quinta-feira, 11 de março de 2010

Para refletir

Muita gente anda vivendo por viver,
parece que andam fugindo de si mesmas,
com medo de encararem a realidade.
Que adianta o apartamento enorme se a alma está vazia,
que adianta o carro luxuoso se o medo te acompanha?
Que adianta o celular último tipo se quem você quer não te liga,
que adianta a promoção se o emprego não te traz satisfação?
Que adianta o namoro de anos se não existe mais alegria,
pra que esse casamento de fachada,se você já sabe de todas as traições?
Que adianta essa oração na hora do desespero,
se Deus esteve sempre presente e você nunca o procurou?
De que adianta essa cara fechada,
se nós não temos nada a ver com seus problemas?
que adianta chutar o cachorro,
se ele nem te conhece e você vai continuar doente?
Que adianta o remédio para pressão, se você continua fumando,
que adianta o conselho, se você continua agindo a sua maneira,
que adianta o guia, se você está cego?
Que adianta o choro, se o amor acabou,
que adianta a comida, se a fome passou,
pra quê o calmante, se ele não te acalma,
que adianta gastar tanto no casamento que
já nasce cheio de dúvidas, e o pior, cheio de dívidas?
Melhor seria viver simplesmente a vida e toda a sua beleza,
estudar por prazer, trabalhar no que gosta, mesmo ganhando menos,
ficar só e ter a melhor companhia, porque antes só do que mal acompanhado.
Viver em um casebre limpo e arejado onde todos se falam,
se beijam e se abraçam, onde uma casa vira lar.
Melhor andar a pé que morrer de nervoso ao volante no trânsito,
e para ser mais feliz, melhor é amar com simplicidade,
as pessoas, os animais, a natureza, tudo sem frescura,
não ter vergonha de abraçar e demonstrar o seu amor,
como crianças que abraçam às árvores com ingenuidade,
que conversam com as plantas, com seus cachorrinhos,
e que ouvem as respostas que nós, adultos tão esclarecidos,
não conseguimos ouvir, e por isso estamos morrendo,
cada dia um pouco, lentamente na tristeza que nos consome,
no vazio de querer sempre mais daquilo que nem sabemos o que é.
Pare, pense e mude.
Ainda dá tempo de ser simplesmente feliz,
só depende da sua atitude,
só depende de você e o dia é hoje.
Pense nisso.

Paulo Roberto Gaefke

terça-feira, 9 de março de 2010

Não adiar nada é o melhor segredo de quem conhece o valor do tempo.
Quando deixamos alguma coisa par aamanhã, não pensamos que cada dia e cada hora traz uma nova tarefa.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulher Coragem

Meu nome? Mulher!
Será que você quer
meu sobrenome, também?
Pois bem,
Coragem!
Sou a imagem
de todas as mulheres
que você já conheceu.
Sou a mãe,
aquela que lhe deu
a vida e o amor.
Sou a que sangra de dor
pelas injustiças cometidas.
Sou aquela que, também,
sangra mensalmente
e com isso se sente
um bichinho acuado
quando seus hormônios
estão alterados.
Sou fogo que queima,
água que resfria,
sou diversos sons,
sou a mais doce melodia.
Sou incerta e incapaz,
forte e audaz,
sou pouco, sou demais.
Sou cores diferentes,
às vezes, florescentes.
Sou sinônimo de sedução,
sou leve como uma pluma,
pesada como um avião.
Sou fraca como a formiga,
forte como o dragão.
Sou a grande amiga,
aquela que vai recuperar
tudo que a vida estilhaçar.
Sou a certeza, a garantia,
a força, a energia,
a tristeza, a alegria.
Sou imprevisível e sensível,
sou inesquecível.
Sou perfeita e toda errada,
direita e desgovernada.
Sou louca e equilibrada,
mansa e alterada.
Tudo depende das fases da lua
e de como sou tratada.
Sou altiva e idolatrada,
às vezes, apenas solidão
e, completamente, isolada
de toda a multidão.
Sou a presença na ausência,
o domínio, a submissão.
Sou, literalmente, coração.
Por isso, tente entender,
as mulheres são obras de arte,
nem sempre perfeitas,
mas foram feitas
pelo grande escultor,
o divino Criador.
Meu nome?
Mulher Coragem,
aquela que reuniu dentro de si
diversos defeitos e muitas qualidades.

domingo, 7 de março de 2010

Continuarei...


