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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Havia um garoto que, nos seus quase 8 anos, adquirira um hábito nada saudável:
Tudo para ele se resumia em dinheiro.
Queria saber o preço de tudo o que via.
Se não custasse grande coisa, para ele não tinha valor algum.
Nem se apercebia o pequeno que há muitas coisas que dinheiro algum compra.
E dentre essas coisas, algumas são as melhores do mundo.
Certo dia, no café da manhã, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua mãe um papelzinho cuidadosamente dobrado.
A mãe o abriu e leu:
“Mamãe me deve: por levar recados - 3 reais; por tirar o lixo - 2 reais; por varrer o chão -
reais; extras - 1 real.
Total que mamãe me deve: 8 reais.”

A mãe espantou-se no primeiro momento.
Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e não disse nada.
O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto.
Correu para a mesa do almoço.
Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os 8 reais.
Os seus olhos faiscaram.
Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa.
Mas, então, percebeu que havia outro papel ao lado do seu prato.
Igualzinho ao seu e bem dobrado.
Ele abriu e viu que sua mãe também lhe deixara uma conta:

“Filhinho deve à mamãe: por amá-lo - nada.
Por cuidar da sua catapora - nada.
Pelas roupas, calçados e brinquedos nada.
Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada.
Total que filhinho deve à mamãe - nada.”

O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta.
Não conseguia dizer nenhuma palavra.
Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na mão de sua mãe.
A partir deste dia, ele passou a ajudar sua mãe por amor.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Caracol

Angustiado o caracolzinho se sentia infeliz.
Ele via que quase todos os animais eram mais ágeis que ele.
Uns brincavam, outros saltavam e ele se aborrecia debaixo do peso de sua carapaça e dizia bastante frustado;
- Ta vendo que futuro é ir devagarzinho, só eu sofrendo todos os males.
Ai seus amigos, familiares tentavam consolá-lo, mas ninguém conseguia.
Ai um dia a tartaruga que também tem carapaça disse assim:
-Caracolzinho pense que se a natureza lhe deu essa carapaça foi para alguma coisa.
- Há sim, claro para alguma coisa será, pode me explicar qual é esta coisa ?
E mais chateado ainda ele ficava por receber tantos conselhos.
O caracolzinho se tornou tão insuportável, era tanta reclamação que todos sabe o que fizeram?
O abandonaram, e ele continuava com sua carapaça as costas cada vez mais pesadas para o seu gosto.
Um dia desabou uma tempestade, mas choveu, choveu, choveu durante muitos dias.
Parecia um dilúvio, as águas subiram, inundaram tudo, muitos animaizinhos que ele invejara estavam agora em grande dificuldade.
O caracolzinho porem encontrou o refugio seguro dentro de sua carapaça, estava totalmente protegido.
Desde então ele compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada carapaça, deixou de protestar e tornou-se um animalzinho simpático e querido por todos.

Lógico é uma estorinha de criança, mas que vale a pena.
Não invejamos de imediato as razões de algo pelo qual passamos que nos angustia.
Um dia, não tardará, iremos descobrir o porquê desse peso.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Acredite em Você!!!


Escolha os seus próprios caminhos.
E tenha coragem de errar.
Você vai ver que asssim acerta mais do que erra.
Desfrute de novos sabores.
Mesmo aqueles que parecem estranhos.
Você pode ter boas surpresas.
Confie mais na sua própria experiência.
O que os outros pensam não pode mudar sua vida.
Porque a verdadeira felicidade é simples assim.
Está dentro de você.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Algumas gotas de óleo


Num quarto modesto, o doente grave pedia silêncio.
Mas a velha porta rangia nas dobradiças cada vez que alguém a abria ou fechava.
O momento solicitava quietude, mas não era oportuno para a reparação adequada.
Com a passagem do médico, a porta rangia, nas idas e vindas do enfermeiro, no trânsito dos familiares e amigos, eis a porta a chiar, estridente.
Aquela circunstância trazia ao enfermo e a todos que lhe prestavam assistência e carinho, verdadeira guerra de nervos.
Contudo, depois de várias horas de incômodo, chegou um vizinho e colocou algumas gotas de óleo lubrificante na antiga engrenagem e a porta silenciou, tranqüila e obediente.
A lição é singela, mas muito expressiva.
Em muitas ocasiões há tumulto dentro de nossos lares, no ambiente de trabalho, numa reunião qualquer.
São as dobradiças das relações fazendo barulho inconveniente. São problemas complexos, conflitos, inquietações, abalos...
Entretanto, na maioria dos casos nós podemos apresentar a cooperação definitiva para a extinção das discórdias.
Basta que nos lembremos do recurso infalível de algumas gotas de compreensão e a situação muda.
•Gotas de perdão acabam de imediato com o chiado das discussões mais calorosas.
•Gotas de paciência, no momento oportuno, podem evitar grandes dissabores.
•Poucas gotas de carinho penetram as barreiras mais sólidas e produzem efeitos duradouros e salutares.
•Algumas gotas de solidariedade e fraternidade podem conter uma guerra de muitos anos.
•É com algumas gotas de amor que as mães dedicadas abrem as portas mais emperradas dos corações confiados à sua guarda.
•São as gotas de puro afeto que penetram e dulcificam as almas ressecadas de esposas e esposos, ajudando na manutenção da convivência duradoura.
•Nas relações de amizade, por vezes, algumas gotas de afeição são suficientes para lubrificar as engrenagens e evitar os ruídos estridentes da discórdia e da intolerância.
Dessa forma, quando você perceber que as dobradiças das relações estão fazendo barulho inconveniente, não espere que o vizinho venha solucionar o problema.
Lembre-se que você poderá silenciar qualquer discórdia lançando mão do óleo lubrificante do amor, útil em qualquer circunstância, e sem contra-indicação.
Não é preciso grandes virtudes para lograr êxito nessa empreitada.
Basta agir com sabedoria e bom senso.
Às vezes, são necessárias apenas algumas gotas de silêncio para conter o ruído desagradável de uma discussão infeliz.
E se você é daqueles que pensa que os pequenos gestos nada significam, lembre-se de que as grandes montanhas são constituídas de pequenos grãos de areia.
Pense nisso!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Queria voltar a ser criança

Crescer é ruim. Tem responsabilidades
Por que nos enganaram?
Disseram-me que adulto tem liberdade
Para fazer o que quer
Mentira, adulto é preso
Preso ao trabalho, à rotina, à alguém
Queria poder passar a tarde brincando
Assistir pela décima vez o filme da sessão da tarde
Ir dormir cedo e acordar com o beijo da mãe no rosto
E ainda ter que escutá-la gritadndo
Mandando ir tomar banho para fazer a tarefa de casa
Queria ver meu pai na reunião da escola
Atravessar a rua segurando bem firme em sua mão.
Ir à praia no domingo à tarde
E comer chocolate raspando a panela
Esperar meus pais no portão de casa
E contar como foi meu dia
Ah, se alguém souber uma fórmula
Para fazer o tempo voltar
Por favor me comunique
Estarei trabalhando.