácil conhecer um alguém, conviver com esse alguém, criar emoções e momentos e como um corte umbilical, ter que se ver despedindo dessa pessoa. Eu tive vontade de permanecer ali o abraçando por toda minha vida. Mas a vida, essa moleca, sempre nos prepara situações como essa, em que o nó na garganta trava as palavras, parece que as lágrimas vão nos afogar e a vista já embaçada, a vista por reflexo a pessoa indo embora.
Eu quis gritar com todas as minhas forças "FICA", mas me calei por compreender as circunstâncias que a vida tem.
Quisera eu ter o poder de controlar as coisas, mas graças a Deus é Ele o dono de todas as coisas, Ele bem sabe o que cada qual deve passar, vivenciar, enfrentar. Você pode esperar... Vai ter sempre um momento da sua vida que você vai desejar se desligar de tudo. Vai haver um momento que seu coração vai vibrar de tanta alegria.
Ninguém passa por nossas vidas por acaso, cabe nós mesmos compreendermos ou não essa chegada, essa partida. Deus sabe o que cada um precisa quando cruza as vidas.
E por não termos o controle, é que com o passar do tempo as coisas vão se acalmando, os dias, os anos, os acontecimentos vai dando novos rumos as vidas que um dia se cruzaram. A vida continua. As vidas são distintas. Ele de um lado e eu do outro.
E sabe por quê a gente sente tanta saudade de um alguém? Porque essa pessoa conseguiu tocar o mais intimo do nosso ser, do nosso sentimento. Ela nos torna especial diante de seus olhos, nos trata como ninguém jamais tratou. Há um encantamento.
A pessoa passa e deixa um pouco de si, mas também leva um pouco de nós. O que fazer com o que ficou? Só o tempo irá dizer. Como Saint Exupéry disse no livro O Pequeno Príncipe, "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas." E é verdade! Não tem como apagar o que aconteceu, só mesmo armazenar, se assim ambos não conseguiram concilhar uma reciprocidade.
Não importa o tempo que a pessoa permaneceu junto, mas sim a intensidade. Não há regras quando se trata de sentimentos.
Desapegar faz parte do entender de que ninguém é dono de ninguém, que cada um tem de seguir seu caminho, juntos ou não. Foi o destino quem decidiu que nesse momento a vida segue. As barreiras foram mais fortes. A despedida falou mais alto. Mas faz parte da vida os "olá" e os "até logo!"
Uma certa vez conversando com Deus eu somente pude agradecer por ter conhecido um alguém tão maravilhoso, um alguém que pode me afetar tanto positivamente. Que trouxe a primavera no inverno. Que me proporcionou momentos muito especias. Ele vai, e junto com ele um pedaço de mim. Sim, porque ele se fez parte da minha vida. Vá! Vai com Deus. Obrigada por tudo!
Até logo! Volte sempre!
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Felicidade Silenciosa
“Felicidade é discreta, silenciosa e frágil, como a bolha de sabão. Vai-se muito rápido, mas sempre se podem assoprar outras.” Rubem Alves
Certa vez viajei para um paraíso na costa da Austrália, e após alguns dias sem dar notícias, uma amiga me escreveu preocupada: “E aí, não está gostando da viagem?” – não entendendo a pergunta, respondi prontamente, “Poxa, é claro que estou. Da onde você tirou essa ideia?”. Ela então, concluiu sua lógica – “ah, é que você não postou nada a respeito, achei que não estivesse se divertindo”. A lógica dela, que é a lógica da maioria (incluindo a minha), me fez pensar. Estaríamos tão acostumados a propagar nossa alegria, que desaprendemos a reconhecer a felicidade silenciosa?
Felicidade silenciosa. É assim que eu chamo aqueles momentos da vida em que não faz a menor diferença se o celular tem bateria ou não. Sabe? A turma certa, a beira de praia perfeita, o boteco no meio da semana, o sítio com os irmãos, os lençóis cheios de delícias, o livro novo, o dia de ser boa companhia pra si mesma(o). Momentos onde a beleza de ser e estar é tão sublime, que ninguém fora destes pequenos universos precisa ficar sabendo. Talvez ela aconteça por medo de que os holofotes ofusquem quem enxerga estas maravilhas. Ou ainda por conta de quem teme o olho gordo. A minha teoria reina na simplicidade da distração. Felicidade silenciosa ocorre por pura distração. Algo do tipo, “opa, esqueci de viver o online pros outros, enquanto vivia o offline pra mim”.
“Ora, ora, não seja hipócrita!”. Sim. É claro que as fotos da minha viagem estão no meu perfil, obvio que eu faço check-in em lugares bacanas e divido meus momentos de emoção com minha audiência preferida em inúmeras ocasiões. Sem dúvidas sou uma daquelas pessoas que gosta de compartilhar onde foi, o que viu, como viveu. Todo mundo é um pouco assim. Entretanto, verdade também é que nada me distrai mais que a felicidade silenciosa. Eu adoro me perder em ruas que desconheço mundo afora e memorizar os cheiros e as sensações. Eu deixo o celular fora do quarto pra me perder nas curvas de alguém que me tira a atenção. Amo e prefiro contar minhas aventuras pessoalmente, pra aqueles que gostam de me ouvir vendo a emoção nos meus olhos e não no brilho de uma tela. Quando não me encontram no celular, quem me conhece já sabe e canta a pedra “está por aí aprontando alegria e sendo feliz!”. E estão certos.
