sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Experiencia de Vida

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítica de mim mesmo. Eu me tornei meu próprio amigo .. Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão “avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumada, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 &70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido ... eu vou.

Vou andar na praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.

Eles, também, vão envelhecer.

Eu sei que eu sou às vezes esquecida. Mas há algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu me recordo das coisas importantes.

Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar seu coração quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.

Eu sou tão abençoada por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.

Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.

Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você se preocupa menos com o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.

Eu ganhei o direito de estar errado.

Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velha. A velhice me libertou. Eu gosto da pessoa que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, eu não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Uma pequena dose de Clarice

"Não me deem fórmulas certas,
porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
porque vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual, porque
sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza
não serei a mesma para sempre."




quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Neuras de Mulher

Neuras de Mulher.


Autoria: Nora Borges
(uma pernambucana hoje residente em Madri)

Visita de rotina aos médicos.
Todo ano a mesma peregrinação...
Mastologista,ginecologista, oftalmologista, dentista...
Mas um dia, resolvi incluir um 'ISTA' novo na minha odisséia...
um DERMATOLOGISTA.
Já era hora de procurar uns creminhos mágicos para tentar retardar ao máximo as marcas da inevitável entrada nos ENTA.
Para ser sincera e nem um pouco modesta, entrei gloriosa nesta seita .
Com direito a uma festa memórável, que durou até as 10 horas da manhã do dia seguinte.
Festa com música ao vivo, Los Anos Dorados, na melhor
boite da cidade, todos os amigos, fotografias...tudo maravilhoso.
Na verdade, sentia-me espetacular. Tudo certo.
Ninguém podia cantar para mim a ridí­cula frase da Calcanhoto 'nada ficou no lugar...'
Mas não sei o que deu no espelho lá de casa, que resolveu, do dia para a noite, tomar ares de conto de fadas.
Aliás, de bruxas. E mostrar coisinhas que nunca haviam aparecido. (Ou eu não havia notado?)
Pontinhos azuis nos tornozelos, pintinhas negras no colo, nos braços, bolinhas vermelhas na bunda...olheiras mais profundas...
Como assim???
Assim...sem avisar nem nada.
De repente o idiota resolveu mostrar e pronto.
Ah, não. Isso não vai ficar assim.
ISTA novo na lista do convênio.
O melhor. Queria o melhor especialista de todos os ISTAS.
Achei. Marquei. E fui tão nervosa quanto para um encontro ' bem intencionado' daqueles que a gente escolhe a roupa í­ntima com cuidado, que é para não fazer feio...nem parecer que foi uma escolha proposital... Sabe como é, né?
Pois sim. O sujeito era um dermatologista famoso.
Via e futucava a pele de toda a nata feminina e masculina da cidade. Assim, me armei de humildade.
Disposta a mostrar cada defeitinho novo que estava observando,
através do maquiavélico e ex-amigo espelho de meu quarto.
Depois de fazer uma ficha com meus dados, o 'doutor' me olhou, finalmente nos olhos, e perguntou:
'O que lhe trouxe aqui?'
Fiquei vermelha como um tomate. E muda.
Ele sorriu e esperou.
Quase de olhos fechados, desfiei minhas queixas.
Ele observou ' in loco' cada uma delas, com uma luz de 200wtz e uma lupa... e começou o seu diagnóstico.
-'As pintinhas são sinais de sol, por todo o sol que já tomou na vida. Com a IDADE (tóin!) elas vão aparecendo, cada vez mais numerosas.
