domingo, 29 de março de 2009

Posso Tudo!!!


"Se eu tenho opções e existe a fé do tamanho de um grão em meu coração, eu POSSO TUDO !
Posso viajar, amar , adquirir, perdoar, emagrecer, casar, recomeçar, criar, sorrir e viver a vida plena que me foi destinada.
Se a vida é feita de escolhas, eu escolho eu decido esse momento como o melhor de toda minha vida.
Vou precisar fazer uns ajustes aqui e ali; abrir mão de tudo que não me acrescenta e tem me impedido de crescer.
O que passou , passou.
Sou impotente pra voltar um minuto no meu tempo, mas sou capaz de fazer com que o próximo seja melhor que o anterior.
Eu tenho um objetivo, uma meta: e vou correr atrás, pois eu sei do que sou capaz: sem me desviar nem pra direita, nem pra esquerda - mantendo os olhos e o coração fixo no alvo, eu avanço!
E não existe NADA nem NINGUÉM pra me segurar ou tentar me empurrar pra trás.
A minha motivação me faz forte e me garante a vitória sobre qualquer batalha..."
(autor desconhecido)

quarta-feira, 25 de março de 2009

As Tres Peneiras

Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, e o chefe, aparteou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras
- Peneiras Que Peneiras, Chefe
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE.Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro
- Não. Não tenho, não. Como posso saber o que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua história já vazou a primeira peneira.Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que voce vai me contar, gostaria que os outros tambem dissessem a seu respeito
- Claro que não! Deus me livre, Chefe!- diz Olavo, assustado.
- Então, - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira.Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Voce acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante
- Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.
-Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras- diz o chefe sorrindo e continua:
- Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo das Três Peneiras:

VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE

Antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS
PESSOAS MESQUINHAS FALAM SOBRE PESSOAS

terça-feira, 24 de março de 2009

Vaso Chinês

Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.

Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada da torrente até a casa, enquanto aquele rachado chegava meio vazio.

Por um longo tempo a coisa foi em frente desse jeito;com a senhora que chegava em casa com somente um vaso e meio de água.

Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.

Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser "rachado", o vaso falou com a senhora durante o caminho: "Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho me faz perder metade da água durante o caminho até a sua casa..."

A velhinha sorriu:

"Você reparou que lindas flores tem somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todo dia, enquanto a gente voltava, tu as regavas.

Por dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa.
Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.

Cada um de nós tem o próprio defeito. Mas o defeito que cada um de nós temos, é que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.

É preciso aceitar cada um pelo que é... E descobrir o que tem de bom nele."

Portanto, meu "defeituoso" amigo, tenha um bom dia e lembre de regar as flores do seu lado do caminho. e envie este e-mail a algum (ou a todos) os seus "defeituosos" amigos. Sem esquecer que é "Defeituoso" também quem a mandou a você!

"Todo o homem é culpado do bem que não fez." Voltaire

segunda-feira, 23 de março de 2009

TÊNIS E FRESCOBOL

Depois de muito meditar sobre o assunto, conclui que os casamentos(relacionamentos) são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimento e terminam sempre mal.
Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzche, com a qual concordo inteiramente.
Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade docasamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: "Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa, até sua velhice?Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar” Scherazade sabia disso.
Sabia que os casamentos baseados no prazer da cama são sempre decapitados pela manhã, e terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme "O Império dos Sentidos".
Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não se podia dizer através dele, ela oressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa semfim, que deveria durar mil e uma noites.
O sultão se calava e escutava suas palavras como se fossem música.
A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que fazem comas palavras.
E, contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: "eu te amo...".
Barthes advertia: "Passada a primeira confissão, 'eu te amo', não quer dizer mais nada."
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética.
Recordo a sabedoria de Adélia Prado: "Erótica é a alma".
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.
O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar, porque, o adversário foi colocado fora de jogo.
Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola.
Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.
Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado.
Aqui ou os dois ganham ouninguém ganha.
E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o quese deseja é que ninguém erre.
O erro de um, no frescobal, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir.
E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado.
Mas não tem importância: começa de novo esse delicioso jogo, em que ninguém marca pontos...
A bola: são nossas fantasias, e realidades, sonhos sob a forma depalavras.
Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogasse tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada.
Tênis é assim; recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão...
O que se busca é ter razão, e o que se ganha é o distanciamento.
Aqui,quem ganha sempre, perde. Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.
Bola vai, bola vem - cresce o amor...
Ninguém ganha, para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente paraque o jogo nunca tenha fim...

