Sejam bem vindos a este espaço!!! A casa é sua, entre, fique a vontade, visite todos os cantinhos, cada um é um pedaço de mim....
sexta-feira, 11 de julho de 2014
O Fazendeiro e seus Filhos
Um rico e já idoso fazendeiro, que sabia não ter mais tantos de anos de vida pela frente, chamou seus filhos à beira da cama e lhes disse:
"Meus filhos, escutem com atenção o que tenho para lhes dizer. Não façam partilha da fazenda que por muitas gerações tem pertencido a nossa família. Em algum lugar dela, no campo, enterrado, há um valioso tesouro escondido. Não sei o ponto exato, mas ele está lá, e com certeza o encontrarão. Se esforcem, e em sua busca, não deixem nenhum ponto daquele vasto terreno intocado."
Dito isso o velho homem morreu, e tão logo ele foi enterrado, seus filhos começaram seu trabalho de busca. Cavaram com vontade e força, revirando cada pedaço de terra da fazenda com suas pás e seus fortes braços.
E continuaram por muitos dias, removendo e revirando tudo que encontravam pela frente. E depois de feito todo trabalho, o fizeram outra vez, e mais outra, duas, três vezes.
Nenhum tesouro foi encontrado. Mas, ao final da colheita, quando eles se sentaram para conferir seus ganhos, descobriram que haviam lucrado mais que todos seus vizinhos. Isso ocorreu porque ao revirarem a terra, o terreno se tornara mais fértil, mais favorável ao plantio, e consequentemente, a generosa safra.
Só então eles compreenderam que a fortuna da qual seu pai lhes falara, era a abundante colheita, e que, com seus méritos e esforços haviam encontrado o verdadeiro tesouro.
Moral da História:
O Trabalho diligente é em si um tesouro.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
A Alegria na Tristeza
O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.
(Martha Medeiros)
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Dúvidas e Autoestima
Quando
se está tomando um caminho novo, ter dúvidas é normal. E a dúvida é
útil porque serve para esclarecer e averiguar com mais informações e
reflexão a situação na qual nos encontramos e o que temos à disposição.
Lidar com a dúvida, porém, não é tão simples. Por um lado, ela parece ser racional, exigindo raciocínio e informações para ser resolvida. Por outro, ela pode se tornar uma espinha no pé que impede o caminhar. Isso acontece porque por trás da dúvida se esconde outra questão, mais séria. Digamos, por exemplo, que temos a dúvida em relação a qual caminho tomar, se o da serra ou aquele da beiramar para chegar em determinado lugar. Não sabemos qual é mais rápido e o mais seguro numa determinada hora do dia. Uma vez que juntarmos as informações sobre distância, trânsito e condições da rua, sobre experiências passadas e parecer dos outros, a resposta final vai nascer de um ato de fé. Não temos como ter certeza de nada, portanto, a dúvida não pode nunca ser extinguida por completo (a menos que não seja uma dúvida matemática!). Essa fé, por sua vez, é fé na vida, mas também é sobretudo na fé-no-que-se-sente-da-vida. A fé na vida é mediada pela nossa percepção dele, por nós mesmos, ou seja, pela fé que temos em nós mesmos. Enfim, a confiança que depositamos em nossas percepções (internas e externas) está ligada à nossa autoestima.
Ao focar na busca por certezas e seguranças, estamos traindo nossa baixa autoestima e, num círculo vicioso, alimentando a própria dúvida. Como não há certezas absolutas fora as equações numéricas, procurar certezas eleva automaticamente o grau de nossa insegurança, além de nos iludir. Mascarados de racionalidade, bom senso e cautela, os discursos da dúvida cozinham no fogo sempre aceso da falta de confiança em si, no que se sente, no que se pensa, no que se quer e no como se faz. Ou seja: na baixa autoestima.
Como é, então, que se tomam as decisões mais difíceis? Uma vez que a razão fez seu dever de casa – o que é importante – tendo esclarecido tudo o que estava ao seu alcance, tomar a decisão nasce de algo irracionalmente positivo que move (ou não) nossas pernas e nos leva adiante (ou nos mantém firmes), fiéis ao que nosso ser sente como verdade. E as coisas acontecem. Conforme as dúvidas são enfrentadas racionalmente no sentido de atraírem atenção para um determinado tópico que necessita de aprofundamento e reflexão, na pessoa com boa autoestima vai ao mesmo tempo sentindo crescer um sentimento de confiança como tendência para determinada escolha. E o que ela faz? Ela segue, alegre. Quando se encontra o caminho surge junto o sentimento de alegria. O ser (o Si-Mesmo junguiano) está feliz.
