quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Felicidade Silenciosa

“Felicidade é discreta, silenciosa e frágil, como a bolha de sabão. Vai-se muito rápido, mas sempre se podem assoprar outras.” Rubem Alves
Certa vez viajei para um paraíso na costa da Austrália, e após alguns dias sem dar notícias, uma amiga me escreveu preocupada: “E aí, não está gostando da viagem?” – não entendendo a pergunta, respondi prontamente, “Poxa, é claro que estou. Da onde você tirou essa ideia?”. Ela então, concluiu sua lógica – “ah, é que você não postou nada a respeito, achei que não estivesse se divertindo”. A lógica dela, que é a lógica da maioria (incluindo a minha), me fez pensar. Estaríamos tão acostumados a propagar nossa alegria, que desaprendemos a reconhecer a felicidade silenciosa?
Felicidade silenciosa. É assim que eu chamo aqueles momentos da vida em que não faz a menor diferença se o celular tem bateria ou não. Sabe? A turma certa, a beira de praia perfeita, o boteco no meio da semana, o sítio com os irmãos, os lençóis cheios de delícias, o livro novo, o dia de ser boa companhia pra si mesma(o). Momentos onde a beleza de ser e estar é tão sublime, que ninguém fora destes pequenos universos precisa ficar sabendo. Talvez ela aconteça por medo de que os holofotes ofusquem quem enxerga estas maravilhas. Ou ainda por conta de quem teme o olho gordo. A minha teoria reina na simplicidade da distração. Felicidade silenciosa ocorre por pura distração. Algo do tipo, “opa, esqueci de viver o online pros outros, enquanto vivia o offline pra mim”.
“Ora, ora, não seja hipócrita!”. Sim. É claro que as fotos da minha viagem estão no meu perfil, obvio que eu faço check-in em lugares bacanas e divido meus momentos de emoção com minha audiência preferida em inúmeras ocasiões. Sem dúvidas sou uma daquelas pessoas que gosta de compartilhar onde foi, o que viu, como viveu. Todo mundo é um pouco assim. Entretanto, verdade também é que nada me distrai mais que a felicidade silenciosa. Eu adoro me perder em ruas que desconheço mundo afora e memorizar os cheiros e as sensações. Eu deixo o celular fora do quarto pra me perder nas curvas de alguém que me tira a atenção. Amo e prefiro contar minhas aventuras pessoalmente, pra aqueles que gostam de me ouvir vendo a emoção nos meus olhos e não no brilho de uma tela. Quando não me encontram no celular, quem me conhece já sabe e canta a pedra “está por aí aprontando alegria e sendo feliz!”. E estão certos.
Felicidade silenciosa para os outros, mas que clama dentro da alma. Eu sei que quando a gente está feliz, quer gritar essa condição aos quatro cantos do mundo e que nos dias de hoje a tarefa de fazê-lo realmente é possível. Preste atenção, entretanto, que a felicidade silenciosa se basta em existir. Sobrevive dos sussurros de amor e juras menos dramáticas. É propagado em grupos menores, entre abraços que falam mais que palavras. Não precisa de conexão wi-fi. Não é transmitida em um tweet e certamente não tem filtros. Ela é pura. Sincera e por vezes tão rara. Então não se deixe distrair pelos gritos de euforia no mainstream da felicidade pública. Preste atenção na felicidade silenciosa. O resto é só barulho.