Por Rubem Alves

quinta-feira, 19 de março de 2009

Recado aos homens

Uma revista feminina realizou recentemente um seminário destinado às mulheres. Com duração de 3 dias, o encontro resultou nas seguintes conclusões abaixo:
1- Cheiro bom de homem é ... de homem! Um perfume cítrico e aquele cheiro de banho tomado também são ótimos. Mas evite extravagâncias.
2- Hálito de bebidas alcoólicas excita (de uísque, vodka, vinho e champagne). De cerveja e pinga, não.
3- Você pode ter o cabelo como quiser... desde que não seja tigela e nem PINTAR de ACAJU . Você pode manter o cabelo limpo, mas nunca secá-lo com 'escova'. Você pode ser careca, as mulheres não ligam.. Se você tem uma peruca, use-a no Natal, no presépio, como manjedoura do Menino Jesus!
4- Não se atreva a esmaltar suas unhas ou tirar as cutículas. Corte-as, e lixe-as apenas. E, em ocasiões especiais, crave-as onde julgar necessário!
5- Se você tem calos na palma da mão, cultive-os (temos sugestões edificantes a respeito!). São úteis para que gritemos na sua cara :'Vem, meu estivador, mostra quem manda aqui! '
6- Admitimos que você tenha barriga, mas não que seja uma enorme barriga.
7- Pêlos no peito, gosto. Em orifícios visíveis, como orelhas e nariz, pedimos clemência e tesourinha sem ponta!
8- Banho antes, sim . Logo depois, nunca! Algum tempo depois, hummmm...pode ser !
9- Escovar os dentes é obrigação.
10- Máscaras de creme no rosto, só se você sofrer de micose ou for palhaço de circo.
11- Homens com músculos definidos nos parecem másculos. Homens musculosos demais nos parecem indefinidos.
12- Há coisas que aterrorizam uma mulher: homens que usam cavanhaque, que usam camiseta regata, que usam shortinho bem curto para ir à padaria, e os que têm todos os discos dos grupos Abba ou Barbara Streisand.
13- Não se depile, a menos que: a sua mulher peça; você seja nadador ou seja masoquista.
14- Os homens bem arrumados e elegantes são os melhores de cama, comprovadamente. O resto só serve prá manutenção!
15- Reconhecemos um homem pelo sapato que ele usa: não se atreva a usar um mocassim de bico fino cor de gelo, ou meias brancas!
16- Dentes brancos e bem tratados vão bem, mas não a ponto de você mastigar de boca aberta ou mostrar sua higiene com palito de dente a céu aberto.
17- Se você for meio esculhambado, usar meia amarela, cueca furada, botina velha e camisa amarrotada, seja ao menos um tipo sensível: saiba poemas de cor ou faça o tipo 'cineasta atormentado' .
18- Na cama você pode fazer o que quiser, menos ficar de meias sociais.
19- Nas roupas, prefira sempre o básico elegante, mas tenha no armário um uniforme de bombeiro, de comandante de avião, ou pelo menos um quepe de policia rodoviária. Se a roupa não der ibope, o uniforme nós garantimos.
20- Não beba álcool demais, nem de menos. Abstêmios, hare krishnas, mórmons e adeptos do Pró-vida são tão assustadores quanto serial killers.
21- Se você nunca come carne vermelha, acabará não comendo amarela, negra e nem branca também.
22- Não tenha chulé. Se vira!
24- E lembre-se: se você se olha demais no espelho, acabará encontrando alguém à sua imagem e semelhança, não uma mulher.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Boa Semana!!!

"A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas...
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.
O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará ninguém...
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia.
Aprenda a sabedoria divina,
A desculpar infinitamente,
construindo e reconstruindo sempre...
Para o infinito bem!"

domingo, 15 de março de 2009

Crônica da Loucura - Luis Fernando Veríssimo

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos.
Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou.
Durante quarenta anos, passei longe deles.
Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas.
Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.
O melhor da terapia é chegar antes, alguns minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas.
Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silêncio é uma loucura.
E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se são rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses.
Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo.
E a sala de espera de um "consultório médico", como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu.
Senão, vejamos: Na última quarta-feira, estávamos:
1. Eu
2. Um crioulinho muito bem vestido,
3. Um senhor de uns cinqüenta anos e
4. Uma velha gorda.
Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles.
Não foi difícil, porque eu já partia do princípio que todos eram loucos, como eu.
Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados. (2) O pretinho, por exemplo.
Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime.
Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o namoro e não conseguiu entrar como sócio do "Harmonia do Samba"?
Notei que o tênis estava um pouco velho.
Problema de ascensão social, com certeza.
O olhar dele era triste, cansado.
Comecei a ficar com pena dele.
Depois notei que ele trazia uma mala.
Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro.
Talvez apenas a cabeça.
Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo.
Podia ter também uma arma lá dentro.
Podia ser perigoso.
Afastei-me um pouco dele no sofá.
Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina. (3)E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos?
Como ele estava sofrendo, coitado.
Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa.
E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável.
Como era infeliz esse meu personagem.
Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa.
Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual? Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido. (4) Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha.
Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela.
Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse. Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista. Conto para ele a minha "viagem" na sala de espera. Ele ri...
Ri muito, o meu psicanalista, e diz:
- O Ditinho é o nosso office-boy.
- O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades.
- E a gordinha é a Dona Dirce, a minha mãe.
- "E você, não vai ter alta tão cedo..."