Como um mote contínuo...
Continuarei a acreditar, mesmo que todos percam a esperança...
Continuarei a amar, ainda que todos destilem ódio...
Continuarei a construir, ainda que os outros tudo destruam...
Continuarei a falar de Paz, ainda que no meio de muitas guerras...
Continuarei como luz, mesmo que tudo se faça escuridão...
Continuarei a semear, ainda que todos pisem na colheita...
E continuarei a gritar, ainda que todos se calem, para desenhar sorrisos nas faces marcadas pelas lágrimas da agonia.
E transmitirei alívio, aonde quer que eu veja a dor...
E oferecerei motivos de alegria, mesmo que só existam razões para tristeza...
Convidarei a caminhar todos aqueles que já decidiram sair da caminhada...
E levantarei os braços daqueles que já exaustos da vida que se sentirem...
Continuarei assim...
- Porque sei que no meio da desolação sempre haverá alguém que olhará esperançada, querendo algo de mim...
- Porque sei que no meio de uma tormenta, por algum lado sairá o sol e no meio do deserto, crescerá uma planta forte como o vento e bela como a manhã...
- Porque sei que sempre haverá um pássaro que irá cantar, uma criança que irá sorrir e uma borboleta que brindará a beleza da liberdade com a sua presença...
Porém...
Se algum dia vires que eu já não caminho ou não sorrio mais como antes...
Se algum dia vires que diante das coisas eu simplesmente olho e calo - aproxima-te de mim apenas.
Saber da tua presença fará sorrir a minha alma...
Dá-me um beijo, um abraço e oferece-me um sorriso, isso será o bastante, pois seguramente me terei esquecido de que a vida me acabrunhou e me surpreendeu por um momento.
Mas um gesto teu...
Um gesto teu será suficiente para me levar de volta ao meu caminho...
Disso tu nunca esqueças!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Um pouquinho de cada coisa

Tomara que hoje seja assim:
Que o dia amanheça bonito.
Nem quente, nem frio.
Que a condução venha logo e, quando vier,
que sobre um lugar pra você sentar.
Tomara que, dessa vez, o mês caiba no seu salário.
Tomara que o telefone toque com uma notícia feliz.
Tomara que a prova seja fácil.
Que o trânsito esteja livre.
Que o prato do dia seja o seu predileto.
Tomara que você reveja o seu melhor amigo.
Tomara que aquela música linda de doer toque dentro do elevador.
Tomara que alguém lembre de lhe dar os parabéns...
E que, assim, do nada, lhe tirem pra dançar.
Tomara que você ganhe um beijo.
Que ganhe um elogio.
E que seja sorteado.
Tomara que o sapato não aperte.
E que aquela velha calça lhe sirva outra vez.
Tomara que você tenha um acesso de riso, por causa de uma piada.
Tomara que os seus sonhos continuem grandes...
E que sejam muitos.
Mas que você tenha, todos os dias, um pouquinho de cada coisa.

Você mesmo

Lembre-se de que você mesmo é:
O melhor secretário de sua tarefa,
o mais eficiente propagandista de seus ideais,
a mais clara demonstração de seus princípios,
o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e
a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros.
Não se esqueça, igualmente, de que:
O maior inimigo de suas realizações mais nobres,
a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa
a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar,
o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação.
É você mesmo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Não me diz respeito.

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e a sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o portão da fazenda advertindo a todos.
“Tem uma ratoeira na casa.”
A galinha que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
“desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.”
O rato foi ate o cordeiro e disse a ele:
“tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira.”
“Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer a não ser orar, fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas orações.”
O rato dirigiu-se então a vaca. E ela disse:
“O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Pôr acaso estou em perigo? Acho que não!”
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouvi-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a calda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.
Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal – a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o cordeiro.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco."