sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Aprenda a calar...

Há muita necessidade de silêncio nos dias atuais...
As pessoas ansiosas por se fazer ouvir, falam cada vez mais alto, como se isso bastasse para que os outros as escutassem.
Em restaurantes, shoppings, filas, salas de espera, salões de beleza, aeroportos, se ouvem os falatórios. E para aumentar o ruído, em alguns lugares tem um som ambiente mais alto ainda...
E quando não se tem alguém para falar, o celular serve. A pessoa faz uma ligação e se esquece de que está dividindo o ambiente com outros indivíduos que não estão interessados no seu assunto.
É impressionante como as pessoas falam muito, e falam alto...
Além de ser um grande desrespeito aos ouvidos alheios, essa gritaria torna impossível um diálogo entre pessoas de voz moderada, nesses ambientes comuns.
Mas não é só a falta de silêncio exterior que assola muitas pessoas hoje em dia. É também a falta de silêncio interior.
Poucos indivíduos ouvem a própria voz e analisam seus pensamentos antes de exteriorizá-los.
O hábito de meditar antes de expor uma opinião ou um julgamento, é muito pouco cultivado em nossa sociedade.
E isso tem sido motivo de desarmonia e intrigas, de mal-entendidos e hostilidades.
Saber calar, saber ouvir, ser senhor de suas palavras e de seus sentimentos é um desafio que merece ser pensado.
Talvez foi por ter percebido essa necessidade em nosso meio, que um Espírito amigo nos trouxe a seguinte mensagem:
Aprenda a silenciar a palavra que sai gritada de seus lábios, ferindo a sensibilidade alheia e lhe deixando à mercê das companhias inferiores.
Aprenda a calar...
Aprenda a silenciar a palavra suave, mas cheia de ironia que sai de sua boca ridicularizando, humilhando a quem se dirige e que lhe intoxica, provocando a dor de estômago, as náuseas ou a enxaqueca.
Aprenda a calar...
Aprenda a silenciar o murmúrio que sai entre dentes, destilando raiva e rancor e atingindo o alvo, que fere como punhal ao tempo em que lhe fragiliza a ponto de não se reconhecer, de se assustar consigo mesmo.
Aprenda a calar...
Aprenda a calar o pensamento cruel que lhe passa na mente e que, por invigilância, se detém nele mais do que deveria. Você se assustaria se pudesse ver sua máscara espiritual distorcida.
Aprenda a calar...
Aprenda a calar o julgamento que extrapola o que vê e o que sabe, levando-o a conjeturar sobre o outro, o que não sabe e não viu, plasmando idéias infelizes que são aproveitadas pelos opositores daquele que é julgado.
Aprenda a calar...
Aprenda a calar todo e qualquer sentimento indigno, zelando pelas nascentes do seu coração, para que não macule e não seja maculado.
Aprenda a vigiar os sentimentos para que cada dia, mais atento e vigilante, saia da esfera mesquinha a que se aprisiona voluntariamente, e possa alçar vôos mais altos e sublimes. Aprenda a calar...
E, enquanto não consegue deixar de gritar, falar, murmurar, pensar cruelmente e julgar, insista em orar nesses momentos. Nem que as frases lhe pareçam desconexas e vazias de sentimento.
Insista na oração até que, um dia, orará não com palavras nem pensamentos, mas todo você será sentimento, amor, amor puro e verdadeiro em ação, dinâmico, envolvendo os outros e a si mesmo, verdadeiro discípulo que conseguirá ser.
Aprenda, definitivamente, a calar!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Paradoxo do Nosso Tempo - George Carlin

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucrosacentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A árvore dos amigos

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e o amigo mãe. Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família, à qual desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, que não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, pulos aos nossos pés. Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos por perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A elegância do comportamento

Não há caminho novo. O que há de novo é o jeito de caminhar.
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, seja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples 'obrigado' diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas e garçons. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que 'com amigo não tem que ter estas frescuras'.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.
É a elegância do comportamento

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Oração da dona-de-casa sem empregada

