quinta-feira, 29 de julho de 2010

Os Dez Mandamentos da Terceira Idade


1º - Não se aposente da vida pra se tornar a praga da família. A vida é atividade, e o verdadeiro elixir da eterna juventude é o dinamismo. Não despreze as ocupações enquanto tiver energia para as lutas cotidianas.

2º - Seja independente e preserve a sua liberdade, mesmo que seja dentro de um quartinho. Quem renuncia ao próprio lar, obriga-se a andar na ponta dos pés, pra evitar atritos com noras, genros, netos e outros parentes.

3º - Mantenha o governo da sua própria bolsa. Ajude os seus filhos financeiramente, na medida das suas posses; reserve uma parte para emergências, e lembre-se de que um filho ambicioso pode ser mais temível que um inimigo.

4º - Cultive a arte da amizade como se fosse uma planta rara, cercando os familiares de cuidados, como se fossem flores. Se a sua memória estiver falhando, anote numa agenda sentimental as datas mais importantes das suas vidas, e compartilhe com eles a alegria de estar presente.

5º - Cuide da sua aparência e seja o mais atraente possível. Não seja um daqueles velhos relaxados, que exibem caspa na gola do paletó e manchas de gordura na roupa, que revelam o cardápio da semana. Nunca despreze o uso de água e sabão.

6º - Seja cordial com os seus vizinhos. Evite implicar-se com o latido do cachorro, o miado do gato, o lixo fedorento na calçada ou o volume do rádio. Um bom vizinho é sempre um tesouro, especialmente se os parentes morarem distantes.

7º - Cuidado com o nariz, e não se intrometa na vida dos filhos adultos. Eles são seres com cérebro, coração, vontade, e contam com muitos anos para cometerem os seus próprios erros.

8º - Fuja do vício mais comum da velhice, que é a "presunção". A longa vida pode não lhe ter trazido sabedoria. Há muitos que chegam ao fim da jornada, tão ignorantes como no início dela.
Deixe que a "humildade" seja a sua marca mais forte.

9º - Os cabelos brancos não lhe dão o privilégio de ser ranzinza e inconveniente. Lembre-se de que toda paciência tem limite, e que não há nada mais desagradável do que alguém desejar a sua morte.

10º - Não seja repetitivo, contando a mesma história três, quatro, cinco vezes. Quem olha só para o passado, tropeça no presente e não vê a passagem para o futuro.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Pontes da União


Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado.
Mas agora tudo havia mudado.
O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas,
seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.
- Estou procurando trabalho, disse um homem.
Talvez você tenha algum serviço para mim.
- Sim, disse o fazendeiro. Claro! Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu vizinho.
Na realidade do meu irmão mais novo.
Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro?
Pois use para construir uma cerca bem alta.
- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro.
Mostre-me onde estão a pá e os pregos.
O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade.
O homem ficou ali cortando, medindo, trabalhando o dia inteiro.
Quando o fazendeiro chegou, não acreditou no que viu: em vez de cerca, uma ponte foi construída ali, ligando as duas margens do riacho.
Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou:
- Você foi atrevido construindo essa ponte depois de tudo que lhe contei.
Mas as surpresas não pararam ai.
Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão se aproximando de braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio.
O irmão mais novo então falou:
- Você realmente foi muito amigo construindo esta ponte mesmo depois do que eu lhe disse.
De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte.
O carpinteiro que fez o trabalho partiu com sua caixa de ferramentas.
- Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você.
E o carpinteiro respondeu:
- Eu gostaria, mas tenho outras pontes a construir...
Já pensou como as coisas seriam mais fáceis se parássemos de construir cercas e muros e passássemos a construir pontes com nossos familiares, amigos, colegas do trabalho e principalmente nossos inimigos...
O que você está esperando? Que tal começar agora !!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Vocabulário da vida


Adeus:
É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
Amigo:
É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.
Amor ao próximo:
É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
Caridade:
É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
Ciúme:
É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
Lágrima:
É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
Mágoa:
É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar
Netos:
É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
Orgulho:
É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
Perdão:
É uma alegria que a gente dá e que pensava que jamais a teria.
Pessimismo:
É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
Paz:
É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.
Raiva:
É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
Simplicidade:
É o comportamento de quem começa a ser sábio.
Saudade:
É estando longe, sentir vontade de voar; e estando perto, querer parar o tempo.
Solidão:
É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
Ternura:
É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
Sinceridade:
É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

26 de Julho - Dia da Vovó



Chega de tanta injustiça
de castigo e confusão!
Vou pra casa da vovó,
não tem outra solução!