Vai precisar de um protetor solar para sair de casa pela manhã, mesmo sem ir à praia.
Para dirigir mesmo. Braços e pernas e rosto e pescoço.
- E praia?
- Evite. Só de 6 às 10 da manhã, sob proteção máxima, guarda sol, óculos e chapéu.
Bronzear-se, nunca mais.'
-Ahmmm... (a turma só chega às 11:00 !!!!)
-'Os pontinhos azuis são pequenos vasos que não suportam a pressão do corpo sobre os saltos altos. Evite. Sapatos com solado anabela ou baixos, de preferência.
Compre uma meia elástica, Kendall, para quando tiver
que usar os saltos altos.'
-Ahmmmaaaa...(Kendall???e as minhas preciosas sandalinhas???)
-As bolinhas na bunda são normais, por causa do calor. Para evitá-las use mais saias que calças.
Evite o jeans e as calcinhas de lycra. As de algodão puro são as melhores...e folgadas.'
-Ahmnunght???? (e pude ' ver' as de minha mãe, enormes, na cintura, de florzinhas cor de rosa.....vou chorar!)
-As olheiras são de famí­lia. Não há muito o que fazer. Use esse creminho à noite, antes de dormir e procure não dormir tarde.
Alimentação leve, com muita fruta e verdura, pouca carne e muito peixe.
Nada de tabaco, nem alcool... nem café.'
E a histérica aquí­ começou a rir...
Agradeci, peguei suas receitinhas e saí­ rindo, rindo... me
dobrando de tanto rir!
No carro comecei a falar sozinha... tudo o que deveria ter dito e não disse:
Trabalho muito, doutor... muitas noites vou dormir às 2h,
escrevendo e lendo. Bebo e fumo. Tomo café.
Saio pelas noites de boemia com os amigos e os violões para
as serenatas de lua cheia....e que noites!!!!
Adoro os saltos, principalmente nas sandálias fininhas.
Impossí­vel a meia elástica (argh!!).
Calcinhas de algodão? E folgadas???
Adoro as justinhas e rendadas...
E não abandono meu jeans nem sob ameça de morte!!!
É meu melhor amigo!!!!
Dormir lambuzada? Neste calor?
E minhas duchas frias com sabonete Johnson para ficar fresquinha como um bebê, cada noite?
E nada de praia??? O senhor está louco é???? Endoideceu foi???
Moro em Recife, com esse mar e tudo... e tenho só 40 anos... meia vida inteira pela frente!!!
Doutor Fulustreco, na minha idade não vou viver como se tivesse feito trinta anos em um!!! Até um dia desses tinha 39... e agora em vez de 40 estou fazendo 70???
Inclua aí­ na sua lista de remédios para as de 40 a 60, MEIA
LUZ...
Acho que é só isso que eu preciso.
Um bom abajur com uma luz de 15wts...
E um namorado que use óculos... É isso.. só isso !!! Entendeu????'
Parei no sinal e olhei de lado... e um garoto de uns 25 anos piscou o olho para mim. Ah... e ele nem usava óculos!
Nunca fiz o que me recomendou o fulustreco ista..
Minhas olheiras são parte de meu charme. E valem o que faço pelas noites a dentro... ah!!! se valem!
As bolinhas da bunda desapareceram com uma solução caseira de vitamina A, que quase todas as mulheres usavam e eu não sabia, até que contei minha historinha do 'bruxo mau'.
Os sinaizinhos estão aqui... sem grandes alardes... e até que já acho bonitinho.
O espelho é muito menor...o outro eu dei a minha filha.
E meu namorado diz que estou cada dia mais linda! Principalmente quando estou de saltos e rendas, disposta a encarar uma noite de vinhos e música.
É claro que ele usa óculos.
Mas quando quero ficar fatal, tiro os seus óculos...
e acendo o abajur.



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Respeite as diferenças

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas. O pássaro insistiu para que o vôo entrasse. O peixe, para que o nado fizesse parte do currículo também. A toupeira achou que cavar buracos era fundamental. O coelho queria de qualquer jeito a corrida.

E assim foi...

Incluíram tudo, mas cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todas as disciplinas. O coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar. Colocaram-no numa árvore e disseram: - Voa, coelho! Ele saltou lá de cima e quebrou as pernas. Não aprendeu a voar e acabou sem poder correr também. O pássaro voava como nenhum outro, mas o obrigaram a cavar buracos como uma toupeira. Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, nem cavar buracos.

