quarta-feira, 27 de maio de 2009

Lençois Sujos

Os recém-casados mudaram-se para um bairro muito tranqüilo.
Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!
- Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:
- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que outra vizinha a ensinou?
O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
Assim é na nossa vida.Tudo depende da janela, através da qual observamos os fatos.
Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir, verifique seus próprios defeitos e limitações.
Olhe antes de tudo, para sua própria casa, para dentro de você mesmo.
Só assim poderemos ter noção do real valor das coisas que nos acontecem.
Lave sua vidraça.
Abra sua janela.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Gente Fina


Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário.
É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.
Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas.
Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera.
O que mais se pode querer?
Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.
Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
Gente fina é que tinha que virar tendência.
Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença !"
Martha Medeiros

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A janela dos outros


Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais.
Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina.
Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai.
Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.
Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada.
A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney.
E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida.
Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga.
Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.
Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro.
O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta.
Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso.
Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança.
Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade.
Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.
Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho.
Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo.
Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar.
Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.
E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise.
É o triunfo da dúvida.
(MARTHA MEDEIROS)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

"Tenho viajado bastante para acompanhar algumas pré-estreias do filme "O Divã", baseado no meu livro homônimo. Delícia de tarefa, ainda maisquando a gente gosta de verdade, do trabalho realizado, e esse filmerealmente ficou enxuto, delicado e emocionante!!...
Além disso, ainda consegue me provocar...
A personagem Mercedes (vivida pela incrível Lilia Cabral) está fazendoanálise, e leva para o consultório muitos questionamentos sobre suavida....
Até que, passado um tempo, finalmente RELAXA, e se dá conta de que nãohá outra saída a não ser conviver com suas IRREALIZAÇÕES....
Diante disso, o analista sugere alta, no que ela rebate:
-ALTA??!! Logo agora que estou me divertindo?!....
Eu tinha esquecido dessa parte do livro, e quando vi no filme, me pareceu tão cristalino:
Um dos sintomas do AMADURECIMENTO é justamente o RESGASTE DE NOSSAJOVIALIDADE, só que NÃO A JOVIALIDADE DO CORPO, que isso só seconsegue ATÉ CERTO PONTO... Mas a JOVIALIDADE DO ESPÍRITO, TÃO MAIS PRIORITÁRIA!!...
-Você é adulto(a) mesmo? Então, PARE DE RECLAMAR!!.. PARE DE BUSCAR O IMPOSSÍVEL!!... PARE DE EXIGIR PERFEIÇÃO DE SI MESMO!!... PARE DE ENCONTRAR LÓGICA PARA TUDO!!...PARE DE CONTABILIZAR PRÓS E CONTRAS!!... PARE DE JULGAR OS OUTROS!!...PARE DE TENTAR MANTER SUA VIDA SOB RÍGIDO CONTROLE!!... SIMPLESMENTE DIVIRTA-SE!!... NÃO QUE SEJA FÁCIL....
Enquanto que um corpo sarado se obtém com exercício, musculação, dieta e discernimento quanto aos hábitos cotidianos, A LEVEZA DE ESPÍRITO REQUER JUSTAMENTE O CONTRÁRIO: A LIBERAÇÃO DAS CORRENTES!!! A AVENTURA DO NÃO DOMÍNIO!!.. PERMITIR-SE O ERRO!!... NÃO SE SACRIFICAR EM DEMASIA!!..
Já que estamos todos caminhando rumo a um mesmo destino, que não é nada ESPETACULAR... É preciso perceber a hora de tirar o pé do acelerador! Afinal, quem quer cruzar a linha de chegada?!...
Mil vezes CURTIR A TRAVESSIA!!...
Dia desses recebi o e-mail de uma mulher revoltada, baixo-astral,carente de frescor, e fiquei imaginando, como deve ser difícil VIVER SEM ABSTRAÇÃO E SEM VER GRAÇA NA VIDA!!.. ENCLAUSURADA NA DOR!!...
Ela não estava me xingando pessoalmente, e sim manifestando sua contrariedade em relação ao universo, apenas isso: ODIAVA O MUNDO!!!...
Não a conheço, pode sofrer de DEPRESSÃO... TER UM PROBLEMA SÉRIO...Sei lá!!...
Mas há pessoas que apresentam QUADRO DEPRESSIVO e ainda assim, NÃO PERDEM O HUMOR, NEM QUE QUEIRAM!!... Tiveram a sorte de nascer com esse REFINADO INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA!
-DORES?!!!... CADA UM TEM AS SUAS! Mas o que nos faz CULTIVÁ-LAS por décadas??!!... Creio que nos APEGAMOS COM DESESPERO às dores, POR NÃO TER O QUE COLOCAR NO LUGAR, CASO A DOR SE VÁ!!!...
E então se fica RUMINANDO, ALIMENTANDO A "PRÓPRIA MÁ SORTE", NUM PROCESSO DE VITIMIZAÇÃO, QUE CHEGA AO NÍVEL DO ABSURDO!!...
Por que fazemos isso conosco? AMADURECER TALVEZ SEJA DESCOBRIR QUE SOFRER ALGUMAS PERDAS É INEVITÁVEL!!..., MAS QUE NÃO PRECISAMOS NOS AGARRAR À DOR PARA JUSTIFICAR NOSSA EXISTÊNCIA!!...
(Martha Medeiros)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Gente Fina