Felicidade silenciosa para os outros, mas que clama dentro da alma. Eu sei que quando a gente está feliz, quer gritar essa condição aos quatro cantos do mundo e que nos dias de hoje a tarefa de fazê-lo realmente é possível. Preste atenção, entretanto, que a felicidade silenciosa se basta em existir. Sobrevive dos sussurros de amor e juras menos dramáticas. É propagado em grupos menores, entre abraços que falam mais que palavras. Não precisa de conexão wi-fi. Não é transmitida em um tweet e certamente não tem filtros. Ela é pura. Sincera e por vezes tão rara. Então não se deixe distrair pelos gritos de euforia no mainstream da felicidade pública. Preste atenção na felicidade silenciosa. O resto é só barulho.
Antônia Macchi
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Recomeçar
Dar o primeiro passo para começar mais uma vez não é fácil. É querer se reerguer e estar disposto ao novo. Levantar depois da tempestade, é para quem se impõe diante da dor, do desassossego, enquanto que, os menos capazes, nem sequer tentarão dar um passo adiante, apenas lamentarão os seus desesperos.
O recomeço é o caminho árduo para aqueles que perderam tudo ou parte de suas vidas. Não é nada fácil superar o choro, a tristeza. Não é fácil enxugar as lágrimas, tentar um sorriso com vontade e seguir adiante. Não é fácil deixar para trás, se as memórias insistem caminhar com o presente. Nada é fácil, mas se faz possível quando decidimos não perder mais tempo com o que deu errado, nos machucou ou nos tirou o chão.
Devemos insistir que precisamos ser melhores, mais amados, mais acreditados e mais respeitados, mesmo que seja doído demais deixar para trás. A vontade de vencer os problemas, a dignidade e o sofrimento nos ensinam lições de vida. O recomeço não está apenas no levantar e seguir, não! O recomeço está na mudança de dentro para fora, quando o coração implora menos desatino e a alma grita por libertação.
Recomeçar implica em mudança, é um refletir libertador em tentar uma vida melhor. Recomeçar é ter olhar crítico sobre o passado e ir. É olhar com liberdade e dignidade o que partiu deixando saudade ou não. O passado, segue com nós, para nos lembrarmos dos sucessos e derrotas; do que foi bom ou não, e o que não devia ser...
Cometemos enganos, nos machucamos, mas não devemos permitir que, as lembranças de um passado marcante, bem resolvido ou de sofreguidão seja um martírio. Devemos recomeçar para não ficarmos trancados no quarto escuro da escravidão, em que, as limitações e os insucessos, impedem a vontade de seguirmos.
Os recomeços felizes também existem: ir morar sozinha, o novo emprego, a casa nova, mudar de cidade, ir para outro país... Recomeços felizes exigem de nós: disciplina, dedicação, controle e discernimento. Recomeçar a vida é dar bom dia para mais uma perspectiva, é viver a novidade de um novo caminho. Não podemos nos entregar a miséria de permanecermos na dor, na apatia, na tristeza, pois, é preciso audácia para viver a vida, e vontade de querer um mundo melhor todos os dias.
Ninguém deve aceitar a derrota como a última opção, mas que seja um impulso para se levantar e mudar, mais uma vez, o script das próximas cenas da vida. Que recomeçamos quantas vezes forem necessárias. E, a cada tentativa, que vou ser mais feliz desta vez, seja uma promessa sem cair na tentação da frustração.
Que possamos comungar nossos recomeços diários, quando abrimos nossos olhos pela manhã e, o sol lá fora, tímido ou não, possa iluminar nossa existência, mesmo que os nossos corações estejam chorando desamores, dores, insucessos e insensatezes.
Que possamos ter uma vida cheios da vontade de sermos felizes, porque recomeçamos mais uma vez, todos os dias.
Simone Guerra
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Auxílio mútuo
Em
zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos
amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se quanto possível contra
os golpes do ar gelado e de intensa tempestade, quando foram
surpreendidos por uma criança semi-morta na estrada, ao sabor da
ventania de inverno.
Um deles fixou o singular achado e exclamou, irritadiço:
- Não perderei tempo! A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.
O outro, porém, mais piedoso, considerou:
- Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade.
-
Não posso, disse o companheiro endurecido. Sinto-me cansado e doente.
Este desconhecido seria um peso insuportável. Precisamos chegar à
aldeia próxima sem perda de minutos. E avançou para adiante em largas
passadas.
O
viajante de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino
estendido, demorou-se alguns minutos, colando-o paternalmente ao próprio
peito, e aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora mais
lentamente.
A
chuva gelada caiu metódica pela noite adentro, mas ele, amparando o
valioso fardo, depois de muito tempo, atingiu a hospedaria do povoado
que buscava.
Com enorme surpresa, porém, não encontrou o colega que havia seguido na frente.
Somente no dia seguinte, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida numa vala do caminho alagado.
Seguindo
a pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu a
onda de frio que se fizera violenta, e tombou encharcado, sem recursos
com que pudesse fazer face ao congelamento.
Enquanto
que o companheiro, recebendo em troca o suave calor da criança que
sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite
frígida, salvando-se de semelhante desastre.
Descobrira
a sublimidade do auxílio mútuo. Ajudando o menino abandonado, ajudara a
si mesmo. Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira
triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação
recíproca.
"O auxílio ao próximo sempre será o seu melhor investimento."
Alex Cardoso de Melo
Assinar:
Postagens (Atom)






