segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A minha felicidade não é a sua


(...)NO MAIS RECENTE LIVRO DE CARLOS Moraes, o ótimo “Agora Deus vai te pegar lá fora”, há um trecho em que uma mulher ouve a seguinte pergunta de um major: “Por que você não é feliz como todo mundo?”
A que ela responde mais ou menos assim: “Como o senhor ousa dizer que não sou feliz? O que o senhor sabe do que eu digo para o meu marido depois do amor? E do que eu sinto quando ouço Vivaldi? E do que eu rio com meu filho? E por que mundos viajo quando leio Murilo Mendes? A sua felicidade, que eu respeito, não é a minha, major.”
E assim é. Temos a pretensão de decretar quem é feliz ou infeliz de acordo com nossa ótica particular, como se felicidade fosse algo que pudesse ser visualizado. Somos apresentados a alguém com olheiras profundas e imediatamente passamos a lamentar suas prováveis noites insones causadas por problemas tortuosos.
Ou alguém faz uma queixa infantil da esposa e rapidamente decretamos que é um fracassado no amor, que seu casamento deve ser um inferno, pobre sujeito.
É nestas horas que junto a ponta dos cinco dedos da mão e sacudo-a no ar, feito uma italiana indignada: mas que sabemos nós da vida dos outros, catzo ?
Nossos momentos felizes se dão, quase todos, na intimidade, quando ninguém está nos vendo.
O barulho da chave da porta, de madrugada, trazendo um adolescente de volta pra casa.
O cálice de vinho oferecido por uma amiga com quem acabamos de fazer as pazes.
Sentar-se no cinema, sozinho, para assistir ao filme tão esperado.
Depois de anos com o coração em marcha lenta, rever um ex-amor e descobrir que ainda é capaz de sentir palpitações.
Os acordos secretos que temos com filhos, netos, amigos.
A emoção provocada por uma frase de um livro.
A felicidade de uma cura.
E a infelicidade aceita como parte do jogo — ninguém é tão feliz quanto aquele que lida bem com suas precariedades.
O que sei eu sobre aquele que parece radiante e aquela outra que parece à beira do suicídio?
Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação de felicidade em suas vidas.
Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter — juízes indefectíveis que somos da vida alheia — mas é um atrevimento nos outorgar o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz.
A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém.
Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã.
Toda felicidade é construída por emoções secretas.
Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só com a nossa permissão(...)
Martha Medeiros

domingo, 8 de novembro de 2009

Da minha precoce nostalgia

Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:
- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar.
E assim, dizer apontando o indicador para o alto:
- O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração! Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte. Por isso, vou colocar mais ou menos assim:
É preciso coragem para ser feliz.
Seja valente.
Siga sempre seu coração.
Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
E satisfaça seus desejos.
Esse é seu direito e obrigação.
Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos.
Tenha filhos.
Tenha um jardim.
Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos.
Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro. Não corra o risco de envelhecer dizendo "ah, se eu tivesse feito..."
Tenha uma vida rica de vida.
Vai que o carteiro ganha na loteria - tudo é possível, e o futuro é imprevisível.
Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.
Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!
Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você.
Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no olfato e desconfie da visão.
É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.
Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia.
Pinte, desenhe, escreva.
E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.
Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sem prefizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor.
Não cultive as mágoas - porque se tem uma coisa que eu aprendi nessavida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.
Era só isso minha querida. Agora é a sua vez.
Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

Por Maria Sanz Martins

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

MÃE DESNECESSARIA

UM TEXTO INTERESSANTE SOBRE MÃES QUE SOFREM PELAS " DESAMARRAS" DOS FILHOS, CLARO QUE ISSO ATINGE A TODOS,MAS PARECE QUE MACHUCA MAIS QUEM PARIU.

A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com opassar do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase e ela sempre me soou estranha. Até agora. Agora que minha filha adolescente, aos quase 18 anos, começa a dar vôos-solo. Chegou a horade reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje absolutamente clara. Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada venha me acusar de desamor, preciso explicar o que significa isso. Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoquevício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho.

Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida. Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o conforto nas horas difíceis.

Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão. Ao aprendermos a ser 'desnecessários', nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.

Márcia Neder

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Oceanos são feitos de gotas d'água

Para ser ouvido, fale.
Para ser compreendido, exponha claramente as suas idéias, sem jamais abrir mão daquelas que você julga fundamentais apenas para que os outros o aceitem.
Acima de tudo, busque o prazer antes do sucesso, a auto-realização antes do dinheiro, fazer bem feito antes de pensar em obter qualquer recompensa.
Nenhum reconhecimento externo vai substituir a alegria de poder ser você mesmo: status é comprar coisas que você não quer com o dinheiro que você não tem a fim de mostrar para gente que você não gosta uma pessoa que você não é.
Nada tem graça se não for bom para o seu corpo, leve para o seu espírito e agradável para o seu coração.
Para conseguir, tente, sem pensar que o êxito virá logo da primeira vez.
Cuide de ter saúde, energia, paciência e determinação para continuar tentando quantas vezes forem necessárias.
Mas ao perceber que já fez tudo o que pôde - ou até mesmo um pouco além - mude de alvo para não se tornar, em vez de um vitorioso, apenas mais um teimoso.
Para poder recomeçar sempre, perdoe-se pelos fracassos e erros que cometer, aprenda com eles e, a partir deles, programe suas próximas ações.
Nunca se deixe iludir que será possível fazer tudo num dia só ou quando tiver todos os recursos: tal dia nunca virá.
Para manter-se motivado, sonhe.
Para realizar, planeje, pensando grande e fazendo pequeno, um pouco a cada dia e todos os dias um pouco, porque são pequenas gotas d água que fazem o todo grande oceano

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hei!!! Não espere

Não espere um sorriso para ser gentil...
Não espere ser amado para amar...
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo...
Não espere ficar de luto para reconhecer a amizade sincera que perdeu...
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar...
Não espere a queda para se levantar...
Não espere a enfermidade para reconhecer que a vida é frágil...
Não espere a pessoa perfeita para então se apaixonar...
Não espere a mágoa para pedir perdão...
Não espere a separação para sentir saudades...
Não espere a dor para acreditar na oração...
Não espere elogios para acreditar em si mesmo...
Não espere ter tempo para servir...
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado...
Não espere o "eu te amo" para dizer o "eu também"...
Não espere ter dinheiro para contribuir...
Não espere o dia de sua morte para querer viver!!!

Eiii o que você ta esperando?? Hoje é o dia!!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Qual é...

Qual é...
O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Equivocar-se
O maior obstáculo? Medo
O maior erro? Abandonar-se
A raiz de todos os males? Egoísmo
A distração mais bela? Trabalho
A pior derrota? Desalento
Os maiores professores? Crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
De mais feliz a se fazer? Ser útil aos demais
O maior mistério? A morte
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? A mentirosa
O pior sentimento? O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? Orar
O caminho mais rápido? O correto
A sensação mais grata? A paz interior
A expressão mais eficaz? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do universo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A coisa mais bela de todas? O amor

domingo, 1 de novembro de 2009

O tamanho das pessoas

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.
Uma pessoa enorme para você quando fala do que leu e viveu.
Quando trata você com carinho e respeito.
Quando olha nos olhos e sorri de um modo carinhoso.
E é pequena para você quando só pensa em si mesma.
Quando se comporta de uma maneira pouco gentil.
Quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
A amizade, o respeito, o carinho o zelo e até mesmo o amor.
Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida.
Quando busca alternativas para o seu crescimento, e quando sonha junto com você.
E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa.
Quando compreende.
Quando se coloca no lugar do outro.
Quando age de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento.
Ela pode crescer ou entre aspas decrescer em um espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser tão grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parece ser pequeno.
É difícil conviver com esta elasticidade, é como elástico as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.
O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, ao recolhê-la inesperadamente se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes.
Portanto, não é altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.
É a sua sensibilidade, detalhe: Sem tamanho.