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.
Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação.
Todos a querem por perto.
Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário.
É simpática, mas não bobalhona.
É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.
Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana.
Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho.
Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar.
Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada
e num castelo no interior da Escócia.
Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas.
Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera.
O que mais se pode querer?
Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.
Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros.
Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.
No meio de tantas bobagens, futilidades, moda, falsos valores que temos hoje "Gente fina" é quem tinha que virar tendência.
Porque, colocando na balança, é quem faz a diferença.
(MARTHA MEDEIROS)

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mudança


"Sou antiga. Não é o meu espírito que me diz isso, nem as roupas que uso, nem a forma como eu penso. O que garante a mim, e a todos nós, uma passagem de ida sem volta para a terra das pessoas e dos legumes passados do ponto é o acervo de quinquilharias idosas que nós encontramos entocados em algum canto da casa quando resolvemos fazer o famoso inventário daquilo que pode ser jogado fora. Objetos esquecidos numa estante, num vão de de armário, são mas eficientes para cronometrar nossa passgem por essa vida do que um álbum de fotografias, São mas simbólicos, mas dúbios, mas reticentes. A trimensionalidade da foto, nos joga ao passado como se estivéssemos em teletransporte. Sensação indescritivel é procurar uma bolsa num maleiro empoeirado, tateando no escuro, e de lá sair com o primero coelinho de pelúcia da sua filha, que hoje já tem idade para lhe dar um genro!
Em principio, sou contra a extirpação radical dos componentes que um dia lhe cercaram, que você nem lembra porque comprou mas que, certamente, já lhe pareceram belos, úteis belos ou divertidos. Sempre me arrependi das coisas que, num ímpeto de saneamento, resolvi descartar, e sempre olho com resentimento para aquelas que não me servem mais e , ainda assim , não consigo reunir coragem suficiente para jogar no lixo.
Nesta última categoria, pelo que pude constatar na inspeção mais recente, está um jogo de louça da coleção que a marca Marinex tornou bastante popular nos anos 80, década em me casei pela primeira vez, Duralrx, chamava a dita cuja e não poderia haver nome melhor escolhido, E#m latim, significa lei dura.
Lá se vão 23 anos e as peças estão intactas. Não estou falando de um prato ou dois, mas de praticamente a coleção completa, com " xicrinhas", xicaras grandes, pires, prato de sobremesa, prato fundo e prato raso. não suporto mais olhar para aquele amontoado de superfícies de vidro na cor âmbar, As coisas mudam. Me lembro com clareza que ao ganhar a coleção, pensei " Que maravilha" Quase dou uma festa de boas vindas para aquele produto altamente tecnólogico para a época. Hoje, penso que foi um gênio da engenharia química a serviço do mal quem surgiu com a idéia de uma louça que praticamente não se desintegra: raramente quebra, não risca, não trinca, não desbeiça, não estoura em altas temperaturas e não cria perninhas para sair andando e nunca mais voltar. Não é da ordem natural das coisas que uma louça sobreviva mais tempo que um casamento. Não está direito que ela comtemple a minha juventude e maturidade sem uma falha que seja,. Não por excesso de zelo, mas por força do seu DNA. Louças - e casamentos- quebram por varios motivos, um deles é a necessidade, humana e premente, que temos de renovar. Tenho quase certeza que quando meu corpo virar cinzas, minha casa não mas existir, como na música de Chico Buarque, escafandristas virão e não encontrarão mais nada da minha passagem sobre a Terra, mas acharão os resquícios desse momento histórico, quando as pessoas comian em objetos feitos de vidros que vieram do espaço sideral. Espero que nenhum deles tenha a brilhante idéia de levá-los para casa. A maldição retornará.
E é justamente a mudança de pespectiva em torno de uma coleção Duralex que motiva esta crônica. Ao recebê-la, a promesa de etenidade era a razão da felicidade. Assim como acontece com os casamentos, nimguém nos avisa que "para sempre" pode ser tempo demais. O que antes era encantamento pode virar tédio, Vivo com meu duralex a relação mas contínua, sólida e aborrecida que jamais experimentei. Sempre que empilho peça por peça na minha frente, com o firme propósito de arremesá-las no inferno, uma cukpa ancestral me consome: que espécie de pessoa sou eu que vira a cara para a eternidade? Eu e meu Duralex vivemos um casamento em declínio. Se , antes, tudo o que ele servia eu achava lindo, hoje acho que aquela maldita cor âmbar deixa tudo o que comida com cara de Bonzo. É justamente o que eu dizia antes: para sempre é tempo demais."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O que é Auto-Estima?