Mas a mente pode continuar perturbada, torturada pela dúvida e aí o sentimento de alegria é criticado como leviandade e, portanto, sufocado. A pessoa volta à estaca zero e diz-se que está empacada. Geralmente, ela permanece assim, até um novo ciclo da vida impulsionar a tentar novamente dar o salto de confiança. Às vezes, demora anos. As questões externas e objetivas são somente a ponta do iceberg. O verdadeiro problema reside debaixo d’água, naquilo que está inconsciente a pessoa.
Lidar com a dúvida, porém, não é tão simples. Por um lado, ela parece ser racional, exigindo raciocínio e informações para ser resolvida. Por outro, ela pode se tornar uma espinha no pé que impede o caminhar. Isso acontece porque por trás da dúvida se esconde outra questão, mais séria. Digamos, por exemplo, que temos a dúvida em relação a qual caminho tomar, se o da serra ou aquele da beiramar para chegar em determinado lugar. Não sabemos qual é mais rápido e o mais seguro numa determinada hora do dia. Uma vez que juntarmos as informações sobre distância, trânsito e condições da rua, sobre experiências passadas e parecer dos outros, a resposta final vai nascer de um ato de fé. Não temos como ter certeza de nada, portanto, a dúvida não pode nunca ser extinguida por completo (a menos que não seja uma dúvida matemática!). Essa fé, por sua vez, é fé na vida, mas também é sobretudo na fé-no-que-se-sente-da-vida. A fé na vida é mediada pela nossa percepção dele, por nós mesmos, ou seja, pela fé que temos em nós mesmos. Enfim, a confiança que depositamos em nossas percepções (internas e externas) está ligada à nossa autoestima.
Ao focar na busca por certezas e seguranças, estamos traindo nossa baixa autoestima e, num círculo vicioso, alimentando a própria dúvida. Como não há certezas absolutas fora as equações numéricas, procurar certezas eleva automaticamente o grau de nossa insegurança, além de nos iludir. Mascarados de racionalidade, bom senso e cautela, os discursos da dúvida cozinham no fogo sempre aceso da falta de confiança em si, no que se sente, no que se pensa, no que se quer e no como se faz. Ou seja: na baixa autoestima.
Como é, então, que se tomam as decisões mais difíceis? Uma vez que a razão fez seu dever de casa – o que é importante – tendo esclarecido tudo o que estava ao seu alcance, tomar a decisão nasce de algo irracionalmente positivo que move (ou não) nossas pernas e nos leva adiante (ou nos mantém firmes), fiéis ao que nosso ser sente como verdade. E as coisas acontecem. Conforme as dúvidas são enfrentadas racionalmente no sentido de atraírem atenção para um determinado tópico que necessita de aprofundamento e reflexão, na pessoa com boa autoestima vai ao mesmo tempo sentindo crescer um sentimento de confiança como tendência para determinada escolha. E o que ela faz? Ela segue, alegre. Quando se encontra o caminho surge junto o sentimento de alegria. O ser (o Si-Mesmo junguiano) está feliz.
Mas a mente pode continuar perturbada, torturada pela dúvida e aí o sentimento de alegria é criticado como leviandade e, portanto, sufocado. A pessoa volta à estaca zero e diz-se que está empacada. Geralmente, ela permanece assim, até um novo ciclo da vida impulsionar a tentar novamente dar o salto de confiança. Às vezes, demora anos. As questões externas e objetivas são somente a ponta do iceberg. O verdadeiro problema reside debaixo d’água, naquilo que está inconsciente a pessoa.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Verdadeiro Aprendizado
É hipocrisia dizer que aniversário significa maturidade; que o aprendizado é ligado somente aos erros cometidos; que errar é crescer.
Se todos crescêssemos e aprendêssemos com o que fizemos de errado haveria muitos sábios por aí.
O verdadeiro aprendizado é ligado à reflexão daquilo que foi ou não vivido.
Aprendi que quem tem amor tem tudo; seja familiar, namorado, amigos. O amor é o que move a vida e nos faz querer sermos melhor.
Aprendi que ser tachado de bonzinho nem sempre é ruim.
Aprendi que ser CDF é ótimo. Eles são os que se dão melhor na vida.
Aprendi que ler é enriquecimento a nossa vida, de tal maneira que ninguém consegue tirar
E que receber dinheiro por ser inteligente é a forma mais admirável de ficar rico.
Aprendi que traição e falta de lealdade são uma das maiores crueldades que se podem cometer ao coração de alguém.
Aprendi que a gente se sente muito mal quando nos julgam por certas atitudes; e quem dirá quando o fizemos a alguém.
E que olhar torto para alguém não nos faz melhor.
