Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.
Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna.
Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango ou suco e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir.
Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado,na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça.
E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição.
O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas.
E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.
Sejam bem vindos a este espaço!!! A casa é sua, entre, fique a vontade, visite todos os cantinhos, cada um é um pedaço de mim....
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Quando faz frio no coração
Todo nosso eu é construído do emocional. E a soma dos acontecimentos, o tamanho deles, a forma ou o momento em que chegam criam barreiras entre nós e os outros, às vezes nós e o mundo.
Quando faz frio no coração, nós nos afastamos de tudo aquilo que poderá tocá-lo. Criamos um muro invisível para protegê-lo e proteger-nos, duvidamos das pessoas, da sinceridade delas, das suas boas intenções.
Esses invernos rigorosos da vida fazem com que nos sintamos mais sós, nos esquecemos de olhar um pouco para fora e olhamos muito para dentro. E quando mais pensamos nas nossas tristezas, mais tristes nos sentimos, o que cria esse círculo vicioso do qual é difícil se livrar.
E quando esses períodos de festas se aproximam em que todos falam tanto de amor, solidariedade, perdão e compreensão, o que possuem o coração apertado o sentem mais pequenininho ainda.
Uma maneira de reverter essa situação, é oferecer o que precisamos. Mudando nossa mentalidade, mudamos o mundo. Para abrir o coração das pessoas, precisamos abrir o nosso.
São nossas mãos que devem derrubar as primeiras barreiras que nos separam das pessoas e da vida. É a luz que possuímos que deve ser a primeira a nos aquecer, a iluminar nossos passos, ninguém pode ver por nós, caminhar por nós e menos ainda sentir por nós.
Quando fazemos pelos outros, estamos concentrando nossas energias em algo externo a nós e quando pensamos menos na carga que carregamos, ela parece mais leve, mais suportável.
Quando faz frio no nosso coração, devemos agasalhá-lo para que ele passe melhor pelo inverno, que passará, como passam todas as outras estações.
Aquele que aprende a plantar uma flor, planta muito mais que uma flor, ele faz nascer a esperança no mundo.
Letícia Thompson
Quando faz frio no coração, nós nos afastamos de tudo aquilo que poderá tocá-lo. Criamos um muro invisível para protegê-lo e proteger-nos, duvidamos das pessoas, da sinceridade delas, das suas boas intenções.
Esses invernos rigorosos da vida fazem com que nos sintamos mais sós, nos esquecemos de olhar um pouco para fora e olhamos muito para dentro. E quando mais pensamos nas nossas tristezas, mais tristes nos sentimos, o que cria esse círculo vicioso do qual é difícil se livrar.
E quando esses períodos de festas se aproximam em que todos falam tanto de amor, solidariedade, perdão e compreensão, o que possuem o coração apertado o sentem mais pequenininho ainda.
Uma maneira de reverter essa situação, é oferecer o que precisamos. Mudando nossa mentalidade, mudamos o mundo. Para abrir o coração das pessoas, precisamos abrir o nosso.
São nossas mãos que devem derrubar as primeiras barreiras que nos separam das pessoas e da vida. É a luz que possuímos que deve ser a primeira a nos aquecer, a iluminar nossos passos, ninguém pode ver por nós, caminhar por nós e menos ainda sentir por nós.
Quando fazemos pelos outros, estamos concentrando nossas energias em algo externo a nós e quando pensamos menos na carga que carregamos, ela parece mais leve, mais suportável.
Quando faz frio no nosso coração, devemos agasalhá-lo para que ele passe melhor pelo inverno, que passará, como passam todas as outras estações.
Aquele que aprende a plantar uma flor, planta muito mais que uma flor, ele faz nascer a esperança no mundo.
Letícia Thompson
segunda-feira, 28 de março de 2011
TESE DE MESTRADO NA USP por um PSICÓLOGO
'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 1 mês e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'.
Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro.
Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.
Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seresinvisíveis, sem nome'.
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública',
ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho,
onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari,
pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.
'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme.
Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto.
Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles.
Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço.
Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta.
E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.
Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins.
Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo.
No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central.
Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro,
passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca,
desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida.
Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.
Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia,
e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado.
Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis.
Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer,
porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava
como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias.
Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.
Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome.
São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
'Fingi ser gari por 1 mês e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'.
Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro.
Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou
um mês como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo.
Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seresinvisíveis, sem nome'.
Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública',
ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho,
onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari,
pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano.
'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme.
Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto.
Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles.
Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço.
Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta.
E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro.
Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins.
Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo.
No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse:
'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi.
Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central.
Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro,
passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca,
desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida.
Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu.
Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia,
e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado.
Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de um mês trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis.
Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer,
porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava
como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está
inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais.
Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa.
Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias.
Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe.
Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome.
São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
sexta-feira, 25 de março de 2011
As mãos
As mãos podem oferecer apoio no momento certo, estender-se para consolar, segurar firme para amparar.
Mas o que mais podem as mãos ?
As mãos saúdam, as mãos sinalizam, as mãos envolvem, dão carinho, as mãos estabelecem limites, escrevem e abençoam.
As mãos desenham no ar o 'adeus', o 'até logo'.
As mãos agasalham e curam feridas.
Para o mudo a mão é o verbo.
Para o idoso é a segurança.
Para o irascível a mão erguida é ameaça.
Para o pedinte a mão estendida é súplica.
Para quem ama, a mão silenciosa, que acolhe a do ser amado, é felicidade.
Para quem chora, a mão alheia é conforto.
Há mãos que agarram, perturbadas.
Há mãos que tocam, suaves.
Há mãos que ferem.
Há mãos que acariciam.
Há mãos que amaldiçoam.
Há mãos que abençoam.
Há mãos que destroem e há mãos que edificam, trabalham, realizam.
Há pessoas que transmitem energias, através da imposição de mãos, entregando-se a essa tarefa tão bela de amor.
Nossas mãos podem exteriorizar o amor, construindo templos, hospitais e escolas; fabricando vacinas e equipamentos médicos; alimentando famintos, medicando enfermos...
Podem concretizar a paz social assinando tratados de armistício, escrevendo livros, guiando carros, pilotando aviões, varrendo ruas, tocando instrumentos musicais, pintando telas, esculpindo, construindo móveis, prestando serviços...
Podem manifestar fraternidade, ao lembrarmos da essencialidade do humano, da sensibilidade, da empatia, estendendo-as a um irmão que, num dia difícil, põe-se a chorar.
Suas mãos são abençoadas ferramentas para construção de um mundo melhor.
Use-as sempre para edificar, elevar, dignificar, apoiar, acenar com a esperança de melhores dias.
Mas o que mais podem as mãos ?
As mãos saúdam, as mãos sinalizam, as mãos envolvem, dão carinho, as mãos estabelecem limites, escrevem e abençoam.
As mãos desenham no ar o 'adeus', o 'até logo'.
As mãos agasalham e curam feridas.
Para o mudo a mão é o verbo.
Para o idoso é a segurança.
Para o irascível a mão erguida é ameaça.
Para o pedinte a mão estendida é súplica.
Para quem ama, a mão silenciosa, que acolhe a do ser amado, é felicidade.
Para quem chora, a mão alheia é conforto.
Há mãos que agarram, perturbadas.
Há mãos que tocam, suaves.
Há mãos que ferem.
Há mãos que acariciam.
Há mãos que amaldiçoam.
Há mãos que abençoam.
Há mãos que destroem e há mãos que edificam, trabalham, realizam.
Há pessoas que transmitem energias, através da imposição de mãos, entregando-se a essa tarefa tão bela de amor.
Nossas mãos podem exteriorizar o amor, construindo templos, hospitais e escolas; fabricando vacinas e equipamentos médicos; alimentando famintos, medicando enfermos...
Podem concretizar a paz social assinando tratados de armistício, escrevendo livros, guiando carros, pilotando aviões, varrendo ruas, tocando instrumentos musicais, pintando telas, esculpindo, construindo móveis, prestando serviços...