É a soma da autoconfiança com o auto-respeito.
Conseqüências de uma boa auto-estima:
Nos convencemos que somos capazes e merecedores das nossas mais altas vitórias. Expandimos nossa capacidade de ser feliz.

DICAS:


01.VIVER RESPONSAVELMENTE: Devemos assumir plenamente a responsabilidade por conquistar o que almejamos. Nada de esperar pelos outros para realizar nossos sonhos, ou seja, devemos aceitar a responsabilidade da nossa própria existência. A auto responsabilidade permite perceber que somos responsáveis pelas nossas escolhas e atos, pela maneira como organizamos o tempo, pelo nível de consciência exigido no trabalho, pelas relações que optamos entrar e manter, pela maneira como tratamos as outras pessoas ( o companheiro (a), filhos, pais, amigos, colegas, chefes e subordinados),enfim, somos o principal agente da nossa existência, a partir dessa consciência geramos uma auto-estima saudável.

02. SER VERDADEIRO: Uma boa auto-estima exige congruência. Quando vivemos diferentemente do que somos e sentimos, estaremos enganando os outros e a nós mesmos. Indicando com isto que nos rejeitamos. A auto rejeição nos leva a mascarar as nossas capacidades além de impedir a identificação das nossas possíveis dificuldades. Se tivermos a coragem de deixar que os outros vejam o que somos, estaremos reconhecendo os nossos valores.

03. COMPARTILHE SUAS CONQUISTAS: Toda vez que dividimos com os outros nossas conquistas, intimamente estamos reforçando nossas capacidades. Quando ao contrário, guardamos de forma egoísta nossas realizações, estamos muitas vezes manifestando um comportamento de medo, pela possibilidade da perda destas conquistas. Porem é importante que escolhamos com quem compartilharemos estas conquistas, porque pessoas com baixa auto-estima nos desmotivam para ir em frente. Por isso pergunte a você mesmo: Com quem gostaria de compartilhar suas vitórias?

04. SER OBJETIVO: Estabelecer objetivos de curto, médio e longo prazo permitirá a preparação de providências para a efetivação dos mesmos, além de contribuir para organização dos nossos comportamentos, valores e a correta avaliação das ações para conquistar os resultados desejados. Além disso, auxilia na avaliação dos critérios utilizados. Devemos nos preocupar em estabelecer um inicio um meio e um fim para cada objetivo, e monitorar em que fase nos encontramos. Respeitar a seqüência natural das coisas impedirá que iniciemos pelo fim. Afinal não poderemos finalizar algo que não começamos.

05. LIVRE-SE DA CULPA: Toda vez que nos sentimos culpados por algo que fizemos e cujo resultado não foi o esperado, é vital olharmos para este contexto pessoal com benevolência e vontade de nos entender. Deveremos ser para nós mesmos um grande amigo, para evitarmos a autocondenação. A culpa não pode ser considerada uma virtude. Não podemos nos orgulhar por sermos rígidos e intransigentes, pois isto nos deixa impotente paralisa nossas ações. Para sermos felizes, não podemos nos entregar a culpa, ao contrário, devemos nos libertar dela.