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domingo, 11 de outubro de 2009

Saudade da ditadura!!!

Na "época da ditadura" podíamos acelerar nossos Mavericks a 120km/h sem a delação dos radares, mas não podíamos falar mal do presidente...
Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental, mas não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos tomar nossa redentora cerveja após o expediente, sem o risco de sermos jogados à vala da delinqüência, mas não podíamos falar mal do presidente.
Não usávamos eufemismo hipócritas para fazer referências a raças, credos ou preferências sexuais, e não éramos processados por isso, mas não podíamos falar mal do presidente.
Íamos a bares e restaurantes cujas mesas mais pareciam Cubatão em razão de tantos fumantes, os quais não eram alocados entre o banheiro e a coluna que separa a chapa, mas não podíamos falar mal do presidente.
Galanteávamos a menina do contas a pagar e não sofríamos processo judicial por assédio, mas não podíamos falar mal do presidente.
As mulheres e idosos podiam passear pelo centro sem serem jogados ao chão por trombadinhas que os 'depenam' em dois segundos, na frente de todos, em pleno dia. Mas não podiam falar mal do presidente.
Podíamos sair dos 'happy hour' sem risco de bafômetros.
Mas não podíamos falar mal do presidente.
Hoje a única coisa que podemos fazer é falar mal do presidente...
Mais nada !!!
Que merda!!!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Recomeçar é preciso...

Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase.
E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta.
Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança.
Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.
A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer.
Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... nossa incapacidade!
Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.
A mente humana é um poderoso instrumento.
Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido.
Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos.
E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.
Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com naturalidade, fazemos nossa parte.
Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar.
Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?
A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la.
Mas bem vivê-la.
Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.
Avança!
Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz.
E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.