Aprendi que existem algumas coisas que não deveriam se guardar no coração, mas são grandes responsáveis pela nossa mutante ideologia.
Aprendi que correr atrás do que se quer é preciso sempre; ninguém o faz se não nós mesmos.
Aprendi que quem desrespeita idosos são pessoas frias.
E que os pais são as pessoas as quais a gente sonha ser igual.
Aprendi que sorrir e ser educado são a alegria do dia de alguém, sobretudo da própria realização pessoal.
Aprendi que somos eternos errantes. Estamos em incessante crescimento; e só não cresce quem tem a cabeça tão pequena a ponto de achar que o amadurecimento vem junto com os anos.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Nada me impedirá de sorrir...
Nem a tristeza, nem a desilusão
Nem a incerteza, nem a solidão
Nada me impedirá de sorrir.
Nem o medo, nem a depressão,
Por mais que sofra meu coração,
Nada me impedirá de sonhar.
Nem o desespero, nem a descrença,
Muito menos o ódio ou alguma ofensa,
Nada me impedirá de viver.
Em meio as trevas, entre os espinhos,
Nas tempestades e nos descaminhos,
Nada me impedirá de crer em Deus.
Mesmo errando e aprendendo,
Tudo me será favorável,
Para que eu possa sempre evoluir
Preservar, servir, cantar,
Agradecer, perdoar, recomeçar...
Quero viver o dia de hoje, como se fosse o primeiro, como se fosse o ultimo, e como se fosse o único.
Quero viver o momento de agora como se ainda fosse cedo, como se nunca fosse tarde.
Quero manter o otimismo, conservar o equilíbrio, fortalecer a minha esperança, recompor minhas energias para prosperar na minha missão e, viver alegre todos os dias.
Quero caminhar na certeza de chegar,
Quero lutar na certeza de vencer,
Quero buscar na certeza de alcançar,
Quero saber esperar para poder realizar os ideais do meu ser.
Enfim, Quero dar o máximo de mim, para viver intensamentE!!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
O caminho para Felicidade
Um homem perguntou a um sábio:
- Senhor, tu que és sábio, podes dizer-me o que é felicidade?
O filósofo respondeu:
- Nunca poderia dizer-te. Posso indicar-te apenas o caminho que te levaria até ela.
- Senhor, ficaria eternamente agradecido se fizesses este favor...
O homem em sua sabedoria disse:
- Pois bem:olha para frente! O que vês?
- Vejo o mundo senhor.
- Olha mais!
Concentrando sua atenção, falou:
- Vejo campos, serras, nuvens nos céus, bois pastando...
O sábio insistiu:
- Olha mais!
- Nada mais vejo, senhor. Palavra, não vejo nada mais do que te disse.
O filósofo, que entendia os limites da compreensão humana, respondeu:
O segredo está em permitir que teu coração reconheça a felicidade naquilo que teus olhos vêem.
- Senhor, tu que és sábio, podes dizer-me o que é felicidade?
O filósofo respondeu:
- Nunca poderia dizer-te. Posso indicar-te apenas o caminho que te levaria até ela.
- Senhor, ficaria eternamente agradecido se fizesses este favor...
O homem em sua sabedoria disse:
- Pois bem:olha para frente! O que vês?
- Vejo o mundo senhor.
- Olha mais!
Concentrando sua atenção, falou:
- Vejo campos, serras, nuvens nos céus, bois pastando...
O sábio insistiu:
- Olha mais!
- Nada mais vejo, senhor. Palavra, não vejo nada mais do que te disse.
O filósofo, que entendia os limites da compreensão humana, respondeu:
O segredo está em permitir que teu coração reconheça a felicidade naquilo que teus olhos vêem.
terça-feira, 1 de julho de 2014
A Grandeza
A grandeza não é uma coisa maravilhosa, esotérica, ilusória. Não é uma
característica que só existe em Deus e que só as pessoas especiais entre
nós vão experimentar. É algo que realmente existe em todos nós. É muito
simples. Eu acredito nisso e estou disposto a morrer por essa ideia.
Ponto final. É simples assim. Eu sei quem eu sou, eu sei o que eu
acredito, e isso é tudo que eu preciso saber. A partir daí você faz o
que precisa fazer. O que normalmente acontece é que nós tornamos a
situação mais complexa do que ela realmente é.
Eu não cresci com a sensação de que onde estava era onde ia ficar. Eu cresci com a sensação de que onde eu estava quase não importava, porque eu estava me tornando em algo maior.
(Will Smith)
Eu não cresci com a sensação de que onde estava era onde ia ficar. Eu cresci com a sensação de que onde eu estava quase não importava, porque eu estava me tornando em algo maior.
(Will Smith)
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