Podem manifestar fraternidade, ao lembrarmos da essencialidade do humano, da sensibilidade, da empatia, estendendo-as a um irmão que, num dia difícil, põe-se a chorar.
Suas mãos são abençoadas ferramentas para construção de um mundo melhor.
Use-as sempre para edificar, elevar, dignificar, apoiar, acenar com a esperança de melhores dias.
Dicas muuitos massas!!!
Para fazer um ovo frito perfeito, você deve untar a frigideira com azeite ou manteiga e colocar o ovo. Tampe e cozinhe em fogo moderado até o ponto desejado. Tempere e sirva.
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O peixe não gruda na assadeira e fica com mais sabor se o fundo da assadeira for forrado com uma camada de fatias de batatas cruas.
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Para reaproveitar as sobras de batatas cozidas, mergulhe-as em água quente e leve ao forno por 20 minutos.
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Iogurte com cebola ralada é uma mistura muito gostosa para se colocar sobre batatas assadas.
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Para empanar pedaços de frango sem fazer sujeira, coloque a farinha dentro de um saco plástico. Junte os pedaços de frango e chacoalhe até misturar bem.
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Misture a maionese que sobra no fundo do vidro com um pouco de suco de limão e você terá um ótimo molho para salada.
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Se o molho ficar salgado demais, junte uma fatia de pão e cozinhe mais um pouco.
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Se um molho à base de farinha encaroçar, basta passá-lo pela peneira.
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Para bater a maionese, utilize sempre uma vasilha de louça ou de vidro, nunca de metal.
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Se o molho de carne ficar sem cor, acrescente duas colheres (chá) de café solúvel.
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Para engrossar molhos, acrescente 1 colher (sopa) de farinha de trigo dissolvida em água fria.
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Nunca requente o café diretamente no fogo, ele fica melhor requentado no banho-maria.
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O açúcar a ser empregado no preparo de doces e sobremesas pode ser perfumado com raspas de limão ou de laranja.
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O café adoçado com açúcar mascavo fica muito mais gostoso se você ferver o açúcar junto com a água.
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Guarde as azeitonas na geladeira cobertas com água filtrada, sal e um pouco de azeite. Assim elas não ficarão rançosas.
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Você sabia que...o bicarbonato de sódio, é um tipo de sal?
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Para que as panquecas fiquem mais gostosas, deixe a massa descansar por 30 minutos, antes de fritar.
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Para rechear pastéis, o recheio deve estar frio, caso contrário a massa ficará encruada.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Empadas e barquetes devem esfriar antes de serem tiradas das formas.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Uma hora antes de fazer o bolo retire a manteiga, o leite e os ovos da geladeira. Eles devem estar à temperatura ambiente quando adicionados à massa.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Para assar massa folhada, não unte nem polvilhe a assadeira. Apenas molhe a assadeira com água.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
A polenta frita fica mais macia e com uma crosta crocante se você passar na farinha de trigo antes de fritar.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
A macarronada ficará mais saborosa se você misturar um pouco de pimenta-do-reino ao queijo ralado.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O creme chantilly rende mais e não fica tão pesado quando se acrescenta uma clara de ovo ao creme de leite.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Para tirar o ranço da manteiga, coloque-a numa vasilha com água e 1 colher (sopa) de bicarbonato. Deixe por 24 horas e depois lave com bastante água.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O queijo não endurece se você passar manteiga ou margarina na parte cortada.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O soro do iogurte não deve ser eliminado: ele contém proteínas de alto valor biológico.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
O iogurte não pode ser guardado em recipientes de vidro transparente, pois a luz destrói a vitamina B2, existente no produto.
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O peixe não gruda na assadeira e fica com mais sabor se o fundo da assadeira for forrado com uma camada de fatias de batatas cruas.
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Para reaproveitar as sobras de batatas cozidas, mergulhe-as em água quente e leve ao forno por 20 minutos.
