quinta-feira, 11 de junho de 2009

Busque um Amante!!

Amante é 'aquilo que nos apaixona'.
É o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música ou na política, no esporte ou no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente ou na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...
Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz 'namorar' a vida e nos afasta do triste destino de 'ir levando'.
E o que é 'ir levando'?
É ter medo de viver.
É vigiar a forma como outros vivem, é se deixar dominar pela pressão, é perambular por consultórios médicos, é tomar remédios multicoloridos, é afastar-se do que é gratificante, é observar decepcionado cada ruga que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou frio, com a umidade ou a chuva.
'Ir levando' é adiar a possibilidade de desfrutar o 'hoje', fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.
Por favor, não se contente com 'ir levando', procure ou busque um amante, seja também um amante e um protagonista da SUA VIDA.
Acredite: o trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver, por isso, sem mais delongas, procure um amante.
'Para se estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida'.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Quando as feias ficam bonitas

Vinicius já dizia: “as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”.
Ele tem razão - em parte.
Quem não sabe que na escolha de uma secretária, em igualdade de condições, ganha o emprego a mais bonita?
Quem não sabe que os homens babam pelas mulheres bonitas, que nem precisam ser muito inteligentes ou ter charme?
Numa praça cheia de crianças brincando, logo se faz uma festinha na cabeça de uma delas, de preferência a loirinha de olhos azuis, dizendo “que linda”.
E as atrizes de cinema, em sua maioria, são todas deusas de beleza, a não ser aquelas que existem para fazer o papel de más, ou só de feias mesmo.
E das manequins, nem se fala. Será preconceito? Não se pode ser feia neste mundo?
A resposta era não, até que aconteceu Susan Boyle.
Para quem não sabe -e devem ser poucos-, essa mulher de 47 anos saiu de um vilarejo na Escócia para se apresentar num programa de calouros.
Ela era feia, muito feia, os cabelos penteados de maneira inexplicável, mal vestida, e confessou antes de cantar que, além de ser solteira, nunca tinha beijado ninguém.
O auditório e o júri riram; um riso debochado, quase de desprezo.
E afinal, dizer que uma mulher é feia beira o politicamente incorreto.
Mas não dá para negar que o preconceito existe.
A não ser que a feiúra seja compensada pelo dinheiro, pelo poder ou por um grande talento, em qualquer lugar onde existam muitas pessoas, as feias -e estou falando sobretudo das mulheres- ficarão num canto, sem ter nem com quem conversar.
Voltando a Susan Boyle; ela ouviu todos os risinhos da plateia, não se apavorou, e quando abriu a boca para cantar, foi um espanto, porque ela tinha uma voz simplesmente maravilhosa.
Se fosse uma mulher linda com aquela voz, seria um espetáculo quase banal, mas sendo feia como ela é, foi uma apoteose, e detalhe: todos se esqueceram de sua feiúra.
E penso em quantas mulheres feias devem ter seus talentos, mas lhes falta coragem para se expor, mostrá-los publicamente.
E como suas vidas poderiam ser diferentes, mais felizes, se elas tivessem essa coragem (e também se não houvesse esse cruel preconceito com as pessoas feias).
A vida de Susan Boyle vai mudar; vão produzi-la, vesti-la, e ela provavelmente vai virar uma estrela e arranjar logo logo um marido.
Será mais feliz, quando tudo isso acontecer? Talvez sim, talvez não, porque as mulheres de grande sucesso nem sempre são felizes.
Mas essa mulher corajosa deu uma grande lição ao mundo em geral e às mulheres feias em particular: que elas descubram seus talentos -todo mundo costuma ter algum- e os mostre ao mundo sem nenhum constrangimento ou pudor.
E o que é a beleza, afinal? Apenas um conceito, a palavra da moda.
Porque o que era bonito há 200 anos é feio atualmente, e o que é bonito hoje será medonho daqui a 200 anos.
Por isso, mulheres que se acham feias, deixem de lado o medo e partam para a luta, pois neste mundo há lugar para todas, bonitas ou feias; Susan Boyle não encontrou o seu?