Moral da história:

Todos nós somos diferentes. Cada um tem uma coisa de bom. Não podemos forçar os outros a serem parecidos conosco. Desta forma, acabaremos fazendo com que eles sofram, e no final, não serão nem o que nós queríamos, nem o que eles eram em sua essência.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Batatas

Um professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de plástico para a aula. Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem dentro da bolsa.
Quase todas as bolsas ficaram muito pesadas. A tarefa era a seguinte: Durante uma semana os alunos tinham que levar a bolsa com as batatas para todos os lados.
As batatas foram apodrecendo naturalmente com o tempo. O fato de ficar atento à bolsa, para não esquecê-la em nenhum lugar, fazia com que os alunos deixassem de prestar atenção a outras coisas que eram importantes para eles. O incômodo de carregar a bolsa, o tempo todo, acabou mostrando o tamanho do peso que tem a mágoa.
Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o estresse e roubando nossa alegria.
Perdoar e deixar esses sentimentos irem embora é a única forma de trazer de volta a paz e a calma.
Para não carregar essa bolsa cheia de mágoas, jogue fora suas "batatas" e deixe o ressentimento de lado.
Faz bem para você, para a vida e para quem está perto de você.

sábado, 26 de novembro de 2011

Como montar nossa árvore de Natal

União
Alegrias
Esperanças
Amor. Sucesso
Realizações Luz
Respeito Harmonia
Saúde Solidariedade
Felicidade Humildade
Confraternização Pureza
Amizade Sabedoria. Perdão
Igualdade Liberdade. Boa - Sorte
Sinceridade Paz, Paz Fraternidade
Equilíbrio Dignidade Benevolência
Fé Bondade. Paciência. Gratidão

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nada Acontece por Acaso

Um dia, um rapaz pobre que vendia mercadorias de porta em porta para pagar seus estudos, viu que só lhe restava uma simples moeda de dez centavos e tinha fome.
Decidiu que pediria comida na próxima casa.
Porém, seus nervos o traíram quando uma encantadora mulher jovem lhe abriu a porta.
Em vez de comida, pediu um copo de água.
Ela pensou que jovem parecia faminto e assim lhe deu um grande copo de leite.
Ele bebeu devagar e depois lhe perguntou:
- Quanto lhe devo?
- Não me deves nada.
- Respondeu ela.
E continuou:
- Minha mãe sempre nos ensinou a nunca aceitar pagamento por uma oferta caridosa.
Ele disse:
- Pois te agradeço de todo coração.
Quando Antônio saiu daquela casa, não só se sentiu mais forte fisicamente, mas também sua fé em Deus e nos homens ficou mais forte.
Ele já estava resignado a se render e deixar tudo.
Anos depois, essa jovem mulher ficou gravemente doente.
Os médicos locais estavam confusos.
Finalmente a enviaram à cidade grande, onde chamaram um especialista para estudar sua rara enfermidade.
Chamaram o Dr. Antônio.
Quando escutou o nome do povoado de onde ela viera, uma estranha luz encheu seus olhos.
Imediatamente, vestido com a sua bata de médico, foi ver a paciente.
Reconheceu imediatamente aquela mulher.
Determinou-se a fazer o melhor para salvar aquela vida.
Passou a dedicar atenção especial àquela paciente.
Depois de uma demorada luta pela vida da enferma, ganhou a batalha.
O Dr. Antônio pediu a administração do hospital que lhe enviasse a fatura total dos gastos para aprová-la.
Ele a conferiu, depois escreveu algo e mandou entregá-la no quarto da paciente.
Ela tinha medo de abri-la, porque sabia que levaria o resto da sua vida para pagar todos os gastos.
Mas finalmente abriu a fatura algo lhe chamou a atenção, pois estava escrito o seguinte:
"Totalmente pago há muitos anos com um copo de leite ass.: Dr. Antônio.
Lágrimas de alegria correram dos olhos da mulher.