Antônia Macchi

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

TEM GENTE QUE SUGA, TEM GENTE QUE SOMA

Encontramos muitas pessoas ao longo da vida, algumas permanecem, outras desistem, muitas passam despercebidas. Por mais que tentemos, é inevitável termos de conviver com quem não nos acrescenta, não nos traz ganhos, não nos encanta, seja no trabalho, seja numa roda de amigos. Por isso, temos que ponderar e discernir sempre, tentando gastar nossas energias com gente que vale a pena. Caso contrário, esgotaremos nossas forças e nossa paciência com quem não mereceria um mínimo de consideração de nossa parte.
Existem pessoas com as quais não nos sentimos bem, que nos desconfortam de alguma maneira, algo que não conseguimos explicar. São aquelas que carregam o ambiente, escurecem os humores e parecem levar consigo grande parcela de nossa felicidade. Deixam tudo mais frio, tornam a dinâmica das relações pesadas e impregnadas de mal-estar. Mesmo em silêncio, tal qual ave de rapina, sempre estão à espreita, para impedirem que os ânimos se elevem positivamente.
Às vezes nem se dão conta do quanto são inconvenientes e não queridas, agindo inconscientemente, pois já internalizaram de tal forma essa carga negativa, que são incapazes de perceber o quanto retiram da própria vida e das vidas alheias. Costumam fazer comentários jocosos, debochar de tudo e de todos, prever sempre o pior, qualquer que seja a situação, jamais reconhecendo o valor de nada nem de ninguém.
Infelizmente, a muitas dessas pessoas de nada adiantarão conselhos, reprimendas, ou mesmo enfrentamento de discussões; tudo será em vão. É preciso esquecê-las, ignorar o que fazem, o que falam, apenas tolerando sua presença, caso seja necessário. Isso é sabedoria: saber com quem vale a pena gastar energia, quem merece nosso melhor, nosso carinho e atenção. É preciso filtrar as convivências, de modo a tornar a vida menos pesada e mais prazerosa. Somente assim não adoeceremos e estaremos sempre prontos para os amanhãs.
Bom mesmo é desfrutar os momentos com aquelas pessoas ao nosso redor que fazem toda a diferença em nossas andanças, enriquecendo-nos positivamente e ajudando a vida a ser mais rica e gostosa de ser vivida. É preciso valorizar cada minuto ao lado de quem tem sempre uma palavra amiga, de quem conhece nosso melhor e nosso pior e mesmo assim está ali conosco, de quem nos ama verdadeiramente, sem ressalvas, sem cobranças, sem fingimento no olhar. É por elas que não desistiremos de lutar para alcançar os nossos sonhos, dia após dia.
Não poderemos evitar o encontro com pessoas desagradáveis e desnecessárias em nosso cotidiano, tampouco estaremos livres de nos enganar com elas, decepcionando-nos dolorosamente nesse caminho. Fazem parte do viver tanto as permanências quanto as rupturas com que se constrói nossa jornada, sendo que ambas são essenciais no fortalecimento de quem somos e na solidificação de nossas verdades. Não podemos é nos fechar à interação, por inteiro, com o outro, pois aqueles que ficarem conosco nos farão tão bem, que nenhum mal ao redor será capaz de abalar a felicidade em nosso viver e a certeza de que estamos bem acompanhados.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Você Pode Superar!

Há momentos em nossas vidas que nos sentimos pequenos, fracos, inseguros e incapazes de reagir e vencer algumas dificuldades que vivemos. Já aconteceu isso com você? Mas quando paramos um pouco e olhamos para “dentro de nós”, percebemos quantos obstáculos, quantas barreiras, quantos nãos, quantos momentos difíceis já vencemos. Percebemos a força, a capacidade, o poder que existe dentro de nós. Então, percebemos que escondido atrás deste gigante chamado medo, chamado dúvidas e incapacidade que acreditamos ter, esta a nossa capacidade de vencer. Quando fazemos esse momento de reflexão da nossa capacidade, das nossas conquistas, dos momentos difíceis que já vivemos e vencemos, fica muito mais fácil enfrentar o momento atual, pois percebemos que é apenas mais um que será vencido. Percebemos que os gigantes somos nós que já vencemos tantos outros problemas e não vai ser o problema atual que vai nos derrotar.

Portanto: quando se sentir incapaz, se sentir inferiorizado, pare por um instante e faça um momento de reflexão. Coloque em uma folha de papel o maior numero de situações difíceis que você já venceu, veja o que você fez para vencer, de quem você recebeu ajuda e como se sentiu após a vitória. Você vai perceber que será capaz de vencer mais esse obstáculo. Não perca tempo pensando no problema, quanto mais você gasta seu tempo pensando no problema, maior ele fica. Pense na solução, gaste seu tempo com a solução, imagine o prazer, a alegria que você vai sentir e o orgulho que vai causar nas pessoas que te amam ao ver você vitorioso. Lembre-se: Você pode vencer mais essa! Quando conquistar a vitória. Convide as pessoas que você ama para comemorar mais essa conquista. Lembre-se: VOCÊ PODE VENCER!!! 