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Iogurte com cebola ralada é uma mistura muito gostosa para se colocar sobre batatas assadas.
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Para empanar pedaços de frango sem fazer sujeira, coloque a farinha dentro de um saco plástico. Junte os pedaços de frango e chacoalhe até misturar bem.
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Misture a maionese que sobra no fundo do vidro com um pouco de suco de limão e você terá um ótimo molho para salada.
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Se o molho ficar salgado demais, junte uma fatia de pão e cozinhe mais um pouco.
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Se um molho à base de farinha encaroçar, basta passá-lo pela peneira.
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Para bater a maionese, utilize sempre uma vasilha de louça ou de vidro, nunca de metal.
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Se o molho de carne ficar sem cor, acrescente duas colheres (chá) de café solúvel.
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Para engrossar molhos, acrescente 1 colher (sopa) de farinha de trigo dissolvida em água fria.
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Nunca requente o café diretamente no fogo, ele fica melhor requentado no banho-maria.
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O açúcar a ser empregado no preparo de doces e sobremesas pode ser perfumado com raspas de limão ou de laranja.
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O café adoçado com açúcar mascavo fica muito mais gostoso se você ferver o açúcar junto com a água.
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Guarde as azeitonas na geladeira cobertas com água filtrada, sal e um pouco de azeite. Assim elas não ficarão rançosas.
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Você sabia que...o bicarbonato de sódio, é um tipo de sal?
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Para que as panquecas fiquem mais gostosas, deixe a massa descansar por 30 minutos, antes de fritar.
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Para rechear pastéis, o recheio deve estar frio, caso contrário a massa ficará encruada.
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Empadas e barquetes devem esfriar antes de serem tiradas das formas.
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Uma hora antes de fazer o bolo retire a manteiga, o leite e os ovos da geladeira. Eles devem estar à temperatura ambiente quando adicionados à massa.
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Para assar massa folhada, não unte nem polvilhe a assadeira. Apenas molhe a assadeira com água.
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A polenta frita fica mais macia e com uma crosta crocante se você passar na farinha de trigo antes de fritar.
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A macarronada ficará mais saborosa se você misturar um pouco de pimenta-do-reino ao queijo ralado.
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O creme chantilly rende mais e não fica tão pesado quando se acrescenta uma clara de ovo ao creme de leite.
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Para tirar o ranço da manteiga, coloque-a numa vasilha com água e 1 colher (sopa) de bicarbonato. Deixe por 24 horas e depois lave com bastante água.
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O queijo não endurece se você passar manteiga ou margarina na parte cortada.
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O soro do iogurte não deve ser eliminado: ele contém proteínas de alto valor biológico.
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O iogurte não pode ser guardado em recipientes de vidro transparente, pois a luz destrói a vitamina B2, existente no produto.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Casa arrumada
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Texto Lena Gino
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos...
Netos, pros vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
Texto Lena Gino
segunda-feira, 21 de março de 2011
Pessoas são Presentes
As pessoas são presentes!
Algumas chegam com uma embalagem bonita, outras em embalagem comum.
Existem ainda aquelas que chegam com a embalagem machucada, às quais às vezes não damos o menor valor.
Existem aquelas que chegam registradas: são presentes valiosos, pois não se pode perdê-los no caminho.
Porém, isso tudo é superficial: o presente não é a embalagem, mas o conteúdo.
É com ele que aprendemos, crescemos. É ele que nós compartilhamos com os outros.
Você, eu e outras tantas pessoas: todos somos presentes umas para as outras.
Algumas chegam com uma embalagem bonita, outras em embalagem comum.
Existem ainda aquelas que chegam com a embalagem machucada, às quais às vezes não damos o menor valor.
Existem aquelas que chegam registradas: são presentes valiosos, pois não se pode perdê-los no caminho.
Porém, isso tudo é superficial: o presente não é a embalagem, mas o conteúdo.
É com ele que aprendemos, crescemos. É ele que nós compartilhamos com os outros.
Você, eu e outras tantas pessoas: todos somos presentes umas para as outras.
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