Estou mesmo decidido
e pra sempre eu me mudo.
Aqui eu não posso nada
e por lá eu posso tudo!

Posso comer chocolate,
posso até me empanturrar.
Posso comer sobremesa
até antes do jantar.

Mesmo que eu faça bagunça,
vovó não briga comigo.
Se eu beliscar o irmãozinho,
vovó não me põe de castigo!

Vou fazer a minha mala,
meu carrinho eu vou levar.
Vou levar o meu cachorro
e o meu jogo de armar.

Vou levar meu travesseiro,
levo também meu pião,
pego os meus livros de história
e o meu time de botão.
Levo as coisas que eu gosto,
pra ter tudo sempre a mão:
levo também o papai,
a mamãe e o meu irmão!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Anote hoje


Anote quanto auxílio poderá você prestar ainda hoje.
Em casa, pense no valor deste ou daquele gesto de cooperação e carinho.
No relacionamento comum, faça a gentileza que alguém está aguardando.
No grupo de trabalho, ouça com bondade a frase mais infeliz e não passe adiante.
Ofereça apoio e compreensão ao colega em dificuldade.
Estimule o serviço com expressões de louvor.
Quando puder, procure resolver os problemas sem alardear seu esforço.
Em qualquer lugar, pratique a boa influência.
Desculpe falhas alheias, consciente de que você também pode errar.
Observe quanto auxílio poderá você desenvolver ao trânsito, respeitando sinais.
Acrescente paz e reconforto à dádiva que fizer.
Evite gritar para não chocar a quem ouve.
Pague a sua pequena prestação de serviço à comunidade, conservando a limpeza onde passe.

sábado, 17 de julho de 2010

Um Grande Homem


Nós homens nos caracterizamos por ser o sexo forte, embora muitas
vezes caiamos por debilidade.
Um dia, minha irmã chorava em sua casa..
Com muita saudade, observei que meu pai chegou perto dela e perguntou
o motivo de sua tristeza.
Escutei-os conversando por horas, mas houve uma frase tão especial que
meu pai disse naquela tarde, que até o dia de hoje ainda me recordo a
cada manhã e que me enche de força.
Meu pai acariciou o rosto dela e disse:
“Minha filha, apaixone-se por Um Grande Homem e nunca mais voltará a chorar".
Perguntei-me tantas vezes, qual era a fórmula exata para chegar a ser
esse grande homem e não deixar-me vencer pelas coisas pequenas..
Com o passar dos anos, descobri que se tão somente todos nós homens
lutássemos por ser grandes de espírito, grandes de alma e grandes de
coração,
O mundo seria completamente diferente!
Aprendi que um Grande Homem... não é aquele que compra tudo o que
deseja, porque muitos de nós compramos com presentes a afeição e o
respeito daqueles que nos cercam.
Meu pai lhe dizia:
"Não se apaixone por um homem que só fale de si mesmo, de seus
problemas, sem preocupar-se com voce... Enamore-se de um homem que se
interesse por voce, que conheça suas forças, suas ilusões, suas
tristezas e que a ajude a superá-las.
Não creia nas palavras de um homem quando seus atos dizem o oposto.
Afaste de sua vida um homem que não constrói com voce um mundo
melhor.. . Ele jamais sairá do seu lado, pois voce é a sua fonte de
energia..
Foge de um homem enfermo espiritual e emocionalmente, é como um
câncer, matará tudo o que há em voce
( emocional, mental, física, social e economicamente)
"Não dê atenção a um homem que não seja capaz de expressar seus
sentimentos, que não se ame saudavelmente.
Não se agarre a um homem que não seja capaz de reconhecer sua beleza
interior e exterior e suas qualidades morais.
Não deixe entrar em sua vida um homem a quem tenha que adivinhar o que
quer, porque não é capaz de se expressar abertamente.
Não se enamore de um homem que ao conhece-lo, sua vida tenha se
transformado em um problema a resolver e não em algo para desfrutar”.
“Não creia em um homem que tenha carências afetivas de infância e que
trata de preenche-las com a infidelidade, culpando-a, quando o
problema não está em voce, e sim nele, porque não sabe o que quer da
vida, nem quais são suas prioridades”.
Por que querer um homem que a abandonará se voce não for como ele
pretendia, ou se já não é mais “ útil ”? …
Por que querer um homem que a trocará por um cabelo ou uma cor de pele
diferente, ou por uns olhos claros, ou por um corpo mais esbelto?
Por que querer um homem que não saiba admirar a beleza que há em voce,
a verdadeira beleza… a do coração?
Quantas vezes me deixei levar pela superficialidade das coisas,
deixando de lado aqueles que realmente me ofereciam sua sinceridade e
integridade e dando mais importancia a quem não valorizava meu
esforço?
Custou-me muito compreender que GRANDE HOMEM não é aquele que chega no
topo, nem o que tem mais dinheiro, casa, automóvel, nem quem vive
rodeado de mulheres, nem muito menos o mais bonito.
Um grande homem, é aquele ser humano transparente, que não se refugia
atrás de cortinas de fumaça, é o que abre seu coração sem rejeitar a
realidade, é quem admira uma mulher por seus alicerces morais e
grandeza interior.
Um grande homem é o que cai e tem a suficiente força para levantar-se
e seguir lutando…
Hoje minha irmã está casada e feliz, e esse Grande Homem com quem se
casou, não era nem o mais popular, nem o mais solicitado pelas
mulheres, nem o mais rico ou o mais bonito.
Esse Grande Homem é simplesmente aquele que nunca a fez chorar… é quem
no lugar de lágrimas lhe roubou sorrisos…
Sorrisos por tudo que conquistaram juntos, pelos triunfos alcançados,
por suas lindas recordações e por aquelas tristes lembranças que
souberam superar, por cada alegria que repartem e pelos 3 filhos que
preenchem suas vidas.
Esse Grande Homem ama tanto a minha irmã que daria o que fosse por ela
sem pedir nada em troca...
Esse Grande Homem a quer pelo que ela é, por seu coração e pelo que
são quando estão juntos.
Aprendamos a ser um desses Grandes Homens, para vivenciar os anos
junto de uma Grande Mulher e nada nem ninguém nos poderá vencer!

Arnaldo Jabour

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Professor Golfinho


O professor golfinho era sábio e tolerante.
Achava que os castigos não davam resultados e preferia sempre convencer os alunos da necessidade de estudar a sério.
Mas os alunos não lhe prestavam a menor atenção.
O professor golfinho sofria com isso, mas não dizia nada.
Nunca se chateava e nem se queixava.
As travessuras durante a aula aumentavam cada vez mais.
Uma tarde, o ursinho quis pregar um belo susto à esquilinha.
Levantou-se de sua carteira sem pedir autorização ao professor e, quando já estava se aproximando de sua colega, tropeçou em um armário, fazendo com que este caísse em cima da cabeça do professor golfinho.
O professor teve de ficar ausente da classe por vários dias, e foi contratado para substituí-lo o professor atum, que era conhecido em todo o oceano por sua severidade.
Castigava a turma inteira pelo menor deslize de qualquer aluno.
- O primeiro que ousar fazer bagunça, leva quarenta reguadas e é expulso do colégio! costumava dizer o professor atum.
Como era de se esperar, todos os alunos da turma tinham saudades do professor golfinho.
Mal podiam esperar que retornasse às aulas.
Chegaram a se comprometer com ele que iriam portar-se muito bem e que estudariam muito.
Quando se restabeleceu, o professor golfinho voltou para sua turma, que chegou a ser a mais brilhante e estudiosa de toda a escola.
O professor tinha demonstrado que a tolerância e a persuasão são sempre preferíveis aos castigos.
Todos reconheceram, afinal, que seu método de ensino, baseado no amor e na tolerância davam ótimos resultados.