Senhor, permita que hoje as aranhas entrem em greve e não façam teias - pelo menos que eu não as veja.
Fazei com que meu filho, num gesto boa-vontade, arrume sua cama, guarde suas coisas e coloque os tênis no lugar - e que o faça sorrindo.
Que os homens da casa aprendam o que é MIRA e façam seu xixi no lugar apropriado.
Permita que todos os tratores que trabalham naquela obra horrorosa , que sempre traz poeira para dentro de casa, parem de funcionar por 3 dias e que seus manobristas, num gesto de boa-vontade, se prontifiquem para passar pano úmido no chão e retirar todo aquele pó que eles ajudam a propagar.
Encha minha casa de borboletas, que com o farfalhar das asas, limpem todo o pó dos móveis. Passarinhos também servem, desde que não façam cocô nos móveis.
Afasta Senhor, todas as baratas ( vivas ou mortas), bem como lagartixas, calangos e formigas.
Que todas as minhas panelas t-fal de fato funcionem e que apenas água e sabão seja suficiente para limpá-las.
Que o miojo que eu fizer hoje, tenha cara e gosto de lasanha quatro queijos e que isso seja fonte de nutrientes para as crianças.
Permita que todos os perfumes e desodorantes funcionem de fato.
Que todas as gotas de suor que caírem de minha testa, sejam reabsorvidas pela minha pele, servindo de tonificante e preenchedor cutâneo, mil vezes melhor que botox.
Que todo o chocolate que eu precisar ingerir hoje, seja tranformado imediatamente em músculos - de preferência abnominal. Caso tenha que virar gordura mesmo, centraliza no bumbum Senhor!
Que todas as camas fiquem alinhadas e arrumadas ao sairmos delas, sem que precisemos perder tempo arrumando um lado e desarrumando outro.
E se não for pedir muito, que ao tirar as roupas do varal, elas já saiam sem a necessidade do ferro de passar!

Amém!

domingo, 2 de novembro de 2008

Aprenda a confiar em quem merece

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar ?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar...

"PENSE NISSO E SELECIONE AS PESSOAS EM QUEM CONFIAR".

sábado, 1 de novembro de 2008

Já fiz amigos eternos
Já ri com vontade de chorar
Já me decepcionei com pessoas com quem nunca pensei me decepcionar
Já me arrependi do que falei e do que deixei de falar
Já me decepcionei com amigas(os)
Já amei e fui amadaJá fui amada e não amei
Já amei e não fui amada
Já tentei esquecer pessoas inesquecíveis
Já planejei me nivelar a alguém e percebi que estava apenas permitindo que essa pessoa continuasse a me magoar
Já tentei substituir pessoas insubstituíveis
Já me dediquei a amizades pensando serem verdadeiras
Já gritei e pulei de tanta felicidade
Já chorei de ódio
Já chorei de alegria
Já vi o sol nascer na estrada com amigas(os) de verdade
Já tomei banho de cachoeira e de rio
Já vivi de amor
Já tomei banho de chuva sozinha e acompanhada
Já tomei sorvete no frio e sopa no calor
Já disse Eu Te Amo verdadeiramente
Já me disseram Eu Te Amo verdadeiramente
Já me apaixonei
Já persisti num erro
Já aprendi com vários erros
Já perdoei erros quase imperdoáveis
Já fiz coisas por impulso
Já abracei pra proteger
Já beijei por beijar
Já decepcionei alguém
Já briguei por alguém
Já brigaram por mim
Já virei noites no telefone
Já chorei sentada no chão do banheiro
Já amanheci pensando em alguém
Já tomei porres de lembranças pensando em alguém
Já dei risada quando não podia
Já fiz juras eternas
Já chorei ouvindo música e vendo fotos
Já vivi momentos inesqueciveis
Já liguei só pra escutar uma voz
Já me apaixonei por um sorriso e por uma voz
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade......
No final ... tive medo de perder alguém especial e acabei perdendo!
"Mas... Vivi...! E estou Viva...!