Nestor de Almeida

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

10 coisas que não acontecem só na sua casa

1- Logo no início, descobrimos que puerpério não é uma espécie de molusco. É uma fase em que os hormônios resolvem fazer um baile de Carnaval em nosso corpo. A gente chora quando deveria estar sorrindo, jorra leite nos momentos mais impróprios e tem certeza de que não vai dar conta da maternidade quando sequer consegue cortar as unhas de um recém-nascido. Passa, ufa!
2- Acreditamos que nosso casamento já enfrentou todos os tipos de desafios, até ter filhos. Entre sutiãs beges, olheiras, despesas elevadas à oitava potência, um corpo que ficou com certas sobras, papos escatológicos e uma cama de casal que está mais para coração de mãe, conhecemos o verdadeiro “e foram felizes para sempre”: o da vida real.
3- Vamos enfrentar: nossos filhos, em algum momento, protagonizarão ataques de birra em locais públicos. Basta escolher se a melhor opção será encarnar a Super Nanny ou voltar correndo para casa.
4- Educar não é moleza: damos bronca quando temos vontade de rir, abraçar, afofar e quando gostaríamos de chorar, consolar, ninar.
5- Não é por falta de coordenação, mas incrivelmente passamos a morder a língua constantemente, permitindo o que em hipótese alguma era cogitado antes de resolvermos desconstruir na prática os comerciais de margarina.
6- Às vezes cansa. Dá vontade de passar uma semana sozinha em Paris, sem qualquer obrigação, tomando champagne às três da tarde. Pode cansar sim, ninguém é uma mãe pior por causa disso. Paris desacompanhada já é bem mais complicado.
7- Lembra daquelas mulheres mais velhas que adoravam falar de casa, rotina e filhos? Então, somos elas.
8- Não falta gente acreditando que sabe fazer qualquer coisa de uma forma melhor que a nossa quando o assunto é cuidar de filhos. O negócio é ignorar, afinal de contas, apenas os nossos beijos conseguem curar os machucados que eles têm na vida. Bem, ao menos enquanto forem crianças.
9- A gente se acostuma com a vida de cabeça para baixo e percebe, na verdade, que ela fica incrível sob esta perspectiva.
10- Tudo, tudo passa. E nos damos conta de que a pena é que passa rápido demais.

domingo, 20 de setembro de 2015

"Tenho pensado nas pessoas que passam pela minha vida. Nas que vão e nas que ficam. Nas que somam e nas que subtraem. Nas que se aproximam pelas circunstâncias, mas principalmente nas que permanecem apesar delas.
Naquelas que clareiam o dia da gente, ora com uma palavra, ora simplesmente com um sorriso. Sei que a nossa vida nada mais é que uma ciranda e que tudo são fases.
E sou grata a todos que de uma maneira ou de outra, por pouco ou por muito, tenham feito parte da minha um dia. E sou mais grata ainda aos que fazem, aos que sei que farão sempre. Mas tem me feito muito feliz a afinidade que tenho encontrado pelo caminho.
Pessoas que até então não faziam parte da mesma estrada que eu, mas que agora espero que permaneçam por muito tempo na mesma ciranda. Elas nem imaginam o bem que me fazem."

(Virginia Mello)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

As coisas perderam o sentido para você? Aqui estão algumas dicas que podem ajudar

Todos nós passamos por momentos difíceis. No entanto, alguns passam por esses momentos difíceis melhores do que outros.
Então, qual é o segredo? A maior parte tem a ver com atitude. Então, aqui estão 13 coisas para se lembrar quando a vida ficar difícil.

#1. As coisas são o que são

O famoso ditado de Buda nos diz que “é a nossa resistência às coisas que causa nosso sofrimento”.
Pense nisso por 1 minuto. Isso significa que o nosso sofrimento só ocorre quando resistimos às coisas como elas são. Se você pode mudar alguma coisa, então aja em conformidade. Mude.
Mas, se você não pode mudar, então nos restam 2 opções:
  • Aceitar e deixar a negatividade para lá.
  • Nos tornarmos miseravelmente obcecados com o sofrimento.

#2. Se você acha que tem um problema, você tem um problema

Muitas vezes nós somos o nosso pior inimigo. A felicidade depende realmente de nossa perspectiva.
Se você acha que algo é um problema, então seus pensamentos e emoções serão negativos. Mas você acha que está passando por algo que pode aprender, então, de repente, isso não é mais um problema.

#3. A mudança começa em você mesmo

O seu mundo exterior é um reflexo do seu mundo interior. Você não conhece pessoas que as vidas são caóticas e estressantes? E não é verdade que, em grande parte elas se sentem assim por dentro?
Nós gostamos de pensar que as mudanças em nossa rotina nos mudam. Mas, dando um passo atrás, precisamos mudar a nós mesmos antes que as circunstâncias mudem.

#4. Não existe aprendizagem maior do que falhar

Você deve eliminar a palavra fracasso de seu vocabulário. Todas as grandes pessoas que já alcançaram alguma coisa falharam.
Thomas Edison disse algo como “eu não falhei em inventar a lâmpada, eu encontrei primeiramente, 99 maneiras de que a ideia não funcionava”.
Tire as chamadas falhas do caminho e aprenda alguma coisa com elas. Depois disso, aprenda como fazer melhor da próxima vez.
Lembre-se que falhar é uma lição de aprendizado.

#5. Se algo não acontece como planejado, significa que o melhor aconteceu

Isso é bem difícil de acreditar, mas é a mais pura verdade. Normalmente, quando olhamos para trás em nossa vida, somos capazes de ver por que essa era a melhor alternativa.
Talvez o trabalho que você não conseguiu teria feito você passar mais tempo longe da sua família, e o que você conseguiu era mais flexível.
Apenas tenha fé que tudo acontece exatamente do jeito que deveria.

#6. Aprecie o presente

Este momento nunca voltará. E há sempre algo preciso a cada momento. Então não deixe passar por você em branco.
Em breve será apenas uma lembrança. Mesmo que momentos que não parecem felizes possam ser encarados como algo que você pode perder, algum dia.

#7. Deixe o desejo de lado

A maioria das pessoas vivem com a mente anexada a desejos. Isso significam que nossas mentes ficam ligadas a um desejo e quando não realizamos esses desejos, nossas emoções despencam em negatividade.
Em vez disso, tente praticar uma mente isolada. Isso significa que, quando você quer algo, você ainda será feliz conseguindo ou não. Faça com que suas emoções permaneçam felizes ou neutras.

#8. Compreenda e seja grato por seus medos

O medo pode ser um grande professor. E vencer o medo também pode fazer você se sentir vitorioso.
Por exemplo, muita gente tem medo de falar em público (esse é um dos 3 principais medos dos seres humanos). Então, quando você perder o medo e conseguir falar de maneira bem humorada na frente de todos, vai se sentir vitorioso.
Superar seus medos requer apenas prática. O medo é apenas uma ilusão e, acima de tudo, é opcional.

#9. Experimente a alegria

Acredite ou não, muitas pessoas não deixam de se divertir com o que acontece ao seu redor. E, muitas vezes essas pessoas nem sabem porque se divertem nessas situações.
Algumas pessoas são realmente viciadas em seus problemas e o caos envolvido nisso tudo faz com que eles nem saibam quem são.
Portanto, permita-se ser feliz. Mesmo que seja apenas por um breve momento, é importante se concentrar em alegria, e não em dificuldades.
Não tenha medo de experimentar a alegria.

#10. Não se compare com os outros

Mas se você se comparar, compare com quem tem menos do que você. Está desempregado? Seja grato por viver em um país que dá seguro desemprego, porque a maioria das pessoas do mundo vivem com menos de 750 dólares ao ano.
Você não se parece com a Angelina Jolie? Acredito que existem mais pessoas que não se parecem do que pessoas que parecem.

#11. Você não é uma vítima

Você precisa parar de ver tudo pelo seu próprio ponto de vista. Você é apenas uma vítima de seus próprios pensamentos, palavras e ações.
Ninguém faz alguma coisa contra você. Você é o criador de sua própria experiência. Assuma a responsabilidade pessoal e perceba que você pode sair de suas dificuldades.
Nós só precisamos começar a mudar pensamentos e ações. Abandone a sua mentalidade de vítima e torne-se um vitorioso.

#12. Tudo muda

E isso também vai passar. Quando estamos presos em uma situação ruim, pensamos que não há nenhuma maneira de resolver os problemas.
Achamos que nada vai mudar. Mas uma hora tudo muda. Nada é permanente, exceto a morte. Então, saia do hábito de pensar que as coisas serão sempre assim. Elas não serão.
Mas você precisa agir para que as coisas mudem. Isso não vai acontecer magicamente por conta própria.

#13. Tudo é possível

Milagres acontecem todos os dias. E realmente eles acontecem. Confie e acredite que tudo é possível. Coisas incríveis acontecem o tempo todo.
Você só precisa acreditar nisso e, agir em conformidade. Uma vez que você fizer isso, você já ganhou a batalha.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

É PRECISO IR EMBORA


Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo.
Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua empregada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso. É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Austrália.
Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas."

Antônia Macchi