Danuza Leão

domingo, 7 de junho de 2009

Bordado

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, brincando perto ela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando.
Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
- Mãe, o que a senhora está fazendo?
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso.
Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos.
Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?
- Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?
- Por que estavam cheios de pontas e nós?
- Por que não tinham ainda uma forma definida?
- Por que demorava tanto para fazer aquilo?
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
- Filho, venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer!
Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
- Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
- Pai, o que estás fazendo?
Ele parece responder:
- Estou bordando a sua vida, filho.
E eu continuo perguntando:
- Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem.
Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.
O Pai parece me dizer: 'Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim e... Eu farei o meu trabalho.
Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição.
'Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
s coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida!
Do outro lado, Deus está bordando...

Prof. Damásio de Jesus

sábado, 6 de junho de 2009

Um MEIO ou uma DESCULPA?


Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam Sol à beira da piscina.
O mundo não está nem aí, se vc está cansado ou triste, ele não para.
E quem vive lamentando ou reclamando da vida nunca vai conseguir chegar em lugar nenhum.
A realização de um sonho depende de dedicação.
Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA, e isso vale pra tudo na vida!!
Por Roberto Shinyashiki

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Deixe a raiva secar!

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.
Julia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistencia da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.
Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:"Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações.
Mas a mãe, com muito carinho ponderou: Filhinha, lembra daquele dia quando voce saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa voce queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.Voce lembra o que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
Pois é, minha filha, com a raiva e a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro.
Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão.
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que voce havia me emprestado.Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para voce.
Espero que voce nao fique com raiva de mim. Não foi minha culpa."
- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou.
E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Nunca tome qualquer atitude com raiva.
A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.
Assim voce evitara cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situacão difícil.
Lembre-sesempre: Deixe a raiva secar!

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ser ou Ter?

Nossa correria diária não nos deixa pararpara perceber se o que temos já não éo suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos muito em TER: ter isso,ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo.
Os anos vão passando, quando nos damosconta, esquecemos do mais importanteque é VIVER e SER FELIZ!
Muitas vezes para ser Feliz não é precisoTer, o mais importante na vida é SER.
As pessoas precisam parar de correr atrásdo Ter e começar a correr atrás do SER:Ser Amigo, Ser Amado, Ser Gente.
Tenho certeza de que, quando SOMOS,ficamos muito mais Felizes do quequando Temos.
O SER leva uma vida para se conseguir e o Ter muitas vezes conseguimos logo.
O SER não se acaba nem se perde como tempo, mas o Ter pode terminar logo.
O SER é eterno, o Ter é passageiro. Mesmoque dure por muito tempo, pode não trazera Felicidade... E é aí que vem o vaziona vida das pessoas...
Por isso, tente sempre SER e não Ter. Assim você sentirá uma Felicidade sem preço!
Espero que você deixe de cobrar o quefez e o que não fez nos últimos anos eque você tente o mais importante:

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A Lua que não dei!


A Lua que não dei!
Compreendo pais - e me encanto com eles - que desejariam dar o mundo de presente aos filhos. E, no entanto, abomino os que, a cada fim de semana, dão tudo o que filhos lhes pedem nos shoppings onde exercitam arremedos de paternidade..
E não há paradoxo nisso.
Dar o mundo é sentir-se um pouco como Deus, que é essa a condição de um pai.
Dar futilidades como barganha de amor é, penso eu, renunciar ao sagrado.
Volto a narrar, por me parecer apropriado à croniqueta, o que me aconteceu ao ser pai pela primeira vez. Lá se vão, pois, 45 anos.
Deslumbrado de paixão, eu olhava a menina no berço, via-a sugando os seios da mãe, esperneando na banheira, dormindo como anjo de carne.
E, então, eu me prometia, prometendo-lhe: 'Dar-lhe-ei o mundo, meu amor.' E não lhe dei.
E foi o que me salvou do egoísmo, da tola pretensão e da estupidez de confundir valores materiais com morais e espirituais.
Não dei o mundo à minha filha, mas ela quis a Lua. E não me esqueço de como ela pediu, a Lua, há anos já tão distantes.
Eu a carregava nos braços, pequenina e apenas balbuciante, andando na calçada de nosso quarteirão, em tempos mais amenos, quando as pessoas conversavam às portas das casas.
Com ela junto ao peito, sentia-me o mais feliz homem do mundo, andando, cantarolando cantigas de ninar em plena calçada.
Pois é a plenitude da felicidade um homem jovem poder carregar um filho como se acariciando as próprias entranhas. Minha filha era eu e eu era ela.
Um pai é, sim, um Pequeno Deus, o criador. E seu filho, a criatura bem amada.
E foi, então, que conheci a importância e os limites humanos..
Pois a filhinha - a quem eu prometera o mundo - ergueu os bracinhos para o alto e começou a quase gritar, assanhada, deslumbrada: 'Dá, dá, dá...'
Ela descobrira a Lua e a queria para si, como ursinho de pelúcia, uma luminosa bola de brincar. Diante da magia do céu enfeitado de estrelas e de luar, minha filha me pediu a Lua e eu não lhe pude dar.
A certeza de meus limites permitiu, porém, criar um pacto entre pai e filhos: se eles quisessem o impossível, fossem em busca dele..
Eu lhes dera a vida, asas de voar, diretrizes, crença no amor e, portanto, estímulo aos grandes sonhos.
E o sonho da primogênita começou a acontecer, num simbolismo que, ainda hoje, me amolece o coração.
Pois, ainda adolescente, lá se foi ela embora, querendo estudar no exterior.
Vi-a embarcar, a alma sangrando-me de saudade, a voz profética de Kalil Gibran em sussurros de consolo:'Vossos filhos não são vossos filhos, mas são os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Eles vem através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem.
(...) Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
'Foi o que vivi, quando o avião decolou, minha criança a bordo. No céu, havia uma Lua enorme, imensa. A certeza da separação foi dilacerante..
Minha filha fora buscar a Lua que eu não lhe dera. E eu precisava conviver com a coerência do que transmitira aos filhos: 'O lar não é o lugar de se ficar, mas para onde voltar'.
Que os filhos sejam preparados para irem-se, com a certeza de ter para onde voltar quando o cansaço, a derrota ou o desânimo inevitáveis lhes machucarem a alma.
Ao ver o avião, como num filme de Spielberg, sombrear a Lua, levando-me a filha querida, o salgado das lágrimas se transformou em doçura de conforto com Kalil Gibran: como pai, não dando o mundo nem Lua aos filhos, me senti arqueiro e arco, arremessando a flecha viva em direção ao mistério.
Ora, mesmo sendo avós, temos, sim e ainda, filhos a criar, pois família é uma tribo em construção permanente.
Pais envelhecem, filhos crescem, dão-nos netos e isso é a construção, o centro do mundo onde a obra da criação se renova sem nunca completar-se.
De guerreiros que foram, pais se tornam pajés. E mães, curandeiras de alma e de corpo.
É quando a tribo se fortalece com conselheiros, sábios que conhecem os mistérios da grande arquitetura familiar, com régua, esquadro, compasso e fio de prumo.
E com palmatória moral para ensinar o óbvio: se o dever premia, o erro cobra.
Escrevo, pois, de angústias, acho que angústias de pajé, de í­ndio velho.
A nossa construção está ruindo, pois feita em areia movediça.
É minúsculo o mundo que pais querem dar aos filhos: o dos shoppings..
E não há mais crianças e adolescentes desejando a Lua como brinquedo ou como conquista..
Sem sonhos, os tetos são baixos e o infinito pode ser comprado em lojas.
Sem sonhos, não há necessidade de arqueiros arremessando flechas vivas.
Na construção familiar, temos erguido paredes.
Mas, dentro delas, haverá gente de verdade?