quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Inveja, Arma dos Derrotados

Conta-nos uma lenda que duas águias voavam juntas.
Uma tinha muita inveja da outra porque esta conseguia voar mais alto e com muito mais elegância.
Sentindo-se inferior, a águia invejosa planejou vingar-se da companheira e começou a arrancar suas maiores
e mais fortes penas e atirar contra a outra, como flechas. Seria a sua desforra.
Mas não conseguiu atingir a outra águia porque esta voava muito mais alto.
Ao contrário desta, a perdedora, pela falta de suas penas, acabou enfraquecida e esborrachando-se no chão.
O sentimento mesquinho da inveja jamais trará qualquer benefício aos que o cultivam no coração.
O sucesso dos que estão ao nosso redor, em vez de gerar descontentamento e inveja deve ser um motivo
a mais de felicidade, por ver as conquistas dos amigos, e um estímulo para prosseguir em busca das nossas próprias vitórias.
Todos nós temos talentos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Afinidade

Não é o mais brilhante,
Mas é o mais sutil,
Delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência,
Os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.
Quando há afinidade,
Qualquer reencontro retoma a relação,
O diálogo, a conversa,
O afeto, no exato ponto
De onde foi interrompido.

Afinidade é não haver
Tempo mediante a vida.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
Do subjetivo sobre o objetivo,
Do permanente sobre o passageiro,
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro,
Mas quando ela existe,
Não precisa de códigos
Verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
Irradia durante e permanece depois que as
Pessoas deixam de estar juntas.

Afinidade é ficar longe,
Pensando parecido a
Respeito dos mesmos fatos que
Impressionam, comovem, sensibilizam.

Afinidade é receber o que vem
De dentro com uma aceitação
Anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com...
Nem sentir contra, sem sentir para...
Sentir com e não ter necessidade de
Explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.

Afinidade é um sentimento singular,
Discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância,
Mas é adivinhado na maneira de falar,
De escrever,
De andar,
De respirar...

Afinidade é retomar a relação
No tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e
Ela (separação) nunca existiu.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada)
Pelo tempo para que a maturação
Pudesse ocorrer e que cada
Pessoa pudesse ser cada vez mais.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Solidão Contente

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre "solidão feminina" com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas - e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente - e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar com elas mesmas.
"Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa", disse a prima. "Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas".
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói.
Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho. Todo mundo está sublimando as dores íntimas em fanfarra externa. Homens e mulheres estão voltados para fora, tentando fervorosamente praticar a negligência pela vida interior - com apoio da publicidade.
Se todo mundo ficar em casa com os seus sentimentos, quem vai comprar todas as bugigangas, as beberagens e os serviços que o pessoal está vendendo por aí, 24 horas por dia, sete dias por semana? Tem de ser superficial e feliz. Gastando - senão a economia não anda.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa - desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos. Nem sempre é fácil.

Ivan Martins, editor-executivo de ÉPOCA

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Feliz Olhar Novo

O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura,chove demais...
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem.
O ano que passou foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal.
O próximo ano não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas. Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE).
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. NÃO !!! adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
Esse novo ano que hoje se inicia pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
Esse ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular...ou...
Pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Pode ser.
E que seja!!!
Feliz olhar novo!!!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Anjos existem...

Se anjos existem,
encontramos nas amizades que persistem.
Cada amizade encontrada ao léu,
é como um anjo que desceu do céu.
Amizades que surgem para nos ajudar
para nos fazer a vida melhor apreciar,
que nos fazem agora e sempre acreditar
que tudo sempre pode melhorar.
Se todos no mundo entendessem
o valor de uma amizade verdadeira
não fariam tanta besteira
e não deixariam que tantas
coisas acontecessem.
Amigos não enxergam apenas as qualidades
embora delas todos tenham necessidade.
Amigos convivem com nossos defeitos
porque somos humanos
portanto, imperfeitos.
Esses anjos não dispõe de asas
nem tampouco caminham sobre brasas
mas tem em sua alma um doce sentimento
que nos conforta em momentos de lamento
e lhes damos toda essa reciprocidade
sempre querendo sua felicidade.
Assim, todos somos anjos
pois não creio q possa haver alguém
que não tenha uma amizade sequer
em cujo ombro possa se consolar
em cujo coração possa habitar.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Humildade


A HUMILDADE É A ACEITAÇÃO PURA E SIMPLES DA VERDADE, SEJA ELA A NOSSO FAVOR OU CONTRA NÓS.

A humildade acalma a ira, acolhe o aflito e conquista o coração.
O humilde propõe idéias, o orgulhoso as impõe.
O humilde apresenta planos, o orgulhoso exige que sejam aceitos.
Só o amor impregnado de humildade é capaz de viver em paz e em harmonia com os outros, apesar de entre choques entre idéias e de diversidade de caracteres.
A humildade abre todas as portas para um bom relacionamento, enquanto que o orgulho impede todas as possibilidades para o diálogo.
O humilde é sempre acolhedor, receptivo e aberto para apreciar as idéias dos outros, mas o orgulhoso julga-se sempre senhor da verdade.
Temos muito que aprender uns com os outros.
“Ninguém é tão sábio que nada mais tenha a aprender e tão ignorante que nada possa ensinar”.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O ato de educar

O ato de educar não é mecânicamente profissional.
O ato de educar é de mais árdua paixão, de amor incondicional, de amor sem limites.
O ato de educar exige engajamento, comprometimento, abnegação.
É uma luta física e mental diária onde buscamos muito mais do que um simples salário no fim do mês...
Buscamos atingir todos os objetivos...
Desenvolver todas as habilidades...
Orientar todos os conhecimentos...
Facilitar todas as aprendizagens...
O prêmio?
É a realização pessoal vinda através de um sorriso de criança frente a uma nova descoberta.
Somos, sim! Sonhadores de um mundo justo repleto de cidadãos críticos,questionadores, participantes,
ativos numa Sociedade que deve ser igualitária, digna, honesta...
Acreditamos no ato de educar em busca do nosso sonho.
Ousamos no desafio de inovar dentro da sala de aula.
Somos enviadas especialmente para essa sublime missão: Educar!
E particulamente se você quer educar, leia e indique